domingo, agosto 28, 2016

Último texto


Passam pouco mais do que 13 anos desde que o Nortadas deu os primeiros passos. Ou “passo” pois nasceu como um projeto pessoal, uma ideia no meio de tantas outras. Mas só ganhou vida séria e maioridade quando aqui entraram todos aqueles que hoje constam da coluna à direita.

O Nortadas não nasceu como um projeto de conquista de absolutamente nada a não ser da possibilidade de escrever o que nos apetecesse. Só havia a impossibilidade de se dizer mal de mim e do Boavista. De todos os outros era possível e houve mesmo uma ou outra picardia. Normal entre pessoas que prezam a liberdade e por ela não abdicam de princípios e valores.

Hoje, 13 anos depois de iniciar o nortadas, tenho várias certezas absolutas:
- escrevemos imensos disparates
- escrevemos imensas verdades
- os que eram amigos assim continuam
- os que não se conheciam sequer, hoje são amigos
- e vão continuar a haver bons motivos para nos juntarmos em volta de um copo

Por tudo isso o blogue fez sentido. Fez.

Hoje já não faz. Apenas e só porque já não é um espaço vivido com assiduidade.

Não porque nos tenhamos acomodado e engordado, mas tão somente por um diminuir da motivação que outrora encontrávamos e que nos levava a uma escrita quase diária.

Pela minha parte não deixei de sonhar e acreditar que é possível trabalhar por um mundo melhor. Através da escrita ou não, farei o meu papel na sociedade. Pelo menos assim acredito que acontece. Eu sei que pode parecer presunção em demasia, mas terei certamente desculpa num texto de despedida.

E não sou só eu que desempenho um papel ativo na sociedade. Mas também todos aqueles que durante estes anos aqui escreveram e que, cada um à sua maneira, contribuem todos os dias para construir uma cidade e um país de que nos orgulhemos.

A todos aqueles que durante estes anos nos leram agradecer a paciência, agradecer o animo que nos deram e pedir desculpa pelas vezes que certamente os desiludimos.

Andaremos por aí. Por isso é possível que nos voltemos a encontrar. Assim despedimo-nos com um ATÉ BREVE.

quinta-feira, agosto 04, 2016

A chuva e a reacção

Não se faz!

Agora que o governo ( PS, BE e PCP) decidiu taxar o sol, vem a chuva.


A Norte!

É a reacção!


A natureza não perdoa!

segunda-feira, julho 11, 2016

“TERMINAIS PORTUÁRIOS E INFRA-ESTRUTURAS LOGÍSTICAS EM PORTUGAL”


A ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PORTO DESENVOLVEU UM ESTUDO SOBRE:

 “TERMINAIS PORTUÁRIOS E INFRA-ESTRUTURAS LOGÍSTICAS EM PORTUGAL”.

Vale a pena ler, aqui

segunda-feira, maio 09, 2016

TAP

Lembra bem, aqui, Nuno Botelho:


"Em suma: muito menos do que era mau em ligações a Milão ou a Barcelona passa a ser ótimo e maravilhoso em voos domésticos..."...

segunda-feira, março 14, 2016

XVI congresso do CDS

Uma nova vida para o CDS!

Assunção Cristas ganhou, merecidamente, o último congresso do CDS.

Ao trabalho!

Com todos a procurar ajudar!


segunda-feira, fevereiro 29, 2016

XVI congresso CDS



Está à porta o congresso do CDS.


As moções já estão apresentadas.


O AR, como sempre tem feito, tem a suas ideias apresentadas e em análise como aqui .






Venha daí o congresso, novo rumo e a nova liderança!

domingo, fevereiro 28, 2016

Política e religião

E não é que o bloco, agora no poder, entusiasmado com o cumprimento de Costa a Catarina, resolve atacar no plano religioso?

Tentou recuar, mas já não dá! Está feito!

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

"Não é possível ter democracia com liberdade de circulação de capitais"

Louçã e o pensamento do BE em grande estilo aqui

"Não é possível ter democracia com liberdade de circulação de capitais".

Extraordinário!




quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Triste Norte

O desinvestimento da TAP no aeroporto Francisco Sá Carneiro é mais um passo no hipercentralismo em Portugal. Trata-se de uma medida de gestão irresponsável na medida em que se trata de uma empresa detida parcialmente pelo Estado. A estratégia não devia ser sobrecarregar a Portela para haver pretexto para construir um novo aeroporto de Lisboa. A estratégia devia ser um plano para desenvolver todo o país. No seu todo. Servir convenientemente o Norte exportador.

Por cá, no Norte, saúdo as intervenções de Rui Moreira, Rui Rio e PSD Porto. O resto anda a dormir?

domingo, fevereiro 07, 2016

Um orçamento para o bem da Nação

Em abril de 2011, quando Portugal foi obrigado a pedir um resgate financeiro, a explicação da generalidade dos analistas económicos (nacionais e internacionais) era que o país acumulava cronicamente défices (orçamentais e externos) e que tal resultava de uma, também ela crónica, falta de competitividade económica. Portanto, ao contrário da Irlanda e de Espanha, o desequilíbrio português era a economia, ou a falta dela, e não propriamente uma crise do sistema financeiro (pelo menos à luz de 2011).

A assistência financeira foi feita reduzindo custos de trabalho e aumentando (ainda que residualmente) a competitividade económica à custa, sobretudo, de uma reforma do IRC.

Em 2015, o programa eleitoral do PS visava corrigir estratégias anteriores restaurando o consumo e, por essa via, melhorando a economia. Isto é, aproveitava a folga orçamental obtida na última legislatura de PSD/CDS para estimular a economia.

Em 2016, no entanto, o que se depreende efectivamente é que o orçamento apresentado não é um documento equilibrado ou que respeite as premissas do programa eleitoral do PS ou do próprio Mário Centeno (tendo em conta as suas várias intervenções públicas). Na verdade, gostaria que os vários apoiantes e membros do actual Governo (em especial, o actual ministro das Finanças) fizessem o seguinte exercício: que se imaginassem estar a analisar este orçamento de 2016 no dia anterior às eleições legislativas de 6 de outubro e, em consciência, dissessem se seria um bom orçamento ou não. 


Na minha, perspectiva este orçamento não é bom para o País nem tão pouco para o PS. Serve apenas a minoria populista que sustenta o Governo. 

terça-feira, janeiro 26, 2016

sábado, janeiro 02, 2016

CDS com ano animado

Poucos seriam os que em Outubro previam que o ano de 2016 seria tão interessante ao nível político. Eu apostei numa vitória PAF com maioria absoluta. Enganei-me redondamente. Se tivesse acertado 2016 seria um ano de reformas e de tranquilidade. Politica e económica. Social não pois teríamos os sindicatos a criar o ruído habitual.

Mas a realidade politica mostrou-se muito diferente do que estávamos habituados e temos uma "geringonça" a governar e um parlamento com geometrias muito variáveis e onde se vai passar grande parte do debate político.

A tudo isso a não recandidatura de Portas veio acrescentar ainda mais animação ao debate politico, desta feita interno mas ainda assim bem interessante para quem gosta de acompanhar a vida politica portuguesa.

O percurso de Paulo Portas é mais do que conhecido e por mim elogiado na sua globalidade. E se durante muito tempo foi acusado de ser um eucalipto, estamos hoje perante um quadro de sucessores bem interessante que acaba por contradizer essa acusação.

Nuno Melo, Assunção Cristas, Mota Soares são nomes em cima da mesa. Mas outros podem surgir como Pires de Lima ou mais remotamente, muito remotamente, Lobo Xavier. João Almeida já se colocou de fora desta corrida guardando-se para datas mais futuras. Mas existe ainda Filipe Anacoreta que tem aqui uma oportunidade de dar continuidade ao trabalho que tem desenvolvido.

Assim sendo temos um partido rico e com capacidade de continuar a prestar bons serviços a Portugal. 

Melo, Cristas e Mota Soares estão seguramente divididos entre decisões de cariz político e muito de pessoal. É a primeira vez que o tem que fazer ao contrário de Anacoreta. Ser líder de um partido é entregar-se de corpo e alma. Família passa a segundo plano, horas passam a ser um bem escasso e kms e carne assada passarão a prato principal.

São bons nomes, cada um com as suas vantagens e desvantagens. Mas só eles podem decidir. Seguramente estarão a ser pressionados e aconselhados. A seu tempo saberemos. Mas uma coisa é certa, o partido está bem servido. 

Será interessante que exista acima de tudo um debate e um clarificar do caminho que queremos que o partido siga. Mais do que de nomes ou de capelinhas eleitorais.

Quanto a Paulo Portas apenas podemos agradecer o seu empenho na causa e estarmos certos de que o vamos ver muito por aí.

quinta-feira, dezembro 10, 2015

100 anos do cerco de Nevala - Moçambique

A revista “O Tripeiro” vai realizar no Auditório do Palácio da Bolsa, no próximo dia 18 de Dezembro, pelas 18 horas, uma conferência a cargo do Ex.mo Senhor Coronel Nuno Lemos Pires, evocativa dos 100 anos do cerco de Nevala - Moçambique, que teve lugar durante a I Grande Guerra, entre os dias 22 e 28 de Novembro de 1916. 

A iniciativa é divulgada aqui .


A assistência é livre, estando no entanto limitada à disponibilidade dos lugares existentes.

segunda-feira, novembro 23, 2015

Os mínimos do mínimo

O Presidente da República chamou hoje António Costa a Belém.
António Costa saiu de Belém em silêncio.
A Presidência da República, de modo a evitar especulações e provavelmente cercear as mentiras a que Costa nos habituou, fez um comunicado a esclarecer com exactidão as garantias exigidas pelo Presidente a Costa.
As condições de governabilidade exigidas a Costa são a garantia de cumprimento por parte dos seus aliados de extram-esquerda do seguinte:


a) aprovação de moções de confiança;
b) aprovação dos Orçamentos do Estado, em particular o Orçamento para 2016;
c) cumprimento das regras de disciplina orçamental aplicadas a todos os países da Zona Euro e subscritas pelo Estado Português, nomeadamente as que resultam do Pacto de Estabilidade e Crescimento, do Tratado Orçamental, do Mecanismo Europeu de Estabilidade e da participação de Portugal na União Económica e Monetária e na União Bancária;
d) respeito pelos compromissos internacionais de Portugal no âmbito das organizações de defesa colectiva;
e) papel do Conselho Permanente de Concertação Social, dada a relevância do seu contributo para a coesão social e o desenvolvimento do País;
f) estabilidade do sistema financeiro, dado o seu papel fulcral no financiamento da economia portuguesa.

São condições elementares, mínimas, que ninguém compreende que, ante as proclamações das forças políticas envolvidas, não estivessem já previstas e garantidas.
O Presidente, ao quedar-se por estes mínimos elementares fica longe de esgotar a amplitude constitucional que o exercício do cargo lhe outorga.
As garantias exigidas relacionam-se essencialmente com os compromissos externos de Portugal e com factores que possam evitar uma derrocada imediata da economia e o caos de uma bancarrota a curtíssimo prazo.
De fora, ficam sectores importantíssimos da estruturação da sociedade portuguesa como a Segurança Social, a Educação e a Justiça. Com o experimentalismo anunciado na Segurança Social, o facilitismo irresponsável na Educação e desprezo absoluto pela isenção e independência da Justiça, só podemos temer o pior. Costa estará entregue a si próprio, com os seus camaradas e os seus aliados radicais. O Fim dos exames do 4º ano e o célebre almoço do fim de semana são anúncio do que aí vem.

O Bloco não terá grandes problemas em subscrever tais condições. Mantém-se na tentativa de se estabelecer como partido charneira de coligações de extrema-esquerda, e ainda sobra muito onde levar a cabo o seu processo de destruição do modo de vida português.

O PCP terá aqui um enorme desafio sob a forma de NATO, EURO, União Europeia, ao fim e ao cabo, o modelo de democracia ocidental que sempre rejeitou e combateu.

No fim, nada mudará, Costa mentirá, dirá que tem o que na realidade não tem, continuará igual a si próprio e será primeiro-ministro sem vitória nem honra.


Cavaco Silva, não podendo fazer mais nada, obriga um Costa sem crédito nem palavra, um Costa mínimo, a ficar com o ónus dos mínimos que ninguém acredita poder cumprir.