quarta-feira, setembro 30, 2009
Foi o que me disseram:
O problema de Cavaco é que troca as pastilhas: tomas as vermelhas em vez de tomar as azuis...
O árbitro
Aposto que, na escola, Cavaco não gostava de jogar à bola; queria ser o árbitro...
Desertos...
Neste País de desertos - o da margem esquerda, o das ideias, o dos "herdeiros", etc. - a Presidência da República acaba de inaugurar mais um: o da colaboração institucional.
PS- Parece que, à falta de assuntos sérios, as entidades entendem que nos devem entreter.
PSD, perdão PS2- Se não fosse para rir, era para chorar.
Declaração sobre a declaração do Sr. Presidente da República
O senhor estará doente?
PS 1: tenho sérias dúvidas que alguém ainda tenha sérias dúvidas sobre o caso das escutas a Belém, que levantou sérias dúvidas.
PS2: noto para as actas que José Manuel Fernandes, directo do Público, ainda não se demitiu. E, que se saiba, ainda não foi formalmente convidado para assessorar o Dr. Durão Barroso. Tenho sérias dúvidas que o director do Público tenha cartilagens, quanto mais espinha dorsal.
PS 1: tenho sérias dúvidas que alguém ainda tenha sérias dúvidas sobre o caso das escutas a Belém, que levantou sérias dúvidas.
PS2: noto para as actas que José Manuel Fernandes, directo do Público, ainda não se demitiu. E, que se saiba, ainda não foi formalmente convidado para assessorar o Dr. Durão Barroso. Tenho sérias dúvidas que o director do Público tenha cartilagens, quanto mais espinha dorsal.
Conferências do Passeio Alegre

Convite
Para o lançamento do Caderno do Passeio Alegre, n° 5, com o título,
Uma Carta (inédita) do Japão de Wenceslau de Moraes
por
Jorge de Oliveira e Sousa
com
Apresentação, por Pedro Baptista (Director dos Cadernos e Conferências)
e Posfácio, por Eduardo Kol de Carvalho
sexta-feira, 9 de Outubro de 2009, às 18,30 horas
no
Hotel da Boa Vista
Esplanada do Castelo 58
Foz do Douro
4150-196 Porto
Tel. (+351) 22 532 00 20 / fax (+351) 22 617 38 18
file://www.hotelboavista.com/ info@hotelboavista.com
----
Conferências do Passeio Alegre
Estas conferências - que dão origem aos cadernos do mesmo nome - são intervenções, lidas ou não, diversas no tema e na maneira, em que assunto, ou orador, ou público, ou sítio da sessão, têm um fio de ligação, ainda que ténue, com a bela e milenar terra da Foz do Douro.
Repor a antiga e nobre tradição portuense de levar as elites intelectuais e sociais a falar aos cidadãos agrupados em torno das colectividades locais ou em lugares públicos é um dos objectivos destas conferências e, por extensão, dos cadernos.
Para o lançamento do Caderno do Passeio Alegre, n° 5, com o título,
Uma Carta (inédita) do Japão de Wenceslau de Moraes
por
Jorge de Oliveira e Sousa
com
Apresentação, por Pedro Baptista (Director dos Cadernos e Conferências)
e Posfácio, por Eduardo Kol de Carvalho
sexta-feira, 9 de Outubro de 2009, às 18,30 horas
no
Hotel da Boa Vista
Esplanada do Castelo 58
Foz do Douro
4150-196 Porto
Tel. (+351) 22 532 00 20 / fax (+351) 22 617 38 18
file://www.hotelboavista.com/ info@hotelboavista.com
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Conferências do Passeio Alegre
Estas conferências - que dão origem aos cadernos do mesmo nome - são intervenções, lidas ou não, diversas no tema e na maneira, em que assunto, ou orador, ou público, ou sítio da sessão, têm um fio de ligação, ainda que ténue, com a bela e milenar terra da Foz do Douro.
Repor a antiga e nobre tradição portuense de levar as elites intelectuais e sociais a falar aos cidadãos agrupados em torno das colectividades locais ou em lugares públicos é um dos objectivos destas conferências e, por extensão, dos cadernos.
terça-feira, setembro 29, 2009
A declaração do Presidente
Como se previa, abriu hoje uma nova campanha eleitoral: a presidencial
!No creo en brujas, pero...!
... que las hay, hay!
Basta ver aqui, n'o Público.
Não sei o que se passou, nem se se passou alguma coisa. Se sim, espero que seja descoberto e punidos os culpados. Dito isto, não há desculpa que desculpe a insensatez destes "agentes da justiça". Assim é impossível acreditar no que quer que seja.
Brincamos, não!?!
Num dia em que o País está suspenso das declarações do Sr. Presidente da República, num contexto da maior gravidade que põe em causa a coexistência pacífica entre as instituições; depois de 4 anos de inactividade neste processo; depois de uma campanha eleitoral e de umas eleições com os resultados conhecidos, estes animais acham "natural, normal, apenas o cumprimento das suas funções", vir fazer "buscas" sobre um assunto desta gravidade, pondo em causa o líder do partido que mais ganhou nas eleições, lançando a suspeita sobre a sua honorabilidade, intimidando e ameaçando...
É caso para nos pôr a perguntar, "de que é que eles têm medo?"
É caso para duvidarmos da independência dos agentes da "justiça".
É caso para cismarmos que o Sr. PR têm alguma coisa para dizer.
É caso para suspeitarmos que tanto um como os outros, tinham dados que podiam ter influenciado o resultado das eleições.
É caso para questionarmos se mais ninguém, mais nenhum agente deste estado que serve em vez de servir, terá mais algum dado para pôr em causa o regime...
A minha Avó costumava dizer: "por menos do que isso, foi Maria Luísa para o cadafalso".
E nós, que dizemos??????
PROCURAM-SE..
Alguém viu por ai Antonio Borges e os outros notaveis apoiantes de Ferreira Leite????
é que desde que começou a campanha para as legislativas que deixei de os ver
ou sera que se estao a guardar para as autarquicas?
...a bem da Naçao!!!!
é que desde que começou a campanha para as legislativas que deixei de os ver
ou sera que se estao a guardar para as autarquicas?
...a bem da Naçao!!!!
sem futuro!?
Mal se souberam os resultados eleitorais e lá começaram as vozes “ocultas” do PSD a pedir a cabeça do líder. Vozes “ocultas” porque ninguém as vê, nem as ouve quando é importante a mobilização geral do partido tendo em conta um objectivo que deveria ser comum. Mas este é mesmo o grande problema, porque o objectivo não é mesmo comum. O PSD é hoje um partido totalmente dividido e sem uma renovação à vista. Precisava de uma autêntica varridela de balneário. Em tempos, uma pessoa que muito preso dizia-me que existem (por ordem crescente) três tipos de inimigos: “os inimigos, os inimigos de morte e os colegas de partido”. Esta “máxima” aplica-se na perfeição ao PSD. A votação em Gaia é vergonhosa mas elucidativa. O facto de o director da campanha nacional do PSD ser ao mesmo tempo “fiel” amigo do Dr Rui Rio (com legitimas aspirações a ser líder do partido) também revela alguma imprudência. Só falta mesmo o folhetim escutas para ficarmos a saber até onde foi a cabala para derrubar uma pessoa séria e com carácter, mas ao mesmo tempo sem carisma e autoridade para limpar muita sujeira que hoje existe no principal partido da oposição. Pelo menos em votos e deputados. Agora já se fala em Marcelo Rebelo de Sousa, Passos Coelho e muito mais. Infelizmente, mais do mesmo. O PSD não consegue apresentar caras novas e isso poderá vir a ser a sua condenação. Irá aproveitar o CDS este desnorte e passar a representar o centro-direita do País? Duvido. O povo português muda pouco e a prova disso é a votação do “centrão” na cidade do Porto. Como é possível, com os indicadores que a cidade e a região tem – muito por culpa dos governos mega centralizadores do PS e do PSD – este dois partidos reunirem quase 70% dos votos. É a loucura! Realmente quem critica ou é falso ou não vota. Temos o que merecemos. Pelo menos a maioria. Eu votei CDS porque é hoje um partido liderado pelo melhor político e com a capacidade de nos apresentar jovens talentos com conhecimento dos temas e com alguma (ou mesmo muita, em alguns casos) preparação profissional que os fazem ter uma visão política, mas ao mesmo tempo profissional do país. Uma última palavra para a Igreja Católica Portuguesa. Como é possível termos chegado a um ponto em que os principais líderes religiosos do país se calam perante algumas das propostas do PS que são uma verdadeira afronta a religião que supostamente defendem. Ninguém é obrigado a ser católico em Portugal, mas quem é e quem representa a igreja Católica tinha obrigação de fazer muito mais. O seu silêncio é o reflexo de uma sociedade hipócrita que se diz católica, mas ao mesmo tempo liberal. E isso poderá ser o princípio do fim desta religião.
Nuno Ortigão
Nuno Ortigão
O frenesim instável
Os próximos dias estão carregadinhos de eventos.
Hoje teremos o Cavaco a tentar descalçar uma bota; dia 1 vai haver uma parada monumental em Pequim (o Rogeiro não deve andar longe); dia 2 serão os irlandeses com o referendo deles a mostrar-nos que Europa vem aí; lá para o fim-de-semana deve haver indigitação do primeiro-ministro, mais a especulação mediática sobre os ministros que ficam e os que cansaram; o relatório de avaliação sobre as alterações penais deve poder sair da gaveta do ministro Costa; o processo disciplinar do Lopes da Mota talvez avance ou talvez não; a ERC deve concluir o seu inquérito sobre o caso TVi; o Pinto Monteiro deve estar a preparar uma declaração qualquer; entretanto, o deficit, o endividamento e o desemprego vão aumentando.
E a 11 vota-se outra vez.
Olarilolé!
Hoje teremos o Cavaco a tentar descalçar uma bota; dia 1 vai haver uma parada monumental em Pequim (o Rogeiro não deve andar longe); dia 2 serão os irlandeses com o referendo deles a mostrar-nos que Europa vem aí; lá para o fim-de-semana deve haver indigitação do primeiro-ministro, mais a especulação mediática sobre os ministros que ficam e os que cansaram; o relatório de avaliação sobre as alterações penais deve poder sair da gaveta do ministro Costa; o processo disciplinar do Lopes da Mota talvez avance ou talvez não; a ERC deve concluir o seu inquérito sobre o caso TVi; o Pinto Monteiro deve estar a preparar uma declaração qualquer; entretanto, o deficit, o endividamento e o desemprego vão aumentando.
E a 11 vota-se outra vez.
Olarilolé!
POUCO OU NADA SUFICIENTE..
Em Geraz do Minho, concelho da Povoa de Lanhoso, Distrito de Braga
o CDS teve 26 votos o que representou uma subida
mas o BE teve 21 votos, digo, 21 votos...
e, pergunto-me como é que é possivel que em Geraz do Minho 21 almas votem BE?
Resolvi escalpelizar os resultados para tentar decifrar tal enigma.
Fui indagar à tasca do Agostinho e soube que no dia das eleiçoes, o xico, o nelinho, o caio, o bife, o cangalheiro, o zè maneta e o tono grande estiveram la a "matar" umas valentes malgas de tintol.
E sairam de la com uma borracheira tamanha que "deitaram" no BE porque é vermelho como o vinho e tal como o "binho" começa por "B".
Em seguida, fui ao café do Armando e soube que nesse mesmo dia estiveram la a "deitar as cartas", o quim electricista, o mendonça, o manuel da devessa, o kiroga, o estrugido, o benfica e o placido. Ora, é bem sabido que esse desporto de deitar as cartas da muita sede, por isso a seguir quando foram votar ja traziam com eles uma valente carraspana.
Mas ainda assim faltava-me pereceber quem teriam sido os demais 8 eleitores. Quem diabo podia ter sido?
Foi ai que perguntei ao sr. Padre que logo me disse, sem violar o segredo da confissao: Ah isso foram os filhos do batateiro e do ze da madeixa que "...nao sao bastante suficientes"
E, assim vai a nossa democracia,
pouco ou nada suficente...
...a bem da Naçao!!!!
o CDS teve 26 votos o que representou uma subida
mas o BE teve 21 votos, digo, 21 votos...
e, pergunto-me como é que é possivel que em Geraz do Minho 21 almas votem BE?
Resolvi escalpelizar os resultados para tentar decifrar tal enigma.
Fui indagar à tasca do Agostinho e soube que no dia das eleiçoes, o xico, o nelinho, o caio, o bife, o cangalheiro, o zè maneta e o tono grande estiveram la a "matar" umas valentes malgas de tintol.
E sairam de la com uma borracheira tamanha que "deitaram" no BE porque é vermelho como o vinho e tal como o "binho" começa por "B".
Em seguida, fui ao café do Armando e soube que nesse mesmo dia estiveram la a "deitar as cartas", o quim electricista, o mendonça, o manuel da devessa, o kiroga, o estrugido, o benfica e o placido. Ora, é bem sabido que esse desporto de deitar as cartas da muita sede, por isso a seguir quando foram votar ja traziam com eles uma valente carraspana.
Mas ainda assim faltava-me pereceber quem teriam sido os demais 8 eleitores. Quem diabo podia ter sido?
Foi ai que perguntei ao sr. Padre que logo me disse, sem violar o segredo da confissao: Ah isso foram os filhos do batateiro e do ze da madeixa que "...nao sao bastante suficientes"
E, assim vai a nossa democracia,
pouco ou nada suficente...
...a bem da Naçao!!!!
Aindas as eleiçoes e o CDS
O CDS/PP teve um excelente resultado.
Alias é o unico partido que o pode dizer alto e a bom som.
E a Cesar o que é de Cesar...Paulo Portas soube urdir a estratégia e fez mais uma brilhante campanha.
E, porque um partido nao vive so do seu lider aqui vai o meu abraço ao secretario geral, Joao Almeida, que nao tenho a menor duvida teve um papel muito importante e determinante em todo este processo.
Mas depois da euforia com os resultados alcançados importa agora analisa-los friamente e ganhar ainda mais animo e força para as autarquicas.
As autarquicas nao sao as legislativas e exigem do CDS/PP uma maior organizaçao e uma capacidade de abenegaçao muito maior dos seus militantes e das figuras cimeiras do CDS.
Mas o CDS/PP precisa de uma maior implantaçao autarquica pois essa implantaçao autarquica é essencial para um crescimento sustentado e com raizes.
...a bem da Naçao!!!
P.S: desculpem-me a falta de acentos mas este teclado é para europeus
Alias é o unico partido que o pode dizer alto e a bom som.
E a Cesar o que é de Cesar...Paulo Portas soube urdir a estratégia e fez mais uma brilhante campanha.
E, porque um partido nao vive so do seu lider aqui vai o meu abraço ao secretario geral, Joao Almeida, que nao tenho a menor duvida teve um papel muito importante e determinante em todo este processo.
Mas depois da euforia com os resultados alcançados importa agora analisa-los friamente e ganhar ainda mais animo e força para as autarquicas.
As autarquicas nao sao as legislativas e exigem do CDS/PP uma maior organizaçao e uma capacidade de abenegaçao muito maior dos seus militantes e das figuras cimeiras do CDS.
Mas o CDS/PP precisa de uma maior implantaçao autarquica pois essa implantaçao autarquica é essencial para um crescimento sustentado e com raizes.
...a bem da Naçao!!!
P.S: desculpem-me a falta de acentos mas este teclado é para europeus
segunda-feira, setembro 28, 2009
ressaca eleitoral
Ainda estou a digerir os resultados de ontem. Hoje acordei sorridente, como de costume diga-se, mas o meu "clube" tinha ganho o jogo de ontem. Uma vitória moral é certo, mas essas também contam. E de cada vez que vejo o PSD a desfazer-se como um monte de areia ao vento, questiono-me como é que esta gente não muda toda para um partido que tem ideias, que tem ideiais e que até tem um líder?
Como refere o João Miranda no Blasfémias está bom de ver que o problema deles não é o líder. É mesmo o partido. Façam o que têm a fazer. Fechem a sede à chave entreguem-na ao policia de giro que por ali andar, e depois uns vão até ao Caldas preencher a ficha, outros para o largo do Rato e tenho a certeza que um ou outro ainda ia saber se o MES ainda estava activo.
Mas como não é uma questão de ideias, mas sim de interesses, a coisa não muda mesmo.
Como refere o João Miranda no Blasfémias está bom de ver que o problema deles não é o líder. É mesmo o partido. Façam o que têm a fazer. Fechem a sede à chave entreguem-na ao policia de giro que por ali andar, e depois uns vão até ao Caldas preencher a ficha, outros para o largo do Rato e tenho a certeza que um ou outro ainda ia saber se o MES ainda estava activo.
Mas como não é uma questão de ideias, mas sim de interesses, a coisa não muda mesmo.
Solo de Ataque
Infelizmente, este FCP não sabe jogar contra 10. Parece que tem pena do adversário. Depois de uma primeira parte fabulosa (provavelmente os melhores 45 minutos de futebol jogado por duas equipas em Portugal, esta época), a segunda foi uma desilusão. Será que a expulsão do Polga e o falhanço do Falcão justificam tudo? Acredito mais na falta de visão (talvez também de banco) do Jesualdo. Quanto ao Lisboa e Benfica lá continua a caminhada triunfal. A meio da 1ª parte já jogava contra 10 e no início da 2ª contra 9 e contabilizando o 6º penalty da época. Notável!!! Dá para imaginar o contrário? Alguém marcar 6 penaltys contra o LB em 6 jogos? E vê-los jogar com 9? Pois não. É que a dualidade de critérios é a maior doença da arbitragem e, por este caminho, vai transformar este campeonato numa autêntica vergonha. E o desnível entre as equipas é gritante, correndo-se o risco de o fosso entre os 4 primeiros e os restantes vir a ser um absurdo. Mas é isto que a onda benfiquista gosta. Qual competitividade qual quê!?!? O que interessa é golear (mesmo com a mega ajuda dos árbitros) e ficar a 40 pontos do 2º. Isto sim é a competitividade, vista pela onda vermelha (dirigentes, adeptos, simpatizantes e, claro, a grande maioria dos jornalistas). Estamos todos à espera de ver quando travam o Braga e como? E, já agora, se não for pedir muito, um joguinho do LB sem ajudas, ok?
NO
NO
Eu não acredito em bruxos, mas...
Aqui está uma notícia de grande interesse!
A ver no que dá
NOTAS SOLTAS
Resultado excelente do CDS, acima das expectativas mais optimistas. É, sobretudo, importante ter em conta os votos recolhidos junto do eleitorado jovem e urbano.
Boa notícia também foi o facto de o BE ter ficado atrás do CDS e não conseguir formar maioria com o PS.
Sócrates ganhou mas não parecia. A sua cara não escondia o desagrado que o resultado lhe provocou. Deu a ideia de que não sabe o que fazer com a vitória, impressão que confirmei quando optou por começar a fazer campanha a favor de António Costa.
O MEP foi uma desilusão e não parece que consiga recuperar do desastre.
Manuel Monteiro morreu politicamente mais uma vez e pode ser que desta tenha aprendido a lição.
Boa notícia também foi o facto de o BE ter ficado atrás do CDS e não conseguir formar maioria com o PS.
Sócrates ganhou mas não parecia. A sua cara não escondia o desagrado que o resultado lhe provocou. Deu a ideia de que não sabe o que fazer com a vitória, impressão que confirmei quando optou por começar a fazer campanha a favor de António Costa.
O MEP foi uma desilusão e não parece que consiga recuperar do desastre.
Manuel Monteiro morreu politicamente mais uma vez e pode ser que desta tenha aprendido a lição.
"Eu fico"
Atenção: ainda soam estas palavras de Paulo Portas ditas no dia 25, dois dias antes das eleições.
Vitória Azul 2
E amarela!
Grande resultado do CDS. Está de parabéns!
CDU sem vice presidência na AR trocando com o Bloco.
Obrigado às sondagens mais uma vez pelo seu formidável desempenho. A luta continua!
Grande resultado do CDS. Está de parabéns!
CDU sem vice presidência na AR trocando com o Bloco.
Obrigado às sondagens mais uma vez pelo seu formidável desempenho. A luta continua!
Vinte e um deputados
E at last, but not least: O CDS está de parabéns pelos resultados! Cumpriu todas as suas metas políticas, e é neste momento a terceira força parlamentar com vinte e um deputados! Muito bem :-)
domingo, setembro 27, 2009
MRPP em 6º?
Embora a votação não tenha permitido ao Prof Garcia Pereira um lugarzinho no Parlamento, não deixo de estranhar que o nosso país tenha o MRPP como sexta força política....
Extraordinário
As eleições adjectivadas por José Sócrates: O PS perdeu a maioria absoluta e meio milhão de votos obtendo assim uma “vitória extraordinária”.... Também gostei da parte do agradecimento pela "vibração" dos apoiantes do PS...
O dia de amanha
Espero que Portas consiga resistir à pressão para ir para o governo. Assim pode perder o capital e os votos que acaba de arrecadar.
A classificação final
1 - Paulo Portas
claro vencedor, ccnsegue aumentar a votação e passa a terceira força politica
2 - Francisco Louçã
aumenta votação mas perdeu o protagonismo que esperava
3 - José Socrates
consegue continuar como primeiro ministro apesar de agora ter que negociar com Paulo Portas
4 - Manuela Ferreira Leite
consegue manter a votação do PSD mas não vence que era o que se pede a um partido que quer ser governo
5 - Jerónimo de Sousa
aumenta 1 deputado mas perde no ranking
desta análise quase todos podem cantar vitória, mas quem consegue cumprir os objectivos é Paulo Portas.
o resto é música para embalar meninos.
claro vencedor, ccnsegue aumentar a votação e passa a terceira força politica
2 - Francisco Louçã
aumenta votação mas perdeu o protagonismo que esperava
3 - José Socrates
consegue continuar como primeiro ministro apesar de agora ter que negociar com Paulo Portas
4 - Manuela Ferreira Leite
consegue manter a votação do PSD mas não vence que era o que se pede a um partido que quer ser governo
5 - Jerónimo de Sousa
aumenta 1 deputado mas perde no ranking
desta análise quase todos podem cantar vitória, mas quem consegue cumprir os objectivos é Paulo Portas.
o resto é música para embalar meninos.
CDS
bem me parecia que o dia ia acabar em grande como vaticinei de manha. Parabens ao Portas pela excelente campanha e reitero os parabéns a Ribeiro e Castro pelos números do Porto.
Boa-noite
Vou curar a ressaca, que amanhã o dia começa cedo
27 (30)
MFL discursou evitando a palavra óbvia: 'derrota'
27 (29)
O partido mais votado: a abstenção
27 (28)
Acabam de me informar : o POUS já vai em 2500 votos. Este é o caso da noite? Ultrapassará o PPM?
27 (27)
Não percebo qual é o interesse de se saber quem é 3° e quem é 5°. Se todos eles sobem, a posição relativa é irrelevante. Por isso, atazanarem a CDU com a descida na tabela é uma sabrada na água
27 (26)
É evidente que o PS perde a maioria absoluta, mas seria confrangedor que o PSD venha dizer que conseguiu retirar essa maioria aboluta ao PS; haja decoro.
27 (25)
O Aguiar Branco não quer ser ele a vir dizer que isto "consubstancia uma derrota"
27 (24)
Ainda não se sabe:
a) Se o MEP elege o Rui Marques;
b) Se o Manuel Monteiro é ou não eleito;
c) Se o POUS chega a 100 votos.
a) Se o MEP elege o Rui Marques;
b) Se o Manuel Monteiro é ou não eleito;
c) Se o POUS chega a 100 votos.
27 (23)
O CDS devia meter água no vinho do seu contentamento: é que foi a esquerda que ganhou, ou estou a ver mal?
27 (22)
Se fosse o Santana Lopes não me ficava a rir. Arrisca-se a ser o cordeiro que se segue.
27 (21)
Finalmente percebi quem me faz lembrar o Santos Silva: um reitor de liceu
27 (20)
Inês Medeiros deputada do PS: um filme com ou sem legendas?
27 (19)
A ERC já pode concluir o tal inquérito sobre o caso da TVi
27 (18)
É importante que a Manuela Ferreira Leite se mantenha até ao Domingo autárquico? Acho que sim.
27 (16)
O "Abrupto" regressa à Assembleia: esperemos que não seja uma coisa 'ephemera'
27 (15)
De facto esta vindima só acaba quando se contarem os votos todos, todinhos.
27 (14)
Os votantes irlandeses do referendo do dia 2 não sabem como interpretar os resultados lusitanos: é "sim" ou é "não"?
27 (13)
Chavez já telefonou a dar os parabéns ao PS?
27 (12)
Isto para os lados do CDS não está feyo.
Parabéns!
Parabéns!
27 (11)
No BE já partem copos, mas louça ainda não
27 (10)
Manuel Monteiro prometeu pôr os chineses a pagar impostos. Será que os marotos se vão safar?
27 (9)
O Ernesto abriu um Murganheira.
27 (8)
Nem tudo se perdeu: o PSD conseguiu eleger várias nulidades
27 (7)
A Zulmira acaba de sair de casa: diz que pelo sim, pelo não, leva o bonzai para casa da Carmelinda
27 (6)
Dizem que o motorista de Paulo Portas se chateou e não quer pegar mais no volante
27 (5)
Consta que Luis Filipe Menezes só fará declarações aos jornais espanhóis
27 (4)
Última hora: Alberto João Jardim foi eleito. Uff
27 (3)
Se Rebelo de Sousa, o António, apoiante do PS, substituir o irmão na RTP, ficava uma conversa em família. Se substituisse o Vitorino, ficava uma familia em conversa.
a noite
Pelo que se vai ouvindo a noite não será longa. A única expectativa é que a horas temos a primeira demissão. E como isso não acontecerá no PCP, nem no BE nem no CDS e como não acredito que o "animal feroz" se demita, apenas resta a senhora.
Vitória Azul
O FCP não deu hipótese aos "lagartos" ontem à noite.
Na minha opinião o Porto podia e devia ter alcançado uma vitória mais dilatada.
Mas também é verdade que os campeões se fazem de muitas vitórias de 1-0!
Na minha opinião o Porto podia e devia ter alcançado uma vitória mais dilatada.
Mas também é verdade que os campeões se fazem de muitas vitórias de 1-0!
Em grande forma
Como está? em grande forma! Como nunca me senti!
é desta "forma" que um amigo sistematicamente me responde ao cumprimento matinal. E eu hoje acordei em grande forma. não diria como nunca me senti, mas sinto-me bem.
E espero manter-me assim mesmo depois das 20 horas. Acredito que o CDS vai ter um bom resultado. Acredito que no Porto podemos meter o 3º o que será um prémio para Ribeiro e Castro pela entrega; acredito que no geral podemos recuperar em Santarém, aumentar em Braga, crescer em Lisboa, brilhar em Aveiro, e que isso será um prémio de Paulo Portas pelo trabalho incansável na campanha e pelo discurso claro e preciso que manteve.
E depois das 20 horas começa uma nova caminhada. Quer porque vamos entrar em período de campanha autárquicas, quer porque teremos um governo minoritário a necessitar de muleta. Vamos ver de que lado fica a muleta.
é desta "forma" que um amigo sistematicamente me responde ao cumprimento matinal. E eu hoje acordei em grande forma. não diria como nunca me senti, mas sinto-me bem.
E espero manter-me assim mesmo depois das 20 horas. Acredito que o CDS vai ter um bom resultado. Acredito que no Porto podemos meter o 3º o que será um prémio para Ribeiro e Castro pela entrega; acredito que no geral podemos recuperar em Santarém, aumentar em Braga, crescer em Lisboa, brilhar em Aveiro, e que isso será um prémio de Paulo Portas pelo trabalho incansável na campanha e pelo discurso claro e preciso que manteve.
E depois das 20 horas começa uma nova caminhada. Quer porque vamos entrar em período de campanha autárquicas, quer porque teremos um governo minoritário a necessitar de muleta. Vamos ver de que lado fica a muleta.
sábado, setembro 26, 2009
SÓ ESPERO NÃO TER RAZÃO...
Qual Zandinga há uns meses atrás escrevi aqui os meus vaticinios sobre estas legislativas
e, no Domingo, só espero que os resultados eleitorais não confirmem os meus cenários
isto para
...bem da Nação!!!
e, no Domingo, só espero que os resultados eleitorais não confirmem os meus cenários
isto para
...bem da Nação!!!
sexta-feira, setembro 25, 2009
Estar pronto
Dentro de menos de 48h já haverá uma ideia de quem nos governará nos próximos tempos.
Segunda-feira será para uns um dia de esperança e para outros um dia de ressaca. É óbvio que espero ser dos que se vão levantar a assobiar e desejarão "bom-dia" a cada um com um sorriso novo e um brilhinho nos olhos.
Mas se essa maioria for a dos que nos traz mais do mesmo, então aceitarei sem falso pudor estar do lado da ressaca, na certeza porém de que mais cedo ou mais tarde o país reencontrará um melhor caminho e que é preciso estar pronto.
Segunda-feira será para uns um dia de esperança e para outros um dia de ressaca. É óbvio que espero ser dos que se vão levantar a assobiar e desejarão "bom-dia" a cada um com um sorriso novo e um brilhinho nos olhos.
Mas se essa maioria for a dos que nos traz mais do mesmo, então aceitarei sem falso pudor estar do lado da ressaca, na certeza porém de que mais cedo ou mais tarde o país reencontrará um melhor caminho e que é preciso estar pronto.
CAMPANHA
Vou votar, naturalmente, no CDS. Sim, eu sei que o importante seria derrotar Sócrates mas, como o PSD não quis ganhar estas eleições, o "voto útil" não tem qualquer sentido, pelo que votarei no CDS com toda a tranquilidade. Portas fez uma boa campanha e, ao contrário do que sucedeu nas últimas legislativas, a mensagem era boa e eficaz.
Parece que o país ficará ingovernável na 2ª feira, embora esteja certo de que Sócrates não fará governo com o Bloco de Esquerda. Seria o seu fim, o que em si não seria mau, mas com ele faleceria o país.
Parece que o país ficará ingovernável na 2ª feira, embora esteja certo de que Sócrates não fará governo com o Bloco de Esquerda. Seria o seu fim, o que em si não seria mau, mas com ele faleceria o país.
Antecipando o dia de reflexão, ainda com alguma esperança
José
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
Obrigado, Sr. Silva
Como sou de esquerda - uma espécie de ovelha negra aqui do Nortadas, 'contratado' possivelmente apenas para manter uma quota qualquer (as queixas devem ser endereçadas ao Dr. Carlos Furtado) - prefiro que o bloco PS/PCP/BE seja maioritário em relação ao bloco PDS/CDS. Mas a coisa, nestas eleições, estava difícil. Até que o fenomenal Dr. Cavaco Silva - tratado por Sr. Silva por um elemento do Conselho de Estado - entrou em cena. Em boa hora: de uma penada e em um só dia, resolveu a questão. Agora, já ninguém acredita que o bloco de direita possa ultrapassar o bloco de esquerda (não confundir com o BE). Um grande bem-haja para si, Sr. Silva.
P.S.
Continuando a árdua tarefa de se enterrar a si próprio numa valeta por ele aberta, o Dr. Cavaco anunciou uma visita a Portugal do Papa Bento XVI - a visita em si não me aquece nem me arrefece, antes pelo contrário, mas o 'timming' foi extraordinário. A coisa voltou a correr-lhe bem: a hierarquia da Igreja portuguesa não teve outro remédio senão queixar-se de que o Dr. Cavaco tinha anunciado indevidamente um assunto que era suposto ser um segredo diplomático. Ou muito me engano, ou o Sr. Silva mandou instalar escutas em casa do Cardeal Patriarca de Lisboa.
quinta-feira, setembro 24, 2009
Ciclovias
Esta história da ciclovia que liga o largo de Cristo Rei à circular do Garcia da Orta não está muito bem pensada. Aliás, não me parece pensada de todo. Então faz lá sentido instalar uma ciclovia a cota alta (a ciclovia destaca-se claramente do resto do pavimento da rua) no meio de uma das ruas de maior trânsito do Porto, com dois sentidos que ficam confinados à largura mínima, que obriga os residentes às operações mais complexas para entrar e sair das respectivas garagens, e que perturba o espaço útil de estacionamento de quem se movimenta naquela zona entre o Pingo Doce, Bacelar e Igreja de Cristo Rei? Se já havia pouco espaço para estacionar o automóvel, é ver agora nas alturas de maior movimento o que vai acontecer. Mas, além disto, ocorre-me ainda outra perplexidade. É que se uma ciclovia no meio da Avenida da Boavista por baixo das árvores e em direcção ao Parque da Cidade não incomoda ninguém e é útil aos ciclistas (aos poucos que temos, numa cidade que sobe e desce), que dizer de uma ciclovia às prestações ou entrecortada, que se interrompe nas rotundas e cruzamentos, que é perigosa para todos, e que não leva exactamente a lado nenhum? Cheguei a dar conta da instalação de uma ciclovia nos Pinhais da Foz, em frente à padaria Ribeiro, noutro local dramático para a circulação autómovel e para o estacionamento, mas aí a solução foi muito bem repensada, e colocados lugares de estacionamento no lugar da inicial ciclovia. Não seria de repensar também a ciclovia de Cristo Rei? É que, meus amigos, eu cronometrei os meus tempos matinais e, pese embora a via ainda estar em obras, demoro agora mais dez minutos entre a Boavista e a Rua de Fez que demorava no ano passado no meu circuito de entrega de crianças.
Roubar para dar
Os jornais estão deliciados com o facto de 2 candidatos do cds em Moura terem sido apanhados a roubar palha. O que ninguém diz é que estes amigos do alheio estavam a roubar palha para dar aqueles que votam a favor das nacionalizações, das expropriações, do fim dos PPR (só para os outros).
quarta-feira, setembro 23, 2009
Roubas? Corto-te a mão
O MMS, Movimento Mérito e Solidariedade, propõe no seu programa a castração química para os crimes de violação e pedofilia.
A questão que se me põe é a seguinte: para o que aqui nos interessa, qual será a diferença entre a castração química e a não química? E só encontro uma resposta: é que propor a castração tout court, mesmo se por intervenção cirúrgica e com assistência de um anestesista, revelaria muito mais rapidamente a barbaridade da proposta e daí a preocupação de esclarecer que é por métodos químicos, umas pastilhas ou umas gotas num copo de água, coisa de acalmar o bruto, mas nada de doloroso ou ensanguentado.
A castração química pode parecer uma coisa moderna mas não deixa de ser uma castração.
Para mim, uma proposta destas equivale às leis da Sharia do fundamentalismo islâmico: roubas, corto-te a mão. Difamas, corto-te a língua, etc.
Para mim, isto seria um atraso civilizacional e não lhe reconheço mérito nenhum.
A questão que se me põe é a seguinte: para o que aqui nos interessa, qual será a diferença entre a castração química e a não química? E só encontro uma resposta: é que propor a castração tout court, mesmo se por intervenção cirúrgica e com assistência de um anestesista, revelaria muito mais rapidamente a barbaridade da proposta e daí a preocupação de esclarecer que é por métodos químicos, umas pastilhas ou umas gotas num copo de água, coisa de acalmar o bruto, mas nada de doloroso ou ensanguentado.
A castração química pode parecer uma coisa moderna mas não deixa de ser uma castração.
Para mim, uma proposta destas equivale às leis da Sharia do fundamentalismo islâmico: roubas, corto-te a mão. Difamas, corto-te a língua, etc.
Para mim, isto seria um atraso civilizacional e não lhe reconheço mérito nenhum.
Os símbolos religiosos e a opção política
...Em cada estabelecimento prisional deve existir:
a) Um ou mais locais, com condições de privacidade,
para reuniões dos reclusos com os assistentes, sem símbolos
religiosos específicos de qualquer igreja ou comunidade
religiosa;
b) ......
é apenas uma das pérolas do Decreto-Lei n.º 252/2009 de 23 de Setembro.
Quem pretende assistência religiosa em estabelecimentos prisionais dependentes do Ministério da Justiça e nos centros educativos pode reunir em local próprio, com condições de privacidade, mas sem símbolos religiosos específicos da sua igreja.
Pode pedir, reunir, mas sem os perigosos símbolos.
É inacreditável!
a) Um ou mais locais, com condições de privacidade,
para reuniões dos reclusos com os assistentes, sem símbolos
religiosos específicos de qualquer igreja ou comunidade
religiosa;
b) ......
é apenas uma das pérolas do Decreto-Lei n.º 252/2009 de 23 de Setembro.
Quem pretende assistência religiosa em estabelecimentos prisionais dependentes do Ministério da Justiça e nos centros educativos pode reunir em local próprio, com condições de privacidade, mas sem símbolos religiosos específicos da sua igreja.
Pode pedir, reunir, mas sem os perigosos símbolos.
É inacreditável!
terça-feira, setembro 22, 2009
Nada na manga
Investi algum tempo a ler e a tentar conhecer melhor o que é e o que pretende o Movimento Esperança Portugal (MEP).
Há ali qualquer coisa de novo, de fresco, de sério. Encontrei nas suas listas gente credível, esforçada, honesta e competente.
A ideia de que se pode fazer política pela positiva é seguramente uma ideia interessante, desde que não derrape para uma bondadezinha sorridente, jardim com baloiço e música de elevador. Talvez seja essa falta de músculo, de afirmação contundente, que falte ao MEP para ser uma força de combate, mas o MEP dá os primeiros passos e talvez o tempo e a experiência lhe endureçam o discurso e lhes ensinem que é também necessário ser agressivo na convicção e intolerante com a trapaça e a asneira.
O MEP tem pelo menos o mérito de ser uma resposta possível e de reunir gente sã que se levantou da poltrona e saiu à rua para o que der e vier.
Bravo!
Há ali qualquer coisa de novo, de fresco, de sério. Encontrei nas suas listas gente credível, esforçada, honesta e competente.
A ideia de que se pode fazer política pela positiva é seguramente uma ideia interessante, desde que não derrape para uma bondadezinha sorridente, jardim com baloiço e música de elevador. Talvez seja essa falta de músculo, de afirmação contundente, que falte ao MEP para ser uma força de combate, mas o MEP dá os primeiros passos e talvez o tempo e a experiência lhe endureçam o discurso e lhes ensinem que é também necessário ser agressivo na convicção e intolerante com a trapaça e a asneira.
O MEP tem pelo menos o mérito de ser uma resposta possível e de reunir gente sã que se levantou da poltrona e saiu à rua para o que der e vier.
Bravo!
segunda-feira, setembro 21, 2009
'Público': obviamente demita-se
Uma das funções de maior benefício dos jornais é o escrutínio que exercem sobre quem tem funções de governação. E uma das funções subjacente a essa função é a publicação de opiniões sobre quem tem funções de governação. Por definição, os directores de jornais são a primeira instância dessas funções: investigam (ou mandam investigar), escrutinam, cruzam informação e - para além de 'assinarem por baixo' as notícias que saem nos jornais que dirigem - exercem a poderosa possibilidade de emitirem opinião. Com uma rapidez que em diversas ocasiões é difícil de entender, os jornalistas (os directores dos jornais) opinam sobre quem deve e porque deve demitir-se determinado personagem - quando em causa está o bom nome dos cargos exercidos pelo poder político (ou outro). Infelizmente, quando a trapalhada é dentro de casa, a rapidez perde-se. O bom nome e o histórico de qualidade que o jornal 'Público' construíu desde que foi fundado está absolutamente posto em causa pelas notícias surgidas no final da semana passada em torno do caso das escutas ao Presidente da República. Se a bitola do director do jornal fosse para ser usada dentro de casa, José Manuel Fernandes teria usado o fim-de-semana para demitir-se - assumindo as culpas de um caso em que o 'Público' sai completamente enxovalhado. Desde que assumiu funções, José Manuel Fernandes conseguiu afundar as vendas do jornal; tomar decisões editoriais no mínimo discutíveis (como o P2); colocá-lo numa situação financeira de tal ordem que os jornalistas tiveram que aceitar a redução dos salários; e finalmente enlamear o nome do jornal com esta história das escutas - nomeadamente afirmando que o SIS tinha entrado no interior do jornal, para horas mais tarde dizer que afinal não. Uma tristeza. Como leitor do 'Público' desde a primeira hora e saudoso dos bons tempos do jornal, aqui deixo um apelo: Sr. José Manuel Fernandes: demita-se por favor.
Portugal Profundo
Enquanto os líderes dos partidos andam numa azáfama pelas grandes cidades e os jornais vão dando conta da polémica de tgv's, dos ppr de bloquistas, escutas e emails polémicos; muitos politicos anónimos percorrem o Portugal profundo com distribuição de beijos, apertos de mão e promessas sem fim. O campeonato deles não é as legislativas mas as autárquicas. Hoje acompanhei uma vez mais um deles. Fiz quilómetros, de curvas e contra curvas por estradas mal desenhadas e mal amanhadas. E lá chegamos. Umas casas aqui e outras ali salpicavam a serra. Um cheiro a porco assado e a vinho meio sulfuroso completavam o quadro. Uma vintena de pessoas em animada conversa. Sobre os problemas que os afectavam. Não ouvi falar de tgv mas de falta de água. Não ouvi falar de emails mas da falta de vias de comunicação. Não os ouvi falar de aeroportos mas da falta de caminhos para aceder aos campos de lavoura. Não os ouvi falar em investimentos de milhões mas na falta de dinheiro para comprar bens essenciais. Ah, mas no espaço de 2 km, o presidente da junta para alegrar os vários "locais" construiu 3 campos de futebol. 2 têm erva que dá para pastar e o outro não tem jovens suficientes para fazer 2 equipas de futebol. Cheguei a casa e peguei na edição de sábado do Económico. Quis voltar ao meu "habitat" e esquecer a tarde. Mas a imagem é mais forte. Há mesmo muito para fazer por esse Portugal fora.
domingo, setembro 20, 2009
Rataria
O país está infestado de ratos.
Julgávamos que se acasalavam nos esgotos, que chafurdavam em monturos, que repousavam em bueiros fétidos ou que se amontoavam nas cloacas da cidade. Isso já foi.
Hoje usam (ou não) gravata, escrevem em jornais, dirigem partidos e governos, administram bancos e empresas públicas, manobram, manipulam, conspiram, aldrabam e peroram.
O cidadão lê-lhes os tìtulos aterrado, ouve-os desconsolado e teme-os num sussurro quase clandestino, esperando e desesperando em distinguir um compatriota de um mangusto e em reconhecer um igual no meio dos leivões. E há os ratos-cegos, essas toupeiras que sapam por baixo e ligam por túneis os musaranhos, os ratos-musgo e os murganhos. As arganaças ganharam voz, os leirões conhecem a síntaxe e os ratos-do-monte e os dos pomares salpicam-se de perfume para que não lhes topemos o odor da esturqueira.
Escutam-se, espiam-se e vigiam-se, aliam-se e concertam-se, zangam-se e reconciliam-se. Negoceiam. Vendem e trocam. Vendem-nos e trocam-nos. Na verdade, vendam-nos para que não vejamos e ensurdecem-nos com promessas para que não ouçamos.
Há uma ratoeira que os pode caçar: a 27, o nosso voto pode recambiá-los para o seu mundo imundo de trapaceiros. Ou isso ou seremos nós os caçados.
Julgávamos que se acasalavam nos esgotos, que chafurdavam em monturos, que repousavam em bueiros fétidos ou que se amontoavam nas cloacas da cidade. Isso já foi.
Hoje usam (ou não) gravata, escrevem em jornais, dirigem partidos e governos, administram bancos e empresas públicas, manobram, manipulam, conspiram, aldrabam e peroram.
O cidadão lê-lhes os tìtulos aterrado, ouve-os desconsolado e teme-os num sussurro quase clandestino, esperando e desesperando em distinguir um compatriota de um mangusto e em reconhecer um igual no meio dos leivões. E há os ratos-cegos, essas toupeiras que sapam por baixo e ligam por túneis os musaranhos, os ratos-musgo e os murganhos. As arganaças ganharam voz, os leirões conhecem a síntaxe e os ratos-do-monte e os dos pomares salpicam-se de perfume para que não lhes topemos o odor da esturqueira.
Escutam-se, espiam-se e vigiam-se, aliam-se e concertam-se, zangam-se e reconciliam-se. Negoceiam. Vendem e trocam. Vendem-nos e trocam-nos. Na verdade, vendam-nos para que não vejamos e ensurdecem-nos com promessas para que não ouçamos.
Há uma ratoeira que os pode caçar: a 27, o nosso voto pode recambiá-los para o seu mundo imundo de trapaceiros. Ou isso ou seremos nós os caçados.
sábado, setembro 19, 2009
Uma questão de caràcter
sexta-feira, setembro 18, 2009
Alto aì e pàra o baile!

Meus caros amigos
Tinha imaginado um cenàrio 3 a postar no fim-de-semana. Não acontecerà.
Face às ùltimas notìcias do que se passa nos bastidores polìticos do paìs, considero que a situação é excessivamente grave e que não se compadece com o engraçadismo eleitoral para o qual terei modesta mas alarvemente contribuido. Estava na minha torre sem perceber o que se aproximava.
È preciso humor, é certo, ou pelo menos tentar algum humor que nos ajude a suportar este sufoco, mas a choldra de manobristas està a transformar a polìtica nacional numa tal espelunca de percevejos, num tal bacanal de rameiras, que jà não hà piada que nos salve.
A coisa agora é séria e fia mais fino.
Até jà
(perdoem-me estes acentos fugidios: o teclado não conhece a lìngua de Camões)
Tinha imaginado um cenàrio 3 a postar no fim-de-semana. Não acontecerà.
Face às ùltimas notìcias do que se passa nos bastidores polìticos do paìs, considero que a situação é excessivamente grave e que não se compadece com o engraçadismo eleitoral para o qual terei modesta mas alarvemente contribuido. Estava na minha torre sem perceber o que se aproximava.
È preciso humor, é certo, ou pelo menos tentar algum humor que nos ajude a suportar este sufoco, mas a choldra de manobristas està a transformar a polìtica nacional numa tal espelunca de percevejos, num tal bacanal de rameiras, que jà não hà piada que nos salve.
A coisa agora é séria e fia mais fino.
Até jà
(perdoem-me estes acentos fugidios: o teclado não conhece a lìngua de Camões)
PEDIMOS DESCULPA POR ESTA INTERRUPÇÃO
Peço desculpa por interromper o folhetim desta campanha eleitoral.
Que país é este em que ninguém se importa com o facto de ainda não existirem resultados da análise ao produto aplicado num hospital público numa cirurgia oftalmológica que provocou danos irreparáveis?
Que país é este em que ninguém se importa com o facto de ainda não existirem resultados da análise ao produto aplicado num hospital público numa cirurgia oftalmológica que provocou danos irreparáveis?
Noite de 27 - antecipação (cenário 2)
Às 20h, a RTP declarou-se incapaz de dar uma previsão de vencedor, alegando que o empate técnico não lhe autorizava qualquer especulação. Mas havia novidades: o Bloco andaria perto dos 11%, a CDU rondaria os 10% e o PP ou teria 4 ou 9 ou 12, dependia(??). O MEP elegia por Lisboa.
E andaram nisto cerca de hora e meia, com aqueles fulanos das sondagens a explicar sabiamente as razões por que não tinham nada a dizer, sendo que os que se auto-intitulavam politólogos admitiam que a culpa era do eleitor, ignara personagem que atrapalhava os cálculos por causa da sua indecisão, hesitação, indefinição, enfim, um irresponsável.
Comecei a sentir uma dor no braço esquerdo cerca das 10 e picos, já a Zulmira deixara de "Vem deitar-te, homem, que amanhã tens de abrir a porta ao picheleiro". Quando a seguir veio um betinho anafado, na sede do PS, garantir que a fraca abstenção fora uma vitória da democracia e que os portugueses estavam de parabéns, deu-me um ataque de azia e um mal-estar geral a que não dei importância e que atribui ao prato de lulas da Carmelinda, a minha cunhada, que julga que lá por trabalhar na cantina da escola B-57 de Freamunde percebe alguma coisa de panelas.
Passei pelas brasas ao ouvir o Aguiar Branco dizer "consubstancia…", e nessa sonolência retemperadora ainda dei conta do Jerónimo "não sei quê…os poderosos…". Ferrei verdadeiramente o galho quando voltaram ao estúdio para outra seca de segundas linhas a explicarem…coisas.
Acordei de repente, sem saber a que horas, com um Louçã estridente a espumar de um púlpito uma ladainha cheia de erres. As notas de rodapé fugiam da direita para a esquerda a grande velocidade e aquilo era uma confusão de terras, concelhos e números. Tentei baixar o som mas eu próprio estava pêrro. Chamei pela Zulmira e saiu-me um urro esquisito. Quis pôr-me de pé e caí no chão em cima do comando. Ainda percebi pela repentina gritaria que começou a sair do caixote que o Sócrates se demitira e que a Manuela….zzzzzzzzzzzzzzzzzz
Foi a patroa que abriu a porta ao Zeferino, cerca das 7h. Parece que já vai para três dias que estou aqui no S. João. A primeira coisa que balbuciei ao acordar, encharcado de tubos, foi que estava a ver muito bem e que, por favor, não me levassem ao oftalmologista do hospital. A Zulmira disse-me que o nosso glorioso perdeu e que o Zeferino acha que é preciso comprar um autoclismo novo. Que se foda!
E andaram nisto cerca de hora e meia, com aqueles fulanos das sondagens a explicar sabiamente as razões por que não tinham nada a dizer, sendo que os que se auto-intitulavam politólogos admitiam que a culpa era do eleitor, ignara personagem que atrapalhava os cálculos por causa da sua indecisão, hesitação, indefinição, enfim, um irresponsável.
Comecei a sentir uma dor no braço esquerdo cerca das 10 e picos, já a Zulmira deixara de "Vem deitar-te, homem, que amanhã tens de abrir a porta ao picheleiro". Quando a seguir veio um betinho anafado, na sede do PS, garantir que a fraca abstenção fora uma vitória da democracia e que os portugueses estavam de parabéns, deu-me um ataque de azia e um mal-estar geral a que não dei importância e que atribui ao prato de lulas da Carmelinda, a minha cunhada, que julga que lá por trabalhar na cantina da escola B-57 de Freamunde percebe alguma coisa de panelas.
Passei pelas brasas ao ouvir o Aguiar Branco dizer "consubstancia…", e nessa sonolência retemperadora ainda dei conta do Jerónimo "não sei quê…os poderosos…". Ferrei verdadeiramente o galho quando voltaram ao estúdio para outra seca de segundas linhas a explicarem…coisas.
Acordei de repente, sem saber a que horas, com um Louçã estridente a espumar de um púlpito uma ladainha cheia de erres. As notas de rodapé fugiam da direita para a esquerda a grande velocidade e aquilo era uma confusão de terras, concelhos e números. Tentei baixar o som mas eu próprio estava pêrro. Chamei pela Zulmira e saiu-me um urro esquisito. Quis pôr-me de pé e caí no chão em cima do comando. Ainda percebi pela repentina gritaria que começou a sair do caixote que o Sócrates se demitira e que a Manuela….zzzzzzzzzzzzzzzzzz
Foi a patroa que abriu a porta ao Zeferino, cerca das 7h. Parece que já vai para três dias que estou aqui no S. João. A primeira coisa que balbuciei ao acordar, encharcado de tubos, foi que estava a ver muito bem e que, por favor, não me levassem ao oftalmologista do hospital. A Zulmira disse-me que o nosso glorioso perdeu e que o Zeferino acha que é preciso comprar um autoclismo novo. Que se foda!
Ler os programas
O sentido de Itaca
Quando partires de regresso a Itaca
deves orar por uma viagem longa,
plena de aventuras e de experiencias.
Ciclopes, Lestrogonios, e mais monstros,
um Poseidon irado - nao os temas,
jamais encontraras tais coisas no caminho,
se o teu pensar for puro, e se um sentir sublime
teu corpo toca e o espirito de habita.
Ciclopes, Lestrogonios, e outros monstros,
Poseidon em furia - nunca encontraras,
se nao é na tua alma que os transportes
ou ela os nao erguer perante ti.
Deves orar por uma viagem longa.
Que sejam muitas as manhas de Verao,
quando,com que prazer, com que deleite,
entrares em portos jamais antes vistos!
Em colonias fenicias deveras deter-te
para comprar mercadorias raras:
coral e madreperola, ambar e marfim,
e perfumes subtis de toda a especie:
compra desses perfumes quanto possas
E vai ver as cidades do Egipto,
para aprenderes com os que sabem muito.
Teras sempre Itaca no teu espirito,
que la chegar é o teu destino ultimo.
Mas nao te apresses nunca na viagem.
é melhor que ela dure muitos anos,
que sejas velho ja ao ancorar na ilha,
rico do que foi teu pelo caminho,
e sem esperar que Itaca te de riquezas.
Itaca deu-te essa viagem esplendida.
Sem Itaca, nao terias partido.
Mas Itaca nao tem mais nada para dar-te
Por pobre que a descubras, Itaca nao te traiu.
Sabio como es agora, senhor de tanta experiencia,
teras compreendido o sentido de Itaca
(Constantino Cavafy)
deves orar por uma viagem longa,
plena de aventuras e de experiencias.
Ciclopes, Lestrogonios, e mais monstros,
um Poseidon irado - nao os temas,
jamais encontraras tais coisas no caminho,
se o teu pensar for puro, e se um sentir sublime
teu corpo toca e o espirito de habita.
Ciclopes, Lestrogonios, e outros monstros,
Poseidon em furia - nunca encontraras,
se nao é na tua alma que os transportes
ou ela os nao erguer perante ti.
Deves orar por uma viagem longa.
Que sejam muitas as manhas de Verao,
quando,com que prazer, com que deleite,
entrares em portos jamais antes vistos!
Em colonias fenicias deveras deter-te
para comprar mercadorias raras:
coral e madreperola, ambar e marfim,
e perfumes subtis de toda a especie:
compra desses perfumes quanto possas
E vai ver as cidades do Egipto,
para aprenderes com os que sabem muito.
Teras sempre Itaca no teu espirito,
que la chegar é o teu destino ultimo.
Mas nao te apresses nunca na viagem.
é melhor que ela dure muitos anos,
que sejas velho ja ao ancorar na ilha,
rico do que foi teu pelo caminho,
e sem esperar que Itaca te de riquezas.
Itaca deu-te essa viagem esplendida.
Sem Itaca, nao terias partido.
Mas Itaca nao tem mais nada para dar-te
Por pobre que a descubras, Itaca nao te traiu.
Sabio como es agora, senhor de tanta experiencia,
teras compreendido o sentido de Itaca
(Constantino Cavafy)
É PRECISO VOTAR...
Importa que as pessoas percebam que votar mais do que um direito é um dever.
A consequência desta alienação colectiva é a de que os resultados eleitorais estão distorcidos e por isso temos uma democracia distorcida
logo politicas distorcidas,
logo um País distorcido.
Eu vou votar!!!
A consequência desta alienação colectiva é a de que os resultados eleitorais estão distorcidos e por isso temos uma democracia distorcida
logo politicas distorcidas,
logo um País distorcido.
Eu vou votar!!!
Assustador
A sondagem da Universidade Católica é assustadora. Ps com 38 e BE com 12 dá 50%. É de fugir só de pensar nisso. Não direi que chego ao desespero do Douro e procuro árvores longas e fitas robustas, mas que me levariam a ponderar fugir para cantos longínquos, isso sim.
A ideia de ter Louçã como ministro de uma qualquer pasta deixa-me preocupado com o estado de sanidade dos meus compatriotas.
Mas como sou um homem de fé, estou em crer que a coisa se vai compor no dia 27.
A ideia de ter Louçã como ministro de uma qualquer pasta deixa-me preocupado com o estado de sanidade dos meus compatriotas.
Mas como sou um homem de fé, estou em crer que a coisa se vai compor no dia 27.
quinta-feira, setembro 17, 2009
Originalidades 2
O douro, sob o título que acima se reproduz (com a devida vénia), aqui um pouco mais abaixo, desanca na proposta do CDS de substituir parcelas do RSI (rendimento mínimo) por prestações em espécie. Para o douro, para além de original (obviamente), a proposta é populista e demagógica.
Tal como outros, não concordo.
Não é original porque já foi tentada e testada, com grande sucesso aliás, no Brasil, por exemplo. Ali se atribuem subsidios às mães de crianças em idade escolar, mediante a prova da frequência da escola; quando a criança frequenta a escola, a mãe recebe um determinado crédito, no respectivo cartão de débito, que só pode utilizar para comprar produtos aprovados - nomeadamente alimentares, mas também (segundo creio) escolares. É um exemplo, outros seriam possíveis.
Não é populista porque ajudar quem precisa, nomeadamente fornecendo-lhe o que precisa, não tem nada de popular. O que é popular, populista, é prometer aumentar reformas, pensões e subsídios no estado em que estão as finanças públicas nacionais. Se é certo que, numa perspectiva liberal, não faz muito sentido dizer aos beneficiários em que é que podem gastar a "ajuda", também há que reconhecer que é muito pouco "liberal" ajudar... Porconseguinte, estamos a falar de formas de assegurar eficácia a uma ajuda que se entende socialmente benéfica. Só isso, e não é pouco, pode justificar a ajuda. Não vejo nada de ridiculo em substituir a prestação genérica em dinheiro por prestações especificas de bens necessários e úteis. Creio até, infelizmente, que no caso de muitos idosos poderia ser uma forma de impedir os abusos que sofrem, por parte de parentes próximos sem escrúpulos que se apropriam das míseras reformas para aumentarem o "rendimento disponível"; é triste, mas infelizmente conheço essa realidade pessoalmente. Não esquecendo que uma grande parte das "pensões de miséria" que ainda existem em Portugal vêm do regime não contributivo. O que quer dizer que recebem não tendo contribuído. Logo, parece-me que serão pessoas, as que realmente precisam, particularmente disponíveis para aceitar a ajuda em espécie. Ou, igualmente, para a não receber quando lhes não faça falta. E, liberalmente, não há melhor controle do que o auto-controle. Ainda assim, pode ser que me engane e a proposta seja mesmo populista; já o veremos com o resultado do CDS no dia 27.
Não vejo porque é demagógica. Demagogia, no sentido moderno do termo, é prometer o que não é realizável. Ou seja, enganar o povo com promessas. Ora, com franqueza, não vejo nada disso nas propostas do CDS, bem pelo contrário. E se, ainda por cima, essas propostas permitirão fiscalizar melhor a atribuição das "ajudas" e reduzir os custos do RSI, como acredita o CDS, então até me parece uma excelente e corajosa medida.
POBRE CLASSE MÉDIA
Em Espanha vai ser criado um novo imposto, ao que se diz extraordinário, que irá incidir sobre os rendimentos profissionais das pessoas singulares que ganhem mais de 50.000 euros por ano. Repare-se que não se está a falar aqui de tributar os “ricos”, mas contribuintes que ganham cerca de 4.000 euros brutos por mês.
Apesar de não se falar muito disto na campanha eleitoral, não tarda muito, sobretudo se Sócrates ganhar as eleições, que também em Portugal se crie um imposto extraordinário ou que sejam modificados os escalões do IRS, agravando-se ainda mais a já pesada carga fiscal dos profissionais.
A concretizar-se este passo, teremos mais uma agressão à classe média que, de resto, sempre foi muitíssimo maltratada pelo governo, que a despreza mas a quem tudo exige. Até quando é que a classe média, ou o que passa por isso em Portugal, vai aguentar as desconsiderações de que é vítima?
A classe média não goza de nenhuns subsídios (seja em numerário ou em espécie).
Não vê bem assegurado pelo Estado nenhum dos serviços públicos básicos em contrapartida dos seus impostos.
Na Educação, ou paga colégios privados, o que não é viável pois são naturalmente caros, ou sujeita-se a ver os seus filhos frequentarem escolas que, na sua esmagadora maioria, têm más instalações, professores incompetentes ou desmotivados, ensino orientado para a ausência de esforço e nivelado pelo menor denominador comum e, finalmente, avaliações mal feitas que visam apenas proporcionar boas estatísticas.
No que toca à Saúde, a coisa não vai melhor, porque o cidadão comum e as suas famílias têm de recorrer a consultas privadas e a clínicas para as necessidades comuns, sob pena de não terem acesso atempado a cuidados médicos de qualidade. Toda a gente foge, a não ser praticamente em caso de risco de vida, do caos que hoje são os hospitais públicos e as urgências, de onde se pode sair com doenças mais graves do que as de que se padecia originalmente.
Quanto à Segurança, estamos conversados. A situação é preocupante, por muito que as estatísticas digam o contrário (aliás, como sei em consequência de várias experiências, nas esquadras desaconselha-se a apresentação de queixa pelo facto de dela nada resultar). Não está longe o tempo em que a classe média vai ter, como sucede em vários países do terceiro mundo, de pagar do seu bolso segurança privada para defender os bens e a integridade física.
A classe média já nem sequer pode recorrer à Justiça, que está cada vez mais cara e lenta, porque o Governo tem, aparentemente, como única política para o sector a criação de obstáculos que desincentivem os cidadãos de utilizarem os tribunais.
Para além de tudo, a dita classe média ainda vê ridicularizadas as suas tradições, valores e forma de vida, que ninguém promove ou usa como bandeira política, dado que os partidos do regime, cada um deles considerando que tem como garantida uma quota da classe média, tentam seduzir sobretudo “nichos de mercado” eleitorais.
Como se pode pedir à classe média que desempenhe o seu papel como factor de coesão de uma sociedade, quando ninguém é solidário com ela que tudo sofre e tudo paga?
A classe média ou reage e vota em quem realmente a compreende ou desaparece.
Apesar de não se falar muito disto na campanha eleitoral, não tarda muito, sobretudo se Sócrates ganhar as eleições, que também em Portugal se crie um imposto extraordinário ou que sejam modificados os escalões do IRS, agravando-se ainda mais a já pesada carga fiscal dos profissionais.
A concretizar-se este passo, teremos mais uma agressão à classe média que, de resto, sempre foi muitíssimo maltratada pelo governo, que a despreza mas a quem tudo exige. Até quando é que a classe média, ou o que passa por isso em Portugal, vai aguentar as desconsiderações de que é vítima?
A classe média não goza de nenhuns subsídios (seja em numerário ou em espécie).
Não vê bem assegurado pelo Estado nenhum dos serviços públicos básicos em contrapartida dos seus impostos.
Na Educação, ou paga colégios privados, o que não é viável pois são naturalmente caros, ou sujeita-se a ver os seus filhos frequentarem escolas que, na sua esmagadora maioria, têm más instalações, professores incompetentes ou desmotivados, ensino orientado para a ausência de esforço e nivelado pelo menor denominador comum e, finalmente, avaliações mal feitas que visam apenas proporcionar boas estatísticas.
No que toca à Saúde, a coisa não vai melhor, porque o cidadão comum e as suas famílias têm de recorrer a consultas privadas e a clínicas para as necessidades comuns, sob pena de não terem acesso atempado a cuidados médicos de qualidade. Toda a gente foge, a não ser praticamente em caso de risco de vida, do caos que hoje são os hospitais públicos e as urgências, de onde se pode sair com doenças mais graves do que as de que se padecia originalmente.
Quanto à Segurança, estamos conversados. A situação é preocupante, por muito que as estatísticas digam o contrário (aliás, como sei em consequência de várias experiências, nas esquadras desaconselha-se a apresentação de queixa pelo facto de dela nada resultar). Não está longe o tempo em que a classe média vai ter, como sucede em vários países do terceiro mundo, de pagar do seu bolso segurança privada para defender os bens e a integridade física.
A classe média já nem sequer pode recorrer à Justiça, que está cada vez mais cara e lenta, porque o Governo tem, aparentemente, como única política para o sector a criação de obstáculos que desincentivem os cidadãos de utilizarem os tribunais.
Para além de tudo, a dita classe média ainda vê ridicularizadas as suas tradições, valores e forma de vida, que ninguém promove ou usa como bandeira política, dado que os partidos do regime, cada um deles considerando que tem como garantida uma quota da classe média, tentam seduzir sobretudo “nichos de mercado” eleitorais.
Como se pode pedir à classe média que desempenhe o seu papel como factor de coesão de uma sociedade, quando ninguém é solidário com ela que tudo sofre e tudo paga?
A classe média ou reage e vota em quem realmente a compreende ou desaparece.
Noite de 27 - antecipação (cenário 1)
Quando ouvi as projecções da TVIspanhola darem a vitória ao Sócrates, tomei uma decisão radical: enforcar-me.
Isto é mais fácil de dizer do que fazer. Lá em casa o melhor que se arranjava era uma guita velha de uma remessa de manjericos que um primo mandou pelo táxi-post e que me custou uma multa por falta de um certificado europeu de não sei que inocuidade bacteriológica.
Mas é preciso também encontrar uma árvora sólida e a única coisa parecida era o bonzai na estante das tv-guias: a minha Zulmira deu logo um grito: "Nem pensar, que me estragas a planta".
Eu sei que há perto um parque com dois baloiços onde a junta plantou um pessegueiro rijo, mas, oh, não deixam fumar desde que o presidente regressou de uma promoção a Nova Yorque. Ora enforcar-se sem um cigarrinho antes não tem jeito nenhum e o Santos Silva ainda se ficava a rir.
"Atira-te da janela"- sugeriu-me o Fagundes, o meu vizinho de andar, um madraço que vive do RSI. Àquela hora, o sacana já não percebe, por causa das super-bock, que vivemos no rez-do-chão e que se eu sair pela janela arrisco-me a torcer o tornozelo, que aquilo é em rampa do outro lado.
Fui à casa de banho ver as gavetas onde ela guarda os medicamentos na esperança de afinfar pela goela abaixo o frasco do remédio para o colesterol à mistura com as pílulas anti-conceptivas. Só encontrei pensos, 4 aspirinas e 2 Lipitor. É no que dá isso de se poder comprar à unidade, e, quando lhe perguntei pelas pílulas, ela, numa gargalhada alarve diz-me: "Pr'a quê? Ui, onde isso vai…há anos!"
O que é demais é demais. Até para uma coisa destas é tudo complicações e burocracias. É mesmo desesperante. Como se depreende, desisti. Não se perde tudo: vou poder ver o próximo jogo do nosso glorioso na Champions.
Isto é mais fácil de dizer do que fazer. Lá em casa o melhor que se arranjava era uma guita velha de uma remessa de manjericos que um primo mandou pelo táxi-post e que me custou uma multa por falta de um certificado europeu de não sei que inocuidade bacteriológica.
Mas é preciso também encontrar uma árvora sólida e a única coisa parecida era o bonzai na estante das tv-guias: a minha Zulmira deu logo um grito: "Nem pensar, que me estragas a planta".
Eu sei que há perto um parque com dois baloiços onde a junta plantou um pessegueiro rijo, mas, oh, não deixam fumar desde que o presidente regressou de uma promoção a Nova Yorque. Ora enforcar-se sem um cigarrinho antes não tem jeito nenhum e o Santos Silva ainda se ficava a rir.
"Atira-te da janela"- sugeriu-me o Fagundes, o meu vizinho de andar, um madraço que vive do RSI. Àquela hora, o sacana já não percebe, por causa das super-bock, que vivemos no rez-do-chão e que se eu sair pela janela arrisco-me a torcer o tornozelo, que aquilo é em rampa do outro lado.
Fui à casa de banho ver as gavetas onde ela guarda os medicamentos na esperança de afinfar pela goela abaixo o frasco do remédio para o colesterol à mistura com as pílulas anti-conceptivas. Só encontrei pensos, 4 aspirinas e 2 Lipitor. É no que dá isso de se poder comprar à unidade, e, quando lhe perguntei pelas pílulas, ela, numa gargalhada alarve diz-me: "Pr'a quê? Ui, onde isso vai…há anos!"
O que é demais é demais. Até para uma coisa destas é tudo complicações e burocracias. É mesmo desesperante. Como se depreende, desisti. Não se perde tudo: vou poder ver o próximo jogo do nosso glorioso na Champions.
Braga, um desastre social

Desde Janeiro de 2009, faliram 364 empresas no distrito de Braga, ou seja, o dobro das falências no primeiro semestre de 2008.
Nos últimos doze meses, perderam o emprego mais de 10.000 trabalhdores do distrito, um aumento de 30% dos desempregados.
O distrito de Braga é um desastre social. Braga está à beira do abismo.
Amanhã, vai lá passar um "engenheiro" com a seguinte palavra de ordem: "avançar".
O tgv e o interesse nacional
Está, outra vez, na moda discutir a oportunidade do TGV. Recapitulemos o que sabemos.
Portugal e Espanha têm as redes ferroviárias numa "bitola" (espaço entre os carris) diferente da Europeia. Isso significa que há grandes perdas de eficiência na passagem de uma rede para a outra, quando tal é possível.
Percebendo isso, a Espanha definiu atempadamente uma nova rede ferroviária, prevista para estar em funcionamento já em 2020. Pode vê-la aqui. Basta olhar para esse mapa para perceber onde está o interesse nacional. Portugal é "a frente ocidental" da rede ibérica, oferecendo grandes portos de mar com significativa capacidade de processamento de mercadorias, muita dela ainda por explorar devidamente; acresce que sem a rede espanhola, Portugal não chega à Europa além Pirinéus.
Portanto, as opções nacionais são evidentemente condicionadas pelas opções espanholas. Isso foi sendo negociado, é objecto de acordos entre os dois países e resulta na necessidade de Portugal aproveitar as linhas que Espanha colocará na nossa fronteira.
Numa óptica de interesse nacional, a Portugal interessa ligar os seus pontos de origem e de destino de tráfego. Entre si, em primeiro lugar; às ligações espanholas, que é como quem diz europeias, depois.
Há dois tipos de tráfego que interessa considerar: passageiros e mercadorias.
Infelizmente, o tráfego de passageiros tem dominado os debates sobre a rede ferroviária em Portugal. Para passageiros, os estudos de custo-benefício indicam que a linha mais rentável será Porto-Lisboa, sendo discutível se Lisboa-Madrid e Lisboa-Porto-Vigo serão rentáveis. Portanto, decidir construir estas últimas dependerá sempre de outras considerações que permitam rentabilizá-las (por exemplo, facilitar o acesso da Galiza ao aeroporto Sá Carneiro).
É aqui que o tráfego de mercadorias ganha importância. Primeiro, o aproveitamento do potencial dos nossos portos de mar, "obriga" a que se construam as novas linhas já adaptadas para o transporte de mercadorias. Depois, a muito curto prazo, a capacidade exportadora das nossas empresas, sobretudo as PME que agora estão na moda, dependerá decisivamente da ferrovia, tanto para Espanha como sobretudo para a Europa além Pirinéus.
Daqui decorre que:
1. O interesse nacional impõe que as novas linhas sejam sempre mistas, isto é para passageiros e mercadorias (não é o caso da linha que a RAVE tem projectada para o Lisboa-Porto).
2. O interesse nacional obriga a que os Governos, sejam de que cor forem, assegurem que Espanha ligará Salamanca (Medina del Campo) à fronteira, para Portugal poder modernizar a linha da Beira Alta, ou construir uma nova, e assim ligar Leixões, Aveiro e todo o Centro e Norte industrial e exportador, tanto aos mercados de Espanha, como aos mercados da Europa além-Pirinéus.
3. Significa isto que, se Portugal não se acautelar, a Espanha bastar-se-á com a ligação por Badajoz, que não é interessante para as nossas empresas.
4. Obviamente, daqui decorre que Sines, Setúbal e Lisboa, terão de ficar ligados, mais tarde ou mais cedo, a Badajoz, em bitola europeia. Logo, os investimentos previstos em linhas de bitola ibérica (a actual) estão condenados a prazo - e a um prazo muito curto.
5. Portanto, a rentabilidade dos investimentos em "tgv" dependem de se construir linhas que suportem tráfego de mercadorias.
6. Se pensarmos em modernizar a nossa rede, para então sim, ficarmos ligados à Europa, então teremos necessariamente de equacionar as prioridades do transporte de mercadorias. Que se pode resumir assim: a) ligar os portos nacionais; b) ligar Sines, Setúbal e Lisboa a Badajoz; c) ligar Leixões e Aveiro a Salamanca/Medina del Campo (a prioridade entre as duas últimas é arbitrária, mas deviam ser simultâneas).
7. Ficar ligado à Europa não significa ter mais uma alternativa de transporte para passageiros. Mas significa seguramente poder exportar mercadorias com eficiência económica e energética. Logo, a prioridade são linhas mistas, não são linhas para 350 km/h.
8. Se todas as novas linhas forem mistas e para velocidades razoáveis até 250 km/h, é possível fazer toda a rede proposta, mais barato do que as linhas que estão previstas para a "rede de alta velocidade", muito antes de 2020.
9. Se for assim, não se põe o problema da rentabilidade do investimento; bem pelo contrário.
10. Se for assim, a defesa do interesse nacional face a Espanha, nesta matéria, passa por Salamanca/Medina del Campo. Para quem não sabe, localidades vizinhas de Tordesillas.
É possível um Portugal melhor. Basta querer!
quarta-feira, setembro 16, 2009
Durão
Já está -Durão Barroso eleito Presidente da CE com maioria absoluta. É importante para a UE e para Portugal. E é justo!
O tema vai chegar à campanha. Vamos ver quem vai tentar ganhar com isso. E quais os resultados.
O tema vai chegar à campanha. Vamos ver quem vai tentar ganhar com isso. E quais os resultados.
Fundamentalismos de outra espécie

O responsável pelas questões de saúde de Nova Yorque tenciona proibir fumar nos parques e praias. Veja aqui
Mas não digam nada aos candidatos à Câmara do Porto, pois eu quero poder continuar a ir ao Parque da Cidade sem ter de me preocupar se algum tipo da ASAE se esconde por detrás de um arbusto.
Valha-nos S. Felismino.
Mas não digam nada aos candidatos à Câmara do Porto, pois eu quero poder continuar a ir ao Parque da Cidade sem ter de me preocupar se algum tipo da ASAE se esconde por detrás de um arbusto.
Valha-nos S. Felismino.
terça-feira, setembro 15, 2009
AQUI DO LUXEMBURGO...
onde estarei por uns tempos
qual emigrante
vou encontrando alguns Portugueses leitores do Nortadas e amigos do nosso amigo mais ventoso e que lhe mandam abraços
já tenho saudades do nosso Portugal
mas através do Nortadas também vou matando as saudades
a bem do nosso Portugal
qual emigrante
vou encontrando alguns Portugueses leitores do Nortadas e amigos do nosso amigo mais ventoso e que lhe mandam abraços
já tenho saudades do nosso Portugal
mas através do Nortadas também vou matando as saudades
a bem do nosso Portugal
Gostei 3
De ver Manuela Ferreira Leite enfrentar sem medo o humor, rir-se dele e ter piada. Foi a melhor acção de campanha que ela fez. Deverá ter subido uns pontitos.
Gostei 2
De ver que as noticias sobre a arruada de Portas e Ribeiro e Castro no Porto tinha corrido bem. Gostei por ter corrido bem e pelo retrato fidedigno do que lá se passou.
Gostei 1
Gostei de assistir ao jogo Chelsea-FCP. Um jogo fantástico que acabou com um resultado injusto. Mas delicei-me acima de tudo a ver um jogo bem jogado, com poucas interrupções, com oportunidades de golo para cada lado e com muita classe nos jogadores. Destaque quanto a mim para Guarin, Alvaro Pereira e Raul Meireles. Mas Fernando é um jogador de classe mundial. Pena o duplo amarelo. Como se viu hoje temos Porto Europeu.
Solo de Ataque
Esta semana não tem grande piada falar de futebol, pois o ex-sempre-futuro glorioso não jogou. Valeu apenas a goleada da União de Leiria em Setúbal que é uma prova que não é qualquer um que ganha ao Vitória…São todos! Também temos o eterno “matematicamente” possível em que vive a nossa Selecção Nacional. Por outro lado, é com pesar (e normal, mas anormal passividade) que a cidade do Porto assiste à mais uma queda de um histórico clube da cidade. Depois do Salgueiros, o Boavista continua um pesado calvário. Triste destino, não só para estes dois clubes da cidade, mas também para muitas outras áreas / actividades que, ao longo dos últimos anos, vão perdendo força e protagonismo para um País cada vez mais centralizado. Pelos vistos, o “senhor que se segue” será o Red Bull Air Race que, nos últimos 3 anos tem vindo a animar as cidades de Gaia e Porto. Um dia, se calhar, levam também o Grande Prémio Histórico do Porto para Lisboa. Para grande felicidade de alguns jornalistas da nossa invicta que não gostam desta animação. Vá-se lá saber porquê!?!? Será porque não foi o Dr Fernando Gomes ou algum outro camarada lá das cores deles a lançar a ideia? Mas nem tudo é mau: ficamos com uma base da Ryanair que, juntamente com a Lufthansa, continuam a desafiar a inteligência da TAP e apostam no Aeroporto do Porto e nos seus cada vez mais Clientes. Nós agradecemos e continuaremos à espera de uma nova estratégia da “nossa” Air Lisboa (vulgarmente chamada de TAP) que não obedeça a critérios políticos para justificar o cada vez mais injustificável: um novo aeroporto internacional perto de Lisboa. Porque bem pior do que o TVG é este investimento absurdo que não serve para nada, a não ser alimentar os principais bancos e construtoras portuguesas. Provavelmente, os principais financiadores dos partidos políticos…
T.A. (Terroristas Anónimos)
Em Toronto foi constituído um grupo de entre ajuda singular, criado à imagem e semelhança dos alcoólicos anónimos, e que tem por finalidade proceder a curas de desintoxicação de jovens com tendências terroristas. Este programa chega na próxima semana à Arábia Saudita, a pedido das autoridades de Riade que se mostraram interessadas nele, e o Expresso adianta alguns dos sinais que nos permitem identificar um potencial extremista carecido de ajuda. Se um seu familiar ou amigo apresentar comportamentos estranhos, demonstrar tendências depressivas, falar recorrentemente em sacrifício e martírio, revelar vontade súbita de entrar em camiões carregados de explosivos, deixar crescer desenfreadamente a barba mas mantiver o bigode rapado e usar calça acima dos tornozelos, não hesite. Estes podem ser os sinais de que ele precisa de ajuda e de desintoxicação. Não volte as costas. Interne-o. Desintoxique-o. Adopte-o. Um terrorista precisa de si.
Originalidades

Entro a matar: a proposta do CDS/PP de pagar parcialmente em géneros o Rendimento Social de Inserção é insultante.
Uma coisa é o combate à fraude e a luta por uma correcta execução de um dado quadro legal, outra coisa é a demagogia populista de pressupor que o beneficiário do RSI é um malandro potencial e que é melhor dar-lhe umas senhas para ir comprar pão do que uns euros que ele vai gastar provavelmente na tasca.
Dirão que não é nada disso. Ai não? Então porque é que não se propõe também dar uma parte das pensões em kilos de arroz ou pacotes de leite? E já que estamos nisso, talvez não fosse má ideia sugerir que as empresas em dificuldade pudessem legalmente dar uma parte dos salários em géneros: na Mabor davam um pneu, na Sotinco uma lata de amarelo-canário e na Corticeira Amorim um saco de rolhas.
Ele há cada uma!
Uma coisa é o combate à fraude e a luta por uma correcta execução de um dado quadro legal, outra coisa é a demagogia populista de pressupor que o beneficiário do RSI é um malandro potencial e que é melhor dar-lhe umas senhas para ir comprar pão do que uns euros que ele vai gastar provavelmente na tasca.
Dirão que não é nada disso. Ai não? Então porque é que não se propõe também dar uma parte das pensões em kilos de arroz ou pacotes de leite? E já que estamos nisso, talvez não fosse má ideia sugerir que as empresas em dificuldade pudessem legalmente dar uma parte dos salários em géneros: na Mabor davam um pneu, na Sotinco uma lata de amarelo-canário e na Corticeira Amorim um saco de rolhas.
Ele há cada uma!
Gente porreira (2)

Não consegue ler este neerlandês? Eu explico:
Um consórcio de gabinetes belgas de consultadoria obtinha, através de uma sociedade de lobbying francesa, informações priveligiadas sobre os contornos de futuros contratos de assistência e de projectos da União Europeia nos países de leste, nomeadamente Ucrânia.
Assim, aqueles gabinetes ganhavam todos os contratos. A sociedade de lobbying francesa encarregava-se de comprar as ditas informações aos funcionários europeus colaborantes. Os factos datam de 2006. O 'OCRC', organismo belga de luta contra a corrupção, investiga.
Tudo gente porreira: dá cá um milhão, toma lá outro.
Um consórcio de gabinetes belgas de consultadoria obtinha, através de uma sociedade de lobbying francesa, informações priveligiadas sobre os contornos de futuros contratos de assistência e de projectos da União Europeia nos países de leste, nomeadamente Ucrânia.
Assim, aqueles gabinetes ganhavam todos os contratos. A sociedade de lobbying francesa encarregava-se de comprar as ditas informações aos funcionários europeus colaborantes. Os factos datam de 2006. O 'OCRC', organismo belga de luta contra a corrupção, investiga.
Tudo gente porreira: dá cá um milhão, toma lá outro.
As eleições legislativas e a Europa
Finalmente a questão 'Europa' entrou na campanha das legislativas. Chegou travestida de TGV e veio, colada ao problema do endividamento, pela mão de Manuela Ferreira Leite.
Os 'media' vêm dando conta de declarações do lado socialista acusando a líder do PSD de vários males assustadores: "que se esqueceu de que somos um país integrado na Europa", "que pensa como Salazar", "que tem uma visão retrógada e passadista". E cavalgam contentinhos certos dislates castelhanos: MFL personificaria o "rançoso nacionalismo luso" e Portugal, na renúncia à ligação de um TGV a Espannha, perderia mais milhões do que 'nuestros hermanos'.
Nesta floresta de disparates, a questão do endividamento e a questão do interesse nacional parecem dissolver-se nesse valor alegadamente superior que é a Europa ou, pelo menos, a visão que da Europa têm Madrid e/ou Bruxelas.
Repare-se que aquela linha de argumentação abdica de explicar as anunciadas vantagens de termos um trem super-rápido a ligar Lisboa a Madrid, mas centra as baterias nesse pecado mortal de estarmos a "comprar uma guerra" com Espanha, a chatear Bruxelas e a desdenhar um envelope, sem sequer se dar ao trabalho de fazer as continhas e revelar que "perdemos" 300 milhões para não nos endividarmos, numa conjuntura extremamente desfavorável, muito mais do que isso ( pelos vistos, há muitos sócias da tia do JAC).
Ferreira Leite, independentemente de ter razão ou não quanto à suspensão dos investimentos 'TGV', conseguiu desde já criar uma clara demarcação relativamente às hostes socratinas: não há Europa, chame-se esta Espanha ou Comissão, que se sobreponha aos interesses de Portugal. Há líderes políticos que pensam assim e há outras pessoas que pensam de outra maneira.
Os 'media' vêm dando conta de declarações do lado socialista acusando a líder do PSD de vários males assustadores: "que se esqueceu de que somos um país integrado na Europa", "que pensa como Salazar", "que tem uma visão retrógada e passadista". E cavalgam contentinhos certos dislates castelhanos: MFL personificaria o "rançoso nacionalismo luso" e Portugal, na renúncia à ligação de um TGV a Espannha, perderia mais milhões do que 'nuestros hermanos'.
Nesta floresta de disparates, a questão do endividamento e a questão do interesse nacional parecem dissolver-se nesse valor alegadamente superior que é a Europa ou, pelo menos, a visão que da Europa têm Madrid e/ou Bruxelas.
Repare-se que aquela linha de argumentação abdica de explicar as anunciadas vantagens de termos um trem super-rápido a ligar Lisboa a Madrid, mas centra as baterias nesse pecado mortal de estarmos a "comprar uma guerra" com Espanha, a chatear Bruxelas e a desdenhar um envelope, sem sequer se dar ao trabalho de fazer as continhas e revelar que "perdemos" 300 milhões para não nos endividarmos, numa conjuntura extremamente desfavorável, muito mais do que isso ( pelos vistos, há muitos sócias da tia do JAC).
Ferreira Leite, independentemente de ter razão ou não quanto à suspensão dos investimentos 'TGV', conseguiu desde já criar uma clara demarcação relativamente às hostes socratinas: não há Europa, chame-se esta Espanha ou Comissão, que se sobreponha aos interesses de Portugal. Há líderes políticos que pensam assim e há outras pessoas que pensam de outra maneira.
A minha Tia e o TGV
A minha Tia é uma consumista. Professora reformada, com os tostões contados, anda sempre às compras, a regatear nas feiras, e a encher a casa de coisas que nem sequer são muito úteis. Castiçais, bules para o chá, presépios, cestos do pão, etc. etc. etc. Quando revela aos sobrinhos o preço de aquisição inavariavelmente conclui que "valeu imenso a pena!".
Esta notícia do Público revela que Portugal perde mais fundos que Espanha com cancelamento do TGV.
Parece que a conclusão é que "vale imenso a pena" fazer o TGV...
Esta notícia do Público revela que Portugal perde mais fundos que Espanha com cancelamento do TGV.
Parece que a conclusão é que "vale imenso a pena" fazer o TGV...
segunda-feira, setembro 14, 2009
Legislativas I
Depois de debates, que confesso não ter visto nem um, começou a campanha propriamente dita. As sondagens deixam antever que não existe vencedor antecipado e que os eleitores estão a deixar de lado o chamado "voto útil". Se a primeira não espanta ninguém, a segunda é um sinal claro que começa a existir um cansaço pelas mesmas promessas e caras que nos tem governado nos últimos anos. A tal luvada de ar fresco que por exemplo Paulo Rangel representou no PSD foi rapidamente esquecida com o regresso de Deus Pinheiro, Couto dos Santos e outros que tais. Os próximos dias vão ser electrizantes, cansativos e como tal passíveis de gaffes e demais erros que podem penalizar os dois principais partidos, PSD e PS. O que me deixa mesmo assustado é pensar que são cada vez mais os lunáticos que acreditam no Francisco Louçã.
domingo, setembro 13, 2009
Tocar pela pauta
Debates e campanha
No que me toca, gostei do formato que os partidos encontraram para os debates entre os líderes dos principais partidos. Gostei porque deram oportunidade a que apresentassem as respectivas opções, numa série de temas. Na minha óptica, isso é o mais importante.
Também gostei, porque se tornaram numa espécie de campeonato para ver quem era o melhor, quem ganhava o debate em si mesmo, independentemente das propostas que faziam. Todos os comentadores a que assisti, entraram nesse jogo. É verdade que isso desfoca do conteúdo das mensagens que transmitiram, mas também não deixa de ser divertido. E sempre recoloca a política no lugar normalmente reservado ao futebol...
Finalmente, gostei porque permitiu confirmar o que penso: os nossos jornalistas são, regra geral, muito maus entrevistadores. Geralmente, preocupam-se mais em forçar pretensas caixas, em sublinhar contradições e avançar opiniões próprias, do que em deixar falar o entevistado, que é como quem diz, esclarecer os espectadores.
Estas três ordens de razões, para mim, eram suficientes para declarar o formato melhor do que os anteriores. No entanto, há mais duas que me agradaram particularmente.
Para mim, Paulo Portas foi o claro vencedor. E foi-o não apenas porque se prepara bem e é dotado para este tipo de confrontos, mas também - ou até principalmente - porque se percebeu claramente que o CDS tem, finalmente, uma equipa de pessoas a trabalhar os vários assuntos e a estudar as propostas que avança. Isto é bom para o partido e para o País.
Depois, parece-me que o cansaço com o centrão vai finalmente permitir uma mudança profunda no espectro parlamentar pós-eleitoral. E isso é definitivamente bom para o País. Mesmo que a custo da infame "governabilidade"... a não ser que o centrão se entenda (e há boas e más razões para o fazer); mas se o fizer, estou convicto, será o canto do cisne. Ou então, o cansaço com o centrão é tal que mesmo as sondagens actuais estarão completamente desfocadas do sentimento popular... e os resultados serão uma grande surpresa (voto útil da esquerda no PS ou deserção de Sócrates? mobilização à direita, em Ferreira Leite ou em Portas?); o que é muito mais interessante.
Outra questão é saber se os eleitores decidem durante a campanha. Se sim, ou para os que o fazem, os debates devem ter contribuído decisivamente, na medida em que lhes ofereceu variadas escolhas diversas e até antagónicas, para muitas das questões centrais. Se não, como creio, será curioso ver que relação existe entre os resultados eleitorais dos vários partidos e o desempenho dos respectivos líderes; nos debates - v.g., será que Louçã é penalisado pelo mau desempenho? e Ferreira Leite, também? será que Portas é premiado pelas "vitórias" que arrecadou? e Sócrates pela tenacidade demonstrada? e Jerónimo, serão os resultados tão indiferentes como ele foi dos debates? - ou na última legislatura (escuso-me de caracterizar; seria fastidioso e todos tem opinião formada).
Resta-nos a campanha, para esclarecer, ou talvez não...
Crepúsculo
Já tinha ouvido falar, mas não prestei atenção. Só neste fim de semana é que o fenómeno Crepúsculo me atingiu com toda a intensidade, quando me entraram casa dentro, os dois primeiros volumes da saga, pelos vistos já adaptado ao cinema, e em vias de continuação, pela mão entusiasmada da minha filha adolescente. Acabei de ler o primeiro volume, e estou agora em estado de choque a digerir o espanto que tive ao saber que se trata de um bestseller do New York Times, melhor Livro do Ano do Publishers Weekly e Best Book of the Decade da Amazon, e que já vendeu mais de quarenta milhões de cópias…
Basicamente a história é esta: uma jovem adolescente muda com os pais para uma cidade interior dos EUA, apaixona-se por um colega-de-escola-vampiro, inicia uma relação amorosa de "risco" (a versão vampiresca das Dangerous Liaisons do Frears), é atacada por um vampiro sem escrupulos que se enebria com o seu cheiro, e é finalmente salva pelo namorado vampiro, que desenvolvendo um esforço sobre humano (ou sobre-lobo, nem sei bem) para não se entusiasmar, e dar uma mordidelinha a mais (porque, e esclareço, pág. 399, “quando provamos o sangue ou simplesmente sentimos o seu cheiro, torna-se muito difícil abstermo-nos de nos alimentarmos”), suga a mordedura fatal do seu rival, retirando o veneno da mão de Bella, evitando assim a sua transformação num predador igual a ele....
Bem. Só lhes digo que é caso para dizer AÚÚÚÚÚ….
Basicamente a história é esta: uma jovem adolescente muda com os pais para uma cidade interior dos EUA, apaixona-se por um colega-de-escola-vampiro, inicia uma relação amorosa de "risco" (a versão vampiresca das Dangerous Liaisons do Frears), é atacada por um vampiro sem escrupulos que se enebria com o seu cheiro, e é finalmente salva pelo namorado vampiro, que desenvolvendo um esforço sobre humano (ou sobre-lobo, nem sei bem) para não se entusiasmar, e dar uma mordidelinha a mais (porque, e esclareço, pág. 399, “quando provamos o sangue ou simplesmente sentimos o seu cheiro, torna-se muito difícil abstermo-nos de nos alimentarmos”), suga a mordedura fatal do seu rival, retirando o veneno da mão de Bella, evitando assim a sua transformação num predador igual a ele....
Bem. Só lhes digo que é caso para dizer AÚÚÚÚÚ….
sábado, setembro 12, 2009
O Debate
Manuela Ferreira Leite lançou-se no debate de forma espontânea, decidida. Foi fiel ao seu estilo de uma austera sobriedade. Passou, por isso, uma ideia de consistência e segurança.
Sócrates foi afirmativo, mostrou a sua irascibilidade, mas denunciou nas suas várias expressões a total ausência de espontaneidade, leia-se, genuinidade.
Cavaram-se diferenças de um estilo. Por isso, há, nas próximas eleições, uma clara opção que passa muito mais por uma escolha entre dois carácteres, duas personalidades, do que pela opção por uma mundivência mais liberal ou intervencionista - embora haja evidentes diferenças cuja destrinça não foi iluminada. Foi pena que se tenham embrenhado numa discussão mais política do que Política, mais do caso do que das referências. Aliás, Sócrates quis mais atacar, denunciar e inventar incongruências, do que materializar a sua verborreia de alegado fazedor optimista. Foi desconstrutivo na sua postura em contraste com uma Ferreira Leite mais académica que pretendeu discutir os assuntos de uma forma mais racional e objectiva. Numa palavra, não imputando ideias nos outros mas defendendo as suas convicções.
Sócrates foi acintoso, fugidio e fugaz enquanto Ferreira Leite foi tenaz na sua frontalidade, não driblando para canto.
Foi, claramente, um confronto marcado pelo contraste entre um optimismo oportunista e uma seriedade metódica. MFL foi credível, Sócrates - aqui igual a si próprio - não.
sexta-feira, setembro 11, 2009
Gente porreira
No calor da campanha e do Verão, as notícias sobre a recondução do Barroso interessam a pouca gente e mesmo estes já começam a estar fartos deste folhetim que se arrasta há um ano.
Parece que finalmente o Parlamento Europeu acedeu a votar o assunto na próxima semana. Os grandes arautos de que haja uma decisão antes do referendo irlandês são os mesmos que incensam o Tratado de Lisboa como a última das maravilhas da União. Mas, na verdade, eles sabem que se essa mesma votação seguisse o procedimento previsto nesse tratado, o Barroso seria reenviado de tamanquinhas para casa. Vai daí este lufa-lufa de que é preciso eleger o homem e evitar um "vazio de poder". Tretas e truques, está bom de ver.
Tudo isto tem sido um espectáculo triste e deprimente. Mesmo que o actual presidente da Comissão consiga a maioria de Nice (não a de Lisboa) no dia 16, será um presidente enfraquecido, que aceitou ir a leilão, desprestigiado por tanta manobra a que se prestou, por tanto contrabando e tanta promessa a este e àquele.
Um político a sério, uma pessoa de princípios, um homem de honra, alguém que tivesse verdadeiramente um projecto e uma ideia teria há muito tempo batido com a porta e mandado bugiar a feira. Um gesto desses tê-lo-ia engrandecido e tê-lo-ia salvo. Mas essa não é a massa de que é feito. É tudo gente porreira, não é, pá?
Parece que finalmente o Parlamento Europeu acedeu a votar o assunto na próxima semana. Os grandes arautos de que haja uma decisão antes do referendo irlandês são os mesmos que incensam o Tratado de Lisboa como a última das maravilhas da União. Mas, na verdade, eles sabem que se essa mesma votação seguisse o procedimento previsto nesse tratado, o Barroso seria reenviado de tamanquinhas para casa. Vai daí este lufa-lufa de que é preciso eleger o homem e evitar um "vazio de poder". Tretas e truques, está bom de ver.
Tudo isto tem sido um espectáculo triste e deprimente. Mesmo que o actual presidente da Comissão consiga a maioria de Nice (não a de Lisboa) no dia 16, será um presidente enfraquecido, que aceitou ir a leilão, desprestigiado por tanta manobra a que se prestou, por tanto contrabando e tanta promessa a este e àquele.
Um político a sério, uma pessoa de princípios, um homem de honra, alguém que tivesse verdadeiramente um projecto e uma ideia teria há muito tempo batido com a porta e mandado bugiar a feira. Um gesto desses tê-lo-ia engrandecido e tê-lo-ia salvo. Mas essa não é a massa de que é feito. É tudo gente porreira, não é, pá?
quinta-feira, setembro 10, 2009
EARTH WATER

Arrancou esta semana em Portugal um projecto pioneiro de solidariedade. A água embalada Earth Water é o único produto no mundo com o selo do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), revertendo os seus lucros a favor do programa de ajuda de água daquela instituição.
A nível nacional, a Earth Water é um projecto que conta com a colaboração da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTFPartners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.
Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem de EarthWater diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programade ajuda de água da ACNUR», apresentando, mais abaixo, o slogan «A água que vale água».
Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de águapotável. Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por um dia.
A nível nacional, a Earth Water é um projecto que conta com a colaboração da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTFPartners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.
Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem de EarthWater diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programade ajuda de água da ACNUR», apresentando, mais abaixo, o slogan «A água que vale água».
Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de águapotável. Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por um dia.
Prémio Outstanding Structure para Eng. Mota Freitas
O Eng. José Mota Freitas é uma figura de referência na cidade do Porto e um dos grandes engenheiros do nosso País.
Apesar de não conhecer pessoalmente o Eng. Mota Freitas, tenho a sensação que este prémio honra quem o recebe, mas principalmente dignifica quem o atribui.
Apesar de não conhecer pessoalmente o Eng. Mota Freitas, tenho a sensação que este prémio honra quem o recebe, mas principalmente dignifica quem o atribui.
Palavras chave:
Eng. Mota Freitas,
jac,
Prémio Ostra
Vale a pena ler

Na última edição do Expresso, José Manuel dos Santos escreve um artigo com muita graça (mas sem razão...) que vale a pena ler até ao final.
Palavras chave:
expresso,
jac,
José Manuel dos Santos
quarta-feira, setembro 09, 2009
Chuta pr'a canto
A selecção nacional acaba de obter uma grande vitòria face ao Campomaiorense. Continua assim que vais longe...
Off the record
Aqui, ouve-se a graçola de Sócrates, antes do debate com Louçã...!!!
Sem comentários.....
Porto, e as sondagens
A TSF e o Diário Económico trazem hoje uma sondagem em Rui Rio tem maioria absoluta com 44% das intenções de voto, com Elisa a conseguir 31%, havendo ainda cerca de 33% de indecisos.
Já li uma no Público que lhe dava 58% e a Elisa 25%, uma no Grande Porto que o baixava para 55% e Elisa 23%. Como não acredito que a campanha de Elisa Ferreira.
Estes números poderiam indiciar uma perda de gás de Rui Rio e uma nova vida a Elisa. O que não creio.
O que demonstra, isso sim, é que o povo portuense está aos poucos a perdoar a Elisa o pecado da dupla candidatura. E isso não pode acontecer.
Mas estou em crer que a verdade aos poucos seja reposta, e a coisa fique pelos números mais próximos da sondagem do Grande Porto.
Faço declaração de interesses, como candidato repetente à Junta de Lordelo pela coligação.
Já li uma no Público que lhe dava 58% e a Elisa 25%, uma no Grande Porto que o baixava para 55% e Elisa 23%. Como não acredito que a campanha de Elisa Ferreira.
Estes números poderiam indiciar uma perda de gás de Rui Rio e uma nova vida a Elisa. O que não creio.
O que demonstra, isso sim, é que o povo portuense está aos poucos a perdoar a Elisa o pecado da dupla candidatura. E isso não pode acontecer.
Mas estou em crer que a verdade aos poucos seja reposta, e a coisa fique pelos números mais próximos da sondagem do Grande Porto.
Faço declaração de interesses, como candidato repetente à Junta de Lordelo pela coligação.
Propostas de campanha
Deveria ser obrigatório os candidatos entregarem em tribunal, sob palavra de honra, o programa eleitoral e respectivas promessas. Como o fez a candidata do PS em Valongo. E passados 4 anos seriam feitas vistos para ver o que foi cumprido e o que ficou por cumprir. Era remédio santo para calar tanto truque de ilusionismo.
terça-feira, setembro 08, 2009
MEMÓRIA
Portugal tem mesmo memória curta e não aprende nada. O PCP e o BE andam por aí a fazer propostas perfeitamente anacrónicas e erradas sob qualquer ponto de vista (mesmo do deles e dos problemas que supostamente querem resolver) mas ninguém parece estar em condições de lhes responder à letra por razões que desconheço. Não se compreende a passividade e resignação com que na comunicação social e nos debates são encaradas as propostas económicas da extrema-esquerda. Tudo se passa como se aquilo que dizem tivesse algum sentido ou sombra de razoabilidade.
As nacionalizações ou confiscos a torto e a direito apregoadas pelo PCP e pelo BE até admito que pudessem ser recebidas com algum interesse em qualquer outro país atrasado que não Portugal. O facto é que nós conhecemos o remédio que nos querem dar. O país sofreu uma das maiores crises económicas e financeiras da sua história na sequência da colectivização e das nacionalizações de 1974/1975, de cujos efeitos ainda andamos a recuperar mais de trinta anos passados. Propor a nacionalização, desprivatização ou confisco, o que quer que se queira chamar, da banca, da energia, das telecomunicações e de outros sectores é perfeitamente errado do ponto de vista económico e ineficaz numa perspectiva social, para além de impossível e irrealista na União Europeia e no Século XXI.
Eles não sabem do que falam (chega a ser ternurento ver Ana Drago dizer que só seriam confiscadas as acções dos grandes accionistas e que os pequenos as poderiam manter, como se estas acções dos minoritários depois do confisco pelo Estado valessem alguma coisa, e também é caricato ver Francisco Lopes do PCP, que segundos antes clamava contra os lucros exagerados das empresas de energia obtidos à custa do tecido produtivo, afirmar que com a gestão do estado as empresas intervencionadas ainda dariam mais lucro, à custa não se sabe de quem).
As nacionalizações ou confiscos a torto e a direito apregoadas pelo PCP e pelo BE até admito que pudessem ser recebidas com algum interesse em qualquer outro país atrasado que não Portugal. O facto é que nós conhecemos o remédio que nos querem dar. O país sofreu uma das maiores crises económicas e financeiras da sua história na sequência da colectivização e das nacionalizações de 1974/1975, de cujos efeitos ainda andamos a recuperar mais de trinta anos passados. Propor a nacionalização, desprivatização ou confisco, o que quer que se queira chamar, da banca, da energia, das telecomunicações e de outros sectores é perfeitamente errado do ponto de vista económico e ineficaz numa perspectiva social, para além de impossível e irrealista na União Europeia e no Século XXI.
Eles não sabem do que falam (chega a ser ternurento ver Ana Drago dizer que só seriam confiscadas as acções dos grandes accionistas e que os pequenos as poderiam manter, como se estas acções dos minoritários depois do confisco pelo Estado valessem alguma coisa, e também é caricato ver Francisco Lopes do PCP, que segundos antes clamava contra os lucros exagerados das empresas de energia obtidos à custa do tecido produtivo, afirmar que com a gestão do estado as empresas intervencionadas ainda dariam mais lucro, à custa não se sabe de quem).
Vai uma aposta?
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional perde um processo no Tribunal de Justiça do Luxemburgo visto que este Tribunal considera que o Estado Português pode proibir a actividade de apostas por Internet por operadores não sediados no país.A Santa Casa da Misericórdia, com o seu exclusivo de rifas, lotarias e apostas desportivas, esfrega as mãos de contente e a Bwin International chora de raiva.
O acórdão lê-se aqui
Ida e volta (2)

A ajuda internacional a Timor-Leste monta a mais de 8,8 mil milhões de dólares nos últimos dez anos. Ou seja, cerca de 8.000 dólares por cada um dos 1.100.000 timorenses.
Mas apenas 10% daquele valor chegou realmente à economia timorense; 90% foram gastos em consultadoria, administração, despesas com forças de segurança estrangeiras e salários internacionais.
E, entretanto, a pobreza da população aumentou. Quem o diz é o FMI, o Banco Mundial, o Programa Alimentar Mundial e o Programa de Desenvolvimento da ONU.
A generosidade internacional tem estes segredos: como dar com a mão direita e tirar com a esquerda.
Mas apenas 10% daquele valor chegou realmente à economia timorense; 90% foram gastos em consultadoria, administração, despesas com forças de segurança estrangeiras e salários internacionais.
E, entretanto, a pobreza da população aumentou. Quem o diz é o FMI, o Banco Mundial, o Programa Alimentar Mundial e o Programa de Desenvolvimento da ONU.
A generosidade internacional tem estes segredos: como dar com a mão direita e tirar com a esquerda.
Intoxicações
Nos últimos dias, semanas, só se ouve falar da gripe A e do Tamiflu. O alarido continua, a senhora ministra da saúde tem aparecido todos os dias (os meus filhos já a conhecem) e a contagem continua. A somar, apesar de haver dias fracos que deixa toda a gente incomodada. Hoje, segunda feira, foram "apenas" dois casos graves. Já vai em mil e qualquer coisa. E de graves estamos talvez na casa dos 5. Mas alguém me sabe dizer quantos casos de sida foram detectados hoje? Certamente tantos quantos os da gripe A e com consequências mais nefastas. Mas hoje em dia é "chique" falar da gripe A.
segunda-feira, setembro 07, 2009
Desvios de direita
O PCTP/MRPP propõe a instauração imediata da semana de 30h. de trabalho, sem perda da remuneração.
Deve tratar-se de um desvio de direita pois tudo o que seja mais de 15h de trabalho semanal é seguramente exploração do homem pelo homem.
Seus neo-revisionistas!
Deve tratar-se de um desvio de direita pois tudo o que seja mais de 15h de trabalho semanal é seguramente exploração do homem pelo homem.
Seus neo-revisionistas!
Mais vale ir nú

A Ryanair, aquela companhia de aviação que faz campanha pelo Tratado de Lisboa, anuncia que a partir de 1 de Outubro vai cobrar por cada mala que o passageiro apresente no check-in: 15 euros para a primeira e 35 para a segunda, se tal for feito pela Internet. Se o check-in das malas for feito no aeroporto o preço aumenta para 30 e 70 euros, respectivamente.
Ah, garanhão!
Ah, garanhão!
domingo, setembro 06, 2009
sábado, setembro 05, 2009
Graçola de mau gosto
Algo de podre no reino da Dinamarca
Continuamos à espera
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