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quinta-feira, maio 08, 2014

A finlandização da Europa


Ora aqui está um artigo do EUObserver cuja leitura recomendo (obrigado Fernando) nesta época de bugigangada eleiçoeira.

Adenda: já agora, como trabalho de casa para os que pensam ir votar nessa coisa de listas em que o voto serve para pôr lá um desconhecido qualquer entre o 8° e 10°, espreite-se este outro artigo, para que os ‘federalistas’ não digam que não sabiam que é assim que a coisa funciona.

sábado, março 01, 2014

Ucrânia - Crimeia


O que é uma urgência ?
Para a ONU é já: o Conselho de Segurança reune-se este Sábado, ou seja hoje.
Para a UE é “logo que seja”: o Conselho dos Ministros dos Negócios Estrangeiros reune-se na Segunda-feira.

É preciso dizer mais alguma coisa?

quinta-feira, abril 23, 2009

A (falta de) energia da Europa

A Europa é um projecto fantástico e a sua construção foi acumulando muitos sucessos.
Talvez por isso, a Europa vem sendo motivo de tanta frustração e vem acumulando tanta decepção.

Um dos maiores fiascos europeus é a sua impotência e desnorte no que deveria ser uma das suas mais prementes prioridades: um mercado europeu de energia.

Por detrás do pomposo palavreado do costume, esconde-se o falhanço, a incompetência, o nepotismo e a total ausência de solidariedade, de real cooperação e de visão estratégica em matéria de produção, de aquisição e de distribuição de energia no espaço europeu.

Hoje é claro que em vez de uma política comum ou de uma comunidade da energia (de petróleo, de gaz ou nuclear), é o salve-se quem puder e, se for caso disso, à custa do vizinho. E não serão as eólicas ou os painéis que nos vão safar.

A Alemanha decidiu recentemente abandonar a sua cooperação com a Areva, companhia de energia nuclear francesa, para afinal privilegiar uma parceria com a Rosatom, uma sociedade russa de construção de centrais nucleares. A ambivalência alemã é sintomática do vácuo na liderança das instituições europeias no domínio da política de energia. Isto é bem mais grave do que parece e também nos diz respeito a nós portugueses.

Entretanto, a tenaz russa vai-se apertando.

Há algum candidato português ao Parlamento Europeu que tenha ideias sobre esta matéria?
Se sim, não se acanhem e falem claro, se faz favor.