Por motivos óbvios, tenho reforçado a minha atenção à opinião que se tem publicado estes dias na Europa. É muito interessante ver que, depois da cruzada jacobina iniciada nos idos de 1789, e que a esquerda sua herdeira tem levado a cabo desde então com assinalável sucesso, se começa a falar do regresso imprescindível e urgente à matriz cristã da Europa. Foram anos e anos de luta tenaz e persistente que a esquerda jacobina empreendeu para subverter a familia tradicional, impor o relativismo ético, acabar com a sólida solidariedade cristã, dinamitar os alicerces do estável mundo ocidental que conheciamos.
Joseph Weiler e Roger Scruton andaram quase solitários a pregar no deserto durante anos. Curiosamente, nos últimos dois dias ganharam uma legião de seguidores, confessos ou não.
Não é muito dificil aceitar que uma Europa assumidamente ligada à sua matriz cristã, elemento fundador e agregador, cumprindo a sua vocação de tolerância, abertura, pluralidade e acolhimento, mas com uma identidade própria identificável e reconhecível, estaria muito mais capacitada para se posicionar e fazer respeitar no mundo confuso dos nossos dias.
