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terça-feira, março 26, 2013

Chapéus há muitos...


Ouvi há momentos a ministra Assunção Cristas anunciar 106 milhões de euros para um programa contra a erosão da costa atlântica. Muito bem!

Segundo a ministra, este fenómeno da erosão costeira é o resultado das alterações climáticas e uma fatalidade inelutável. Muito, muito mal!

É possível que a Sra. Ministra não saiba a história toda e ignore o essencial, mas se é certo que ninguém é obrigado a saber tudo, é igualmente verdade que um responsável político deve rodear-se de quem sabe e ouvir os que conhecem. Se a D. Cristas tivesse feito isso saberia que não se pode silenciar as consequências nefastas que a multiplicação de barragens tem causado à nossa orla costeira por causa dessa retenção anti-natural dos sedimentos que de outra forma alimentariam o areal das praias portuguesas.

Apesar da sua juventude e inexperiência, acreditei inicialmente que esta senhora traria à gestão política da agricultura, do ambiente e do ordenamento do território uma seriedade e um rigor que lhes têm faltado há muitos anos. Entretanto reparei duas coisas na sua actuação: o retorno em força do eucalipto e a mais pura manipulação da opinião pública relativamente ao problema da barragem do Foz Tua. E nada sobre o ordenamento do território.

Com as suas declarações sobre o fatalismo climático, para o qual aliás nada propõe a não ser duas aspirinas na forma dos tais cem milhões, a ministra Assunção Cristas revelou-se o peso político pluma que afinal sempre foi. Dito isto, tenha umas Páscoas felizes!