domingo, maio 31, 2009
O PSD e o seu futuro
Talvez não seja exagero dizer-se que Rangel fez um golpe de Estado, tomou o poder e não dá cavaco às tropas. É indiscutível que ele vale por muitos. Fez mais em 15 dias do que Manuela Ferreira Leite em meses. Não se sabe se Manuela Ferreira Leite ainda é líder do partido ou não. Não se percebe se os vice-presidentes ainda vice-presidenciam alguma coisa.
Mas o final do artigo é-me particularmente interessante pois vem de encontro a uma ideia que já aqui expressei:
Um conselho a Rangel – esqueça o Parlamento Europeu, substitua Manuela na liderança do PSD, escolha uma equipa de combate e parta à conquista das legislativas.
Loucuras
e tudo se transforma
Sessão de autógrafos na Feira do Livro
Pergunta muito urgente
Uma vez que estavam os três reunidos, há aqui uma pergunta urgente que exige uma resposta ainda mais urgente:
O(s) eventual(is) eleito(s) do CDS ao Parlamento Europeu admite(m) aderir(em) ao novo grupo parlamentar anti-federalista anunciado pelos conservadores britânicos, polacos e checos?
Agradecer-se-ia uma resposta clara antes do dia 7 de Junho.
Nuvens escuras para os socialistas

Em Espanha, Zapatero perde para o PP, em França o PS desce, no Reino Unido os trabalhistas talvez consigam ficar em...terceiro lugar com 16%, na Bulgária quase desaparecem e na Alemanha nada crescem.
Face a este cenário, temos de ser compreensivos com as angústias e os suores do triste Vital e da tropa fandanga que o sacristia.
sábado, maio 30, 2009
O debate que faz falta
"...Portugal precisava de uma Europa de coesão, que valorizasse os factores de um crescimento equilibrado, e em que Portugal estivesse como parceiro virtualmente igual com os mais fortes e os mais ricos. Foi assim que Monnet fundou a Europa muito prudente no seu upgrade político, assente nos "pequenos passos" dos fundadores. Portugal precisava de uma Comissão forte, um Parlamento fraco e um Conselho que respeitasse a Comissão. No desvario dos últimos anos, saiu-lhe uma Comissão cada vez mais fraca, um Parlamento cada vez mais forte e um Conselho transformado num directório com potências de primeira e de segunda. Tudo o resto na arquitectura europeia veio por consequência, originando um país mais fraco no seu poder europeu, marginalizado de qualquer decisão, fragilizado na soberania em questões cruciais como o mar territorial, e degradado na sua democracia pelo nulo poder do seu Parlamento e pela traição à promessa referendária..."
Texto integral aqui
A propósito das Europeias
gostam de política, simplesmente serão
governados por aqueles gostam.
Platão.
Toca a votar!
sexta-feira, maio 29, 2009
PAULO RANGEL vs NUNO MELO
A manter-se esta tendência de subida do PS, Paulo Rangel poderá começar a questionar-se sobre a eficácia da sua estratégia de ir buscar eleitorado ao centro.
E uma vez que há uma percentagem significativa de eleitorado de direita que poderá não votar em Nuno Melo, provavelmente, a única safa de Paulo Rangel também, passará, por cativar eleitorado de direita.
Para tanto invocará o voto útil uma vez que PSD e CDS/PP pertencem à mesma familia politica europeia.
Por outro lado, Paulo Rangel já foi CDS e é sabida a sua simpatia e proximidade com o CDS e com figuras de relevo do CDS.
Acresce que o estilo e o seu brilhantismo enquanto líder da bancada parlamentar agradam ao eleitorado de direita.
Para mal do CDS
e para bem do PSD
ou melhor,
Para mal de Nuno Melo
e para bem de Paulo Rangel.
....a bem da Nação!!!!
Um tiro no Mateus
Haverá piratas bons?
Será que devíamos mandar para lá a nossa fragata Corte-Real, que não sabe bem o que anda a fazer nas águas do Índico?
A bolsa ou a vida
Sobre o voto obrigatório
É o que se passa na Bélgica. Ali, o eleitor que não tenha votado tem duas alternativas: ou paga uma multa ou apresenta um atestado médico ou outro justificativo do género.
Num tal sistema, o número de abstenções deixa de ter significado político, a não ser que haja um tsunami de atestados médicos sem que previamente se tenha declarado alguma epidemia nacional.
Os números de abstenções, de votos nulos e de votos em branco têm, cada um deles, o seu significado político. Os países que não fazem a destrinça dessas três realidades estão, consciente ou inconscientemente, a sequestrar um dado relevante sobre a expressão democrática dos seus cidadãos.
Votar é um direito. Há quem ache que votar devia ser também um dever jurídico. Não concordo. Sou da opinião de que não votar deve continuar a ser um direito de um cidadão livre. É óbvio que quem decide não se deslocar às urnas está a entregar aos outros as escolhas que também lhe competiam a si. Mas não se lhe deve negar o direito de se desinteressar. E, sobretudo, não se deve ilibar os políticos da responsabilidade que têm nesse desinteresse, que advém essencialmente da falta de credibilidade daqueles.
Um partido com telhados de vidro
Por sua vez o seu ajudante de campo para estas eleições, Capoula Santos, epitetou de "trupe" a actual direcção social-democrata.
O PS há muito se apercebeu que a escolha de Vital foi muito mais que um mero erro de casting. Vai daí e desatou a zurzir e a lançar enxovalhos espúrios para a praça pública querendo preencher uma agenda que, manifestamente, é nula. Quando se lança mão de tais expedientes, que nem o desespero poderia explicar, há muito que se bateu no fundo. E o pior não são os contornos escabrosos a que chegou o nível da campanha de Vital, é a total e absoluta desfaçatez, lata presumida, ao proferir insinuações e insídias capciosas, com o fito de manchar o maior partido da oposição. Isto quando pairam sobre o seu dirigente máximo as mais graves suspeitas. Relembrando um título de um velho livro do vital camarada Cunhal, o PS assemelha-se a um partido não com paredes, mas com telhados de vidro.
quinta-feira, maio 28, 2009
Os brios do Briosa
O que nos espera

Uma constatação: as estimativas do Eurobarómetro foram sempre bastante mais optimistas do que a realidade que se veio a apurar. E para este ano prevê uma participação de 39%.
TERÁ SIDO MEL BROOKS O ADVISOR?
O tema do imposto europeu é delicioso. Vital começa por inventar um imposto europeu a meio da campanha, o que evidentemente é suicidário. Mas a coisa não ficou por aqui. D
esenvolvendo um tema que nunca deveria ter visto a luz do dia, Vital vem explicar aos ingénuos que tal imposto não implica um aumento da carga fiscal. Não sei como é que Vital quer aumentar os recursos sem aumentar os impostos, mesmo que o dinheiro seja obtido à custa de uma fatia dos impostos nacionais.
Vital também não sabe. Atrapalhado consigo próprio, não explica como quer fazer e foge em frente dizendo que só vai concretizar o projecto depois de ser eleito. Notável, convenhamos.
Creio que Vital, passada a fase da arrogância, está confuso. No entanto, não desesperemos. Falta pouco mais de uma semana para que Vital se liberte desta trapalhada onde se meteu e possa gozar, discretamente, as doces delícias de Bruxelas.
A questão teve resposta. Pasme-se.
quarta-feira, maio 27, 2009
Estádio Municipal Cidade do Porto

Desculpem voltar à carga sobre o Estádio Municipal Cidade do Porto, mas o debate hoje no Porto Canal e as opiniões de 3 candidatos autárquicos obrigam-me a isso. Não que o debate tenha trazido novidades. E nem as opiniões de Elisa Ferreira, Rui Sá e João Teixeira Lopes. Prefiro mesmo contrapor alguns dos comentários do primeiro post:
Pedro
O facto de RRio ter feito guerra ao FCP quando chegou, e que se impunha em certa media, não quer dizer que não possa agora intervir de forma diferente.
Quanto a ser grande demais para os clubes, não é de todo importante para esta solução.
Libertas
Eu arranjar privados também era uma boa ideia. Estou a pensar em si para me secundar nessa contribuição. E repare que não é socialista a ideia de uma câmara apoiar o desporto das suas populações, ou criar condições para que privados o façam.
Gabriel
Sem dúvida que pode à primeira vista uma má gestão de dinheiros públicos. Mas façamos uma análise rápida: boavista, salgueiros, ramaldense e foz. 4 clubes, 4 campos relvados, 4 gastos de água, 4 gastos de manutenção de estruturas, 4 vezes tudo.
Quanto às divídas ascenderem a 80 milhões, esse valor é o somatório do clube e da SAD. A venda do estádio resolvia o problema do clube. A SAD eventualmnente teria que declarar falência. Mais vale cortar um braço do que morrer. Começariamos uma nova vida, salvando o clube e os seus atletas.
Claro que esta proposta teria que ser aprofundada. Mas este pode ser o caminho. A bem da cidade e dos seus habitantes. Pode parecer clubismo a mais. Mas não é.
Farmácias V Farmacêuticos
O seu a seu dono

Julgo que poucas são as vezes em que uma Comissão da Assembleia da República desempenhou um papel tão activo e positivo como esta que acompanha o caso BPN. E sem dúvida que um dos grandes responsáveis foi Nuno Melo. A demissão de Dias Loureiro hoje do Conselho de Estado tardou mas aconteceu, sendo certo que ainda muito está por provar. Mas foi um passo.
Entendam-se!

« Não há condições para o imposto europeu, mas há condições para discutir »
Eu acho bem que a senhora discuta isso com o Vital, mas, pelo que eu vi hoje, não sei se ele está para conversas. Vá de mansinho, D. Elisa.
Aposto
O senhor que se segue

“O papel da supervisão não é ir para uma instituição ver se há lá fraudes”
E pur si muove
Aqui
Uma aspirina fresca e 300g de algodão, sff

O Tribunal rejeitou tal ideia da Comissão.
Ainda bem que há um tribunal que percebe o óbvio: uma farmácia não é uma mercearia.
Veja aqui o acórdão de 19 de Maio no processo 531/06
Campanha - dia 3
Este blogue indica ali na coluna da direita o Diogo Feyo, n° 2 da lista do CDS-PP.
Eu sei que o cabeça de lista anda ocupado a visitar as cadeias e às voltas com o inquérito parlamentar ao caso BPN (deve haver uma relação de uma coisa com a outra).
A n° 3 da lista deve estar de baixa pois não a vejo em lado nenhum nem a ouço.
Ora, eu, que sou um pouco lento de cabeça, tinha aqui umas perguntinhas para ver se me esclareço sobre o programa do CDS para a Europa, mas nunca sei qual é a próxima feira onde encontre este pessoal.
Hoje é que reparei (sou lento, já disse) que o Diogo Feyo podia dar-nos uma ajuda.
Aqui vai :
a) O CDS é a favor de um imposto europeu ?
b) O CDS acha que as propostas que a Comissão apresentou hoje para organizar o sistema bancário e financeiro europeu merecem o seu apoio ?
c) Que pensa o CDS propor caso os irlandeses votem outra vez « não » ao tratado reformador ?
d) O CDS é a favor da emissão de bonds europeus ?
e) O CDS acha que a União deve financiar urgentemente uma ligação de gás com o norte de África ? Está disposto a opôr-se ao co-financiamento europeu do pipe-line russo south-stream ?
f) O CDS acha que a criminalização berlusconiana da imigração clandestina é uma medida justa ?
Muito obrigado
Ser ou não ser, eis a questão
terça-feira, maio 26, 2009
Ainda o BPN
Não acredito que amanhã não se passe nada.
A seguir...
Patrocínio forense?
Marinho Pinto não tem atenuantes. Não trabalhou no Ministério do Ambiente de Sócrates e, que se saiba, não faz parte do seu núcleo duro. É pois de supor que não esteja vinculado ao voto de obediência cega que tem levado os mais próximos de Sócrates à defesa do indefensável, à justificação do injustificável e a encontrar razão no irracional. Não tendo atenuantes, Marinho Pinto tem agravantes. O Estado de direito delegou na Ordem dos Advogados importantes competências reguladoras de um exercício fundamental para a sociedade. O Bastonário tem que as exercer garantindo uma série de valores que lhe foram confiados pelos seus pares. O comportamento público do Bastonário sugere que ele está a cumprir uma bizarra agenda pessoal com um registo de regularidade na defesa apaixonada de José Sócrates e do PS.
Elucidativo e lapidar. Num país que se desse ao respeito, o Primeiro-Ministro, há muito que teria junto uma procuração a favor de ........ Marinho Pinto: o defensor oficioso de Sócrates!!!
Portas abertas

Imperdível
"Oliveira e Costa, o velho chefe do BPN, regressa à comissão parlamentar presidida pela improvável Maria de Belém. Parece que pretende falar sem comprometer o segredo de justiça. Faz bem. Senão qualquer dia acontece-lhe como àquele comerciante que, no "antigamente", estava numa "casa de meninas" quando houve uma rusga. Pedida a identificação dos presentes, o pobre homem constata, estupefacto, que as "meninas" se declaram cabeleireiras, recepcionistas, manicures, vendedoras, etc., etc. Quando chegou a sua vez, virou-se para os polícias e disse: "Olha-me esta, querem ver que agora a puta sou eu?"
O olhar dos outros sobre o nosso Alentejo

O êxito da iniciativa fez que decidissem entretanto traduzi-los para poderem ser ditos noutras línguas por pessoas especialmente contratadas para o efeito. Infelizmente não há (ainda?) nenhuma versão em português, mas estão quase todos já disponíveis em espanhol.
Foi com enorme surpresa e um orgulho muito especial que ouvi o conto de Sus van Elzen intitulado (na versão espanhola) "Manchas blancas perdidas en la llanura". Trata-se nem mais nem menos da história de uma estadia de uma fotógrafa numa aldeia do nosso Alentejo. Achei-o fabuloso e não lhe falta picante. São 30 minutos deliciosos e tão "portugueses". Ouça aqui
Para quando uma iniciativa idêntica com os nossos escritores?
Mitos da democracia à portuguesa
segunda-feira, maio 25, 2009
Mataram o meu Boavista!
Geração Maizena
O desgoverno do governo
5000
A minha homenagem

Tinha 73 anos. Foi um exemplo e uma bandeira na luta pela igualdade dos direitos das mulheres e pela educação das raparigas. Uma heroína, uma Senhora, uma turca.
Campanha - dia 1

A tese de que estas eleições europeias são uma primeira volta das legislativas tem os seus riscos. E os seus custos: desde logo, a pretexto do voto útil, o de mandarmos para o Parlamento Europeu um lote de pessoas com as quais não concordamos em questões essenciais de política europeia, mas que ali vão ficar 5 anos a aplicarem essas políticas. Ora isso pode de ser um sapo bem viscoso e causar uma forte azia daqui a uns tempos.
Um dos riscos daquela tese será talvez o de provocar o efeito contrário, ou seja, o de levar o eleitor a esperar para ver, convencido de que terá afinal a palavra decisiva em Outubro na tal “segunda volta”.
Entretanto, se calhar por causa disso, quase ninguém discute nada de verdadeiramente interessante sobre a construção europeia, com excepção de umas abstractas referências à “eficácia” (não demonstrada) que o novo tratado é suposto trazer ao processo de afirmação da União e de uma declaração de fé na excelência (que tampouco demonstram) do presidente da Comissão. No essencial, generalidades e nevoeiro.
Depois não se queixem se o eleitor lhes virar as costas e os deixar a falar sózinhos.
Vai uma ajudinha?

Parece estar bem concebido, pois a mim, depois de analisar as minhas respostas, indicou-me o MPT. Ando a ver se descubro o que é e o que propõe.
Boavista
O meu filho Bernardo é um adepto fervoroso do Boavista e foi uma das crianças que acompanhou hoje os jogadores na sua entrada em campo. Saiu feliz de casa, e voltou triste com a derrota do seu clube, e pelo que a derrota de hoje significou. Esperemos que voltem depressa os dias de sol ao Boavista. Já tardam :-(((
Casa Pronta...
domingo, maio 24, 2009
Estádio Municipal da cidade do Porto
A cidade do Porto tem uma série de clubes de futebol com falta de campos relvados.
A cidade do Porto deve apostar no desporto e na formação.
O Boavista não precisa de um estádio.
O Boavista não tem dinheiro para ter este estádio.
Com estas permissas todas, eu propunha que a cidade comprasse o estádio do Bessa.
O Boavista FC conseguia saldar as suas dívidas.
O Boavista FC conseguia manter as escolas e as actividades amadoras.
O Boavista FC podia continuar a jogar no seu estádio do Bessa (veja-se o caso de Milão em que o estádio muda de nome dependendo de jogar ou o Milan ou o Inter9
E a cidade "oferecia" um estádio a uma série de colectividades desta zona da cidade:
- Salgueiros
- Ramaldense
- Foz
- Pasteleira
Fácil não? basta coragem, mas este ano é de eleições e estas ligações são sempre perigosas.
Sinal dos tempos
Mas para que isso aconteça tem que haver muita coragem. E muita vontade de fazer sangue. Mas só assim conseguiremos renascer das cinzas.
Obrigado
A desordem na Ordem (2)
O Bastonário da Ordem não perde uma oportunidade para agarrar um microfone e despejar lixo e insultos. Quando se lhe pede que passe ao concreto, defende-se alegando que não é um bufo e que apenas denuncia situações.
Confesso que, ao princípio, até lhe achava graça e pensava cá para mim “ora aqui está um sujeito que não se engasga”. Admitia mesmo que este bastonário fosse uma espadeirada na opacidade de interesses e de conivências que grassa entre certos escritórios lisboetas e o poder. Aliás, ainda me recordo de uma zanga de comadres entre o estaminé do Júdice e a fabriqueta jurídica do Sérvulo Correia, a propósito de uns concursos públicos, bem reveladora daquele sub-mundo de co-sócios da mesa do orçamento do Estado.
Mas com o tempo e na proporção geométrica de cada declaração do Dr. M. Pinto, fui-me convencendo de que há aqui um sério problema de casting e que a personagem, em vez de tomar medidas reais para pôr ordem na Ordem, tem afinal uma outra agenda que não passa pela representação da classe nem pela melhoria do nosso sistema judicial. A preocupação central do (ainda) bastonário é outra: fazer uns fretes ao “engenheiro”.
Senão vejamos:
1. O processo Casa Pia é, no seu entender, uma cabala contra o PS;
2. O caso Freeport é, no seu entender, uma conspiração contra o governo;
3. A TVI e a Manuela Moura Guedes são, no seu entender, o exemplo acabado do jornalismo de “sargeta”;
4. O Lopes da Mota não tem de se demitir, embora, se fosse ele, o Dr. Pinto renunciaria.
O Dr. M. Pinto tem todo o direito a ter opiniões, por muito erradas que sejam. Mais, o Dr. M. Pinto tem mesmo o direito de ter sempre as opiniões que interessam ao poder instalado. Mas o Bastonário da Ordem não pode instrumentalizar o Boletim da Ordem nem as intervenções institucionais de que é protagonista para nelas misturar as suas opiniões politicas, pois é de política que se trata. E é esta não separação de águas que lhe retira toda a legitimidade para continuar aquelas funções.
Quanto ao resto, ou seja, o seu estilo trauliteiro, o seu gozo em fazer escândalo, a sua ambição de amordaçar as estruturas regionais da Ordem, o seu prazer em agredir o Presidente do Conselho Geral, o seu escárnio face aos seus opositores, a sua paranóia de “sózinho contra todos”, enfim, o seu circo, fazem parte da imagem quixotesca que pretende criar: a de ser um david destemido (e vitimizado) a gladiar-se contra os golias da corporação. Em duas palavras, populismo e demagogia.
Dois esclarecimentos finais: não aprecio particularmente o estilo agressivo e por vezes provocatório da Manuela Moura Guedes, mas considero inaceitável e vergonhoso o enxovalho que o (ainda) bastonário lhe arremeçou. Não estou inscrito na Ordem e, em última anàlise, a sua cozinha interna não me diz respeito, mas tenho filhos que ainda acreditam que ser jurista em Portugal pode ser uma profissão honrada e custa-me ver-lhes esmorecer essa esperança .
Torneio
A ideia dos Irmãos Montenegro foi óptima e o torneio este ano está ainda melhor.
Vale a pena acompanhar em www.elitefutsal.com
Sou suspeito. A equipa da JPAB-URIA(onde me incluo) teve ontem, na segunda jornada,seu primeiro jogo, uma importante vitória sobre a Vda.
Aposto que homem do jogo foi o João Anacoreta. Está em forma e não é só nos treinos.
sábado, maio 23, 2009
"grande lider europeu Zapatero"

Ordem na desordem da Ordem
O mundo está podre. Muito podre e sem dúvida que existe uma panelinha entre um grupo de gente que pensa que está acima de tudo e de todos. Marinho Pinto não gosta deles. Eu também não. O bloco central dos interesses está uma vez mais a estrebuchar.
A desordem na Ordem
sexta-feira, maio 22, 2009
Macau

O “Economist” de há umas semanas atrás dava notícia de uma certa crispação entre as autoridades de Macau e residentes e eleitos de Hong-Kong que ali se deslocam, não para jogarem nos casinos ou para outras maroteiras, mas para promoverem os princípios da democracia e o gosto pelas liberdades. São imediatamente recambiados no ferry-boat seguinte.
Entretanto, a assembleia legislativa macaense aprovou, sem reacção visível da população, uma legislação bem restritiva e repressiva contra quaisquer veleidades de manifestação ou revolta. Um projecto idêntico, apadrinhado por Pequim, fora anteriormente rechaçado em Hong-Kong graças a uma forte oposição da opinião pública local.
Para o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros isto não tem qualquer interesse. Quanto à Fundação Oriente, não quer saber de nada e é mesmo melhor que nada se saiba.
Stacey Kent no Porto
Uma amostra aqui
João Bénard da Costa
quinta-feira, maio 21, 2009
Fogo posto
E esta, hã?
O Estado está melhor que nunca
Então isto não é sinal de saúde?
Braga cai aos pedaços

Arreda!
Quando este homem "acompanha bem de perto" uma qualquer empresa, o doente piora em vez de curar. Ele foi a Quimonda, ele foi as minas de Aljustrel, ele foi as casas prè-fabricadas para o Chávez, ele foi os painéis que afinal não eram o que ele dizia e que perderam a certificação, etc. etc.
O meu conselho aos trabalhadores da Autoeuropa é que façam já essa coisa janota a que chamam 'testamento vital' e que ponham preto no branco que, se a coisa se puser mesmo feia, não querem o Pinho à cabeceira da cama.
quarta-feira, maio 20, 2009
O CDS e a Turquia
terça-feira, maio 19, 2009
P O R R A !
Berlaymont a arder
Apesar dos grandes ideais em que assentaram as Comunidades Europeias, a União de hoje está a ser construída nas costas dos europeus. E, claro, nas nossas também. Que nós, os portugueses, também somos europeus.
Claro que deveria ter havido referendo ao Tratado de Lisboa. Mas não pelo argumento (formal) de que havia essa promessa. A verdadeira razão é que a União necessita dessa legitimação, e foi-nos roubada essa oportunidade por estes oportunistas.
Berlaymont está a arder porque se sente falta de democracia.
Mas também se sente ainda muita falta de transparência, muito peso burocrático. Muita necessidade de equilíbrar interesses. Estas nuvens negras sobre a sede da Comissão só desaparecerão com incremento de políticas de transparência. E vai demorar anos.
A Europa é também um continente envelhecido. E esse é um fogo que nos vai consumindo lentamente, sem que demos conta. Aparentemente não há políticas de urgência no combate a este fogo.
segunda-feira, maio 18, 2009
Rangel no Nicola (22)
Entao agora a Ucrânia jà està ao nivel da Turquia, com quem a Uniao ja negoceia?
Ele conhece o Espaço Economico Europeu? Pois nem uma palavra.
Estou a ouvir bem? O Rangel é como o Berlusconi que quer trazer a Russia?
Ò caraças, estamos a falar de bailado e de pintura. Isto promete. Daqui a pouco fala no Malmonides.
Ah, temos que nao hostilizar a Russia. Convidemo-la para tomar chà.
Agora é que é. Ja tenho a camioneta cheia de areia.
Até amanhã.
Fico inquieto e sobretudo fico muito preocupado. Volto à estaca zero. Que mais listas hà?
Rangel no Nicola (21)
Rangel no Nicola (18)
Rangel no Nicola (16)
Se fosse verdade que é por nao se reclamar fronteiras que se demonstra que jà aì està a "identidade" europeia, entao estamos conversados. Os que estao fora do espaço Schengen, por exemplo os ingleses, devem ser todos corridos da Uniao por falta indecorosa de sentimento europeu?
Rangel no Nicola (15)
E como a equaciona com a Nato? Pena não explicitar. Dizer que é sò para manter a paz é pouco e exige explicações que não foram dadas.
E agora vou dormir.
Rangel no Nicola (14)
Acho que Rangel conhece mal o numero de funcionarios da Uniao. Foi pena nao os ter explicitado.
E isso de querer euro-bonds e de reformular o banco Europeu é uma caixinha de surpresas. Sim, é melhor achar que isso nao é uma boa ideia.
Rangel no Nicola (13)
Rangel no Nicola (11)
Rangel no Nicola (10)
Rangel no Nicola (9)
Rangel no Nicola (9)
Rangel no Nicola (8)
Rangel no Nicola (7)
Rangel no Nicola (6)
Rangel no Nicola (5)
Rangel no Nicola (4)
Rangel no Nicola (3)
Rangel no Nicola (2)
Rangel no Nicola (1)
Estão uns para os outros

Não devemos levar muito a mal estas idiossincrasias da “campeã” da transparência e de outros cavalos brancos. Mas fica registado.
Jà agora, seria interessante que a pluri-candidata Elisa Ferreira, a do Porto (não confundir com a pluri-candidata Ana Gomes, também conhecida como a “Elisa Ferreira” de Sintra) viesse confirmar que o tal moço é muito bem visto là no Parlamento e é uma simpatia de pessoa. Para que constasse.
Se houvesse banqueiros, em Portugal... iam agora para Espanha!
Há muito que os bancos portugueses se queixam de não conseguir crescer em Espanha. A julgar por esta notícia do Público (ler aqui), parece que vão surgir aí oportunidades.
Ocupações...
Com a devida vénia para um velho amigo da Namíbia, aqui vai uma para aliviar as preocupações hodiernas...
A tristeza do Alegre
domingo, maio 17, 2009
Irrelevante mas então porque o escreveu
O Anónimo vai a banhos
NOÉ
mas faço. Corto madeira, arranjo pregos,
gasto o martelo. E o pior também :
correr o mundo a recolher os bichos,
coisas de nada como formigas magras,
e os outros, os grandes, os que mordem
e rugem. E sei lá quantos são !
Em que assados me pões. Tu
gastaste seis dias, e eu nunca mais acabo.
Andar por esse mundo, a pé enxuto ainda,
a escolher os melhores, os de melhor saúde,
que o mundo que tu queres não há-de nascer torto.
Um por um, e por uma, é claro, é aos pares
– o espaço que isso ocupa.
Mas não é ser carpinteiro,
não é ser caminheiro,
não é ser marinheiro o que mais me inquieta.
Nem é poder esquecer
a pulga, o ornitorrinco.
O que mais me inquieta, Senhor,
é não ter a certeza,
ou mais ter a certeza de não valer a pena,
é partir já vencido para outro mundo igual.
Pedro Tamen, in "Analogia e Dedos", 2006
sábado, maio 16, 2009
Cortar a direito

- Um empenho, continuou ele, é um acto pelo qual uma pessoa, ligada por amizade ou por íntimo conhecimento com uma outra, revestida de poder ou de autoridade, solicita-a vivamente a favor de uma terceira (que é geralmente uma pessoa indigna, uma nulidade), para que lhe obtenha (a despeito da razão e da justiça) qualquer favor que ela não merece ou que desvie dela a imposição de penas, sejam quais forem, a que ela possa ter incorrido por determinação do tribunal ou a que tenha sido condenada por lei...”
Porto, 1779, XXII Carta de Arthur William Costigan ao seu irmão
In “Sketches of Society and Manners in Portugal in a series of letters”
sexta-feira, maio 15, 2009
Palhaçadas
E somos nós que as pagamos. Isso é que já incomoda!
Chalaça
- Senhor Presidente, como Ankara a situação na Turquia?
quinta-feira, maio 14, 2009
Retrato de uma visita
Escribas

Eu li-o (pág. 48) e achei-o justo.
A resposta do Barroso não se fez esperar: vem na pág. 49 do mesmo jornal, pela pena de um tal João Marques de Almeida, que desta vez assina na qualidade de membro do gabinete Barroso (outras vezes assina como professor universitário não sei donde nem de quê).
A missão do Marques de Almeida não deixa de ser ingrata, mas parece que ele a desempenha com boa vontade e abanando o rabo de contente. Foi sem dúvida um útil recrutamento do presidente, que precisa de uns escribas ali à mão, prontos a bajularem ou a insultarem. Mas não tem "maizena" para o Munchau. Comparem os escritos.
quarta-feira, maio 13, 2009
A dimensão da coisa...
Apresentam uma dívida financeira (na realidade dívida pública) já da ordem dos 10% do PIB e um défice de financiamento (exploração e investimento) anual avultado. A situação financeira do sector constitui uma verdadeira “bomba financeira” ao retardador sobre as contas públicas, com tendência para o agravamento. Qual será a dívida financeira da CP, da REFER, da RAVE, da Estradas de Portugal, do Metro de Lisboa e do Porto, etc., a 10 anos? Corremos o sério risco de transformar a “bomba” num “vulcão” enorme."
A afirmação foi produzida num ensaio daquele economista, publicado no "i". Ver aqui.
O autor chama-lhe um "grito de alerta". E conclui que o faz a pensar no futuro dos netos e netas.
Eu sou mais egoísta. Penso na minha velhice e no que espera os dos meus filhos.
Avestruzes? Não, coniventes!
Estou para ver o que é o "prazo razoável" que se estabeleceu para o dito processo e a experiência diz-me que o melhor é não nutrir muitas esperanças sobre a forma como tudo isso vai terminar, pois, como escrevia o José Gil, nós temos um nevoeiro que dilui tudo e que nos corrói a coragem e a energia.
Mas aconteça o que acontecer, a partir de agora não há mais retorno. É o nosso sistema judiciário que está na berlinda e é a classe política que vai também ter de responder por este estado de coisas.
O Vitalino Canas não representa o PS e o que diz não se escreve. Há seguramente gente decente no Partido Socialista que, se quer manter a sua decência e merecer o nosso respeito, vai ter de se demarcar claramente dessa dinâmica aparelhística e de relentos mafiosos em que vale tudo para proteger o chefe. Há silêncios que comprometem. Há silêncios fatais.
NÃO PERCEBO NADA
terça-feira, maio 12, 2009
ANO DARWIN
pelo Prof. Doutor António Bracinha Vieira(Universidade Nova de Lisboa)16 de Maio de 2009, 14,30 h.
entrada livre
Centro Unesco do PortoR. José Falcão, 100
O QUE É O HOMEM? ANOTAÇÕES SOBRE A FRONTEIRA E OS LIMITES DA HUMANIDADE
Seguir-se-á, às 16,30, a apresentação do livro deste autor "A Evolução do Darwinismo", Lisboa, Fim de Século, 2009. A apresentação estará a cargo do Prof. Paulo Gama Mota, da Universidade de Coimbra, e director do respectivo Museu de Antropologia.Após esta apresentação haverá um Porto de Honra.
Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia
Um inquérito dentro do inquérito

As conclusões são lapidares: pressionou.
As consequências seriam, supostamente, claras: suspensão, processo disciplinar e imediata demissão do Eurojust.
Mas em Portugal, e com esta malta, nunca se sabe. E, claro, o ministro da Justiça vai assobiar para o ar.
Vai uma aposta?
Sobre os eurodeputados

Parece um trabalho sério (o dos investigadores). Está tudo aqui.
Aqu'd'el Rei!!! Querem matar o bloco central!
Os taxi de volta
segunda-feira, maio 11, 2009
Isto é economia, estúpido

Numa pequena vila e estancia na costa sul da França, chove, e nada de especial acontece.
A crise sente-se.
Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dividas.
Subitamente, um rico turista russo, chega ao foyer do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100€ sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de 100€ e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100€, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100€ que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os 100€ a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito. Esta recebe os 100€ e corre ao hotel a quem devia 100€ pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.
Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100€.Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.
Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e este elementos da pequena vila costeira encaram agora com optimismo o futuro.
Dá que pensar....
Desperdícios de milhões... nos comboios, pois claro!
Sequelas da gripe
Nos Estados-Unidos estão confirmados 2.254 casos, repartidos em 44 Estados incluindo a capital Washington.
Julgam que algum daqueles países suspendeu as ligações aéreas com os USA?
Tá queto Nelo.
A candidatura coxa

Quem o diz é a pluri-candidata Elisa Ferreira.
O Carlos já apontou num post abaixo que esta senhora tem sido muito infeliz nas suas declarações. E eu acredito que os portugueses em geral e os tripeiros em particular a irão penalizar fortemente por essa sua atitude de se apresentar a duas eleições contraditórias, insultando com isso a inteligência do cidadão eleitor. Mas é a "ética" deles, e como não é ilegal e não dá prisão, não lhes tira o sono nem lhes belisca a vergonha.
Mas, como diz o povo, apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo.
Se a Sra. Elisa Ferreira quer sinceramente vir para o Porto tem duas possibilidades irrecusáveis: ou se retira imediatamente da lista do PS às eleições europeias e concentra-se na resolução dos problemas da nossa cidade, ou compromete-se desde já a aceitar o posto de vereadora no caso de não ganhar a presidência da Câmara.
Ora parece que a pluri-candidata já afirmou aos seus próximos colaboradores que só virá para o Porto se chegar a presidenta.
Mais palavras para quê? É uma artista do PS!












