domingo, maio 31, 2009

O PSD e o seu futuro

Interessante artigo de Emídio Rangel no Correio da Manhã de ontem. Com efeito, Paulo Rangel tem sido o rosto do PSD nestas eleições. No PS ainda vou sabendo, pelos maus motivos, que Elisa Ferreira e Ana Gomes fazem parte e que pelos vistos anda por lá também um Capoulas que esbraceja e diz uns disparates. Mas no PSD só dá Rangel. Eu diria que para sorte dele isso está a acontecer.

Talvez não seja exagero dizer-se que Rangel fez um golpe de Estado, tomou o poder e não dá cavaco às tropas. É indiscutível que ele vale por muitos. Fez mais em 15 dias do que Manuela Ferreira Leite em meses. Não se sabe se Manuela Ferreira Leite ainda é líder do partido ou não. Não se percebe se os vice-presidentes ainda vice-presidenciam alguma coisa.

Mas o final do artigo é-me particularmente interessante pois vem de encontro a uma ideia que já aqui expressei:

Um conselho a Rangel – esqueça o Parlamento Europeu, substitua Manuela na liderança do PSD, escolha uma equipa de combate e parta à conquista das legislativas.

Loucuras

Hoje vi um tempo de antena no bloco de esquera. Vi porque foi na televisão e esta estava sem som. Mas eu vi. Vi um tempo de antena ao melhor nível dos bloquistas: irresponsável, oportunista, eficaz. Então que mostravam eles: o Rui Tavares a dizer qualquer coisa com um balcão do BPN por fundo; o Rui Tavares e outra imagem com o BPN por fundo. Costuma-se dizer que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas esta imagem baralhou-me. Que estariam eles a dizer sobre a Europa?

e tudo se transforma


E aproveitam as unhas para fazer palitos para os nossos dentes

Sessão de autógrafos na Feira do Livro

Amanhã, dia 1 de Junho, a Leonor Mexia está em sessão de autógrafos na feira do Livro no Porto. Ás 15h30 no pavilhão da Porto Editora. Para quem não sabe quem é a Leonor eu diria que é minha amiga e irmã do Zé que por aqui andou mas agora não anda mas vai voltar a andar. Sendo estas duas recomendações fracas, diga-se que é uma excelente contadora de histórias e uma excelente pessoa.

Nada se perde

Pergunta muito urgente

Hoje viu-se pela primeira vez na rua a candidata n° 3 da lista do CDS, Teresa Caeiro. Assinalável.
Uma vez que estavam os três reunidos, há aqui uma pergunta urgente que exige uma resposta ainda mais urgente:

O(s) eventual(is) eleito(s) do CDS ao Parlamento Europeu admite(m) aderir(em) ao novo grupo parlamentar anti-federalista anunciado pelos conservadores britânicos, polacos e checos?

Agradecer-se-ia uma resposta clara antes do dia 7 de Junho.

Nuvens escuras para os socialistas


Segundo as mais recentes sondagens por essa Europa fora, as listas socialistas às eleições europeias arriscam-se a levar uma valente coça nas urnas.

Em Espanha, Zapatero perde para o PP, em França o PS desce, no Reino Unido os trabalhistas talvez consigam ficar em...terceiro lugar com 16%, na Bulgária quase desaparecem e na Alemanha nada crescem.


Face a este cenário, temos de ser compreensivos com as angústias e os suores do triste Vital e da tropa fandanga que o sacristia.

sábado, maio 30, 2009

O debate que faz falta

Transcrevo um extracto do artigo de Pacheco Pereira, publicado no jornal "Público" de 24 de Maio. A meu ver, um dos textos mais lúcidos sobre Portugal e a União Europeia:

"...Portugal precisava de uma Europa de coesão, que valorizasse os factores de um crescimento equilibrado, e em que Portugal estivesse como parceiro virtualmente igual com os mais fortes e os mais ricos. Foi assim que Monnet fundou a Europa muito prudente no seu upgrade político, assente nos "pequenos passos" dos fundadores. Portugal precisava de uma Comissão forte, um Parlamento fraco e um Conselho que respeitasse a Comissão. No desvario dos últimos anos, saiu-lhe uma Comissão cada vez mais fraca, um Parlamento cada vez mais forte e um Conselho transformado num directório com potências de primeira e de segunda. Tudo o resto na arquitectura europeia veio por consequência, originando um país mais fraco no seu poder europeu, marginalizado de qualquer decisão, fragilizado na soberania em questões cruciais como o mar territorial, e degradado na sua democracia pelo nulo poder do seu Parlamento e pela traição à promessa referendária..."

Texto integral aqui

A propósito das Europeias

Não há nada de errado com aqueles que não
gostam de política, simplesmente serão
governados por aqueles gostam.

Platão.


Toca a votar!

Sábado

'Girl with a white dog'
Óleo de Lucien Freud de 1951/52

sexta-feira, maio 29, 2009

PAULO RANGEL vs NUNO MELO

As sondagens para as eleições europeias teimam em dar a vitória ao PS e maus resultados ao CDS/PP.

A manter-se esta tendência de subida do PS, Paulo Rangel poderá começar a questionar-se sobre a eficácia da sua estratégia de ir buscar eleitorado ao centro.

E uma vez que há uma percentagem significativa de eleitorado de direita que poderá não votar em Nuno Melo, provavelmente, a única safa de Paulo Rangel também, passará, por cativar eleitorado de direita.

Para tanto invocará o voto útil uma vez que PSD e CDS/PP pertencem à mesma familia politica europeia.

Por outro lado, Paulo Rangel já foi CDS e é sabida a sua simpatia e proximidade com o CDS e com figuras de relevo do CDS.

Acresce que o estilo e o seu brilhantismo enquanto líder da bancada parlamentar agradam ao eleitorado de direita.

Para mal do CDS

e para bem do PSD

ou melhor,

Para mal de Nuno Melo

e para bem de Paulo Rangel.


....a bem da Nação!!!!

Serralves em festa


Serralves abre as portas e sai à rua, onde outros trancam as janelas.
Parabéns!

RUMORES

Acaba de sair o n° 3 de "Rumores"
Uma edição Especial Eleições Europeias.
Bravo, Fernando Vasquez!

Um tiro no Mateus


O Mateus Rosé que se cuide.
Bruxelas propõe-se aceitar a produção de umas mistelas de tinto com branco que darão uma espécie de "rosé".
Que acham disto os nossos produtores de vinho?
Aposto que a lista do PS é a favor, pois aquilo é também um 'blending' de todo o tipo de ideias e de palpites.

Haverá piratas bons?

Na Suécia, o Partido dos Piratas (cujo programa consiste em garantir a máxima liberdade na web e em acabar com os direitos de autor e de patente; confirme aqui) será, segundo as mais recentes sondagens, o terceiro partido mais votado ali nas eleições europeias de 7 de Junho.

Será que devíamos mandar para lá a nossa fragata Corte-Real, que não sabe bem o que anda a fazer nas águas do Índico?

A bolsa ou a vida


Os russos preparam-se para fechar outra vez a torneira.

Muito brevemente.

Sobre o voto obrigatório

Alguém, do meio do oceano, sugeriu que se impusesse a obrigação de votar.
É o que se passa na Bélgica. Ali, o eleitor que não tenha votado tem duas alternativas: ou paga uma multa ou apresenta um atestado médico ou outro justificativo do género.

Num tal sistema, o número de abstenções deixa de ter significado político, a não ser que haja um tsunami de atestados médicos sem que previamente se tenha declarado alguma epidemia nacional.

Os números de abstenções, de votos nulos e de votos em branco têm, cada um deles, o seu significado político. Os países que não fazem a destrinça dessas três realidades estão, consciente ou inconscientemente, a sequestrar um dado relevante sobre a expressão democrática dos seus cidadãos.

Votar é um direito. Há quem ache que votar devia ser também um dever jurídico. Não concordo. Sou da opinião de que não votar deve continuar a ser um direito de um cidadão livre. É óbvio que quem decide não se deslocar às urnas está a entregar aos outros as escolhas que também lhe competiam a si. Mas não se lhe deve negar o direito de se desinteressar. E, sobretudo, não se deve ilibar os políticos da responsabilidade que têm nesse desinteresse, que advém essencialmente da falta de credibilidade daqueles.

Um partido com telhados de vidro

Vital Moreira, referindo-se ao caso BPN disse que "Certamente por acaso, todos aqueles senhores são figuras gradas do PSD. E estamos à espera que o PSD se pronuncie sobre essa vergonha, que é justamente a roubalheira do BPN".
Por sua vez o seu ajudante de campo para estas eleições, Capoula Santos, epitetou de "trupe" a actual direcção social-democrata.
O PS há muito se apercebeu que a escolha de Vital foi muito mais que um mero erro de casting. Vai daí e desatou a zurzir e a lançar enxovalhos espúrios para a praça pública querendo preencher uma agenda que, manifestamente, é nula. Quando se lança mão de tais expedientes, que nem o desespero poderia explicar, há muito que se bateu no fundo. E o pior não são os contornos escabrosos a que chegou o nível da campanha de Vital, é a total e absoluta desfaçatez, lata presumida, ao proferir insinuações e insídias capciosas, com o fito de manchar o maior partido da oposição. Isto quando pairam sobre o seu dirigente máximo as mais graves suspeitas. Relembrando um título de um velho livro do vital camarada Cunhal, o PS assemelha-se a um partido não com paredes, mas com telhados de vidro.

O que valem?

Hoje, no Economist:
"Why some European politicians face public wrath, while others still enjoy the high life"

Campanha - dia 5

quinta-feira, maio 28, 2009

Os brios do Briosa

O tal advogado avençado do BPN, por empenho, que se terá cobrado 190.000 por não fazer nada, foi o amigo barrosista Briosa e Gala, uma criatura e um protegido de longa data do presidente da Comissão Europeia, e que hoje é o seu representante para os assuntos africanos. Desvendado o “empenhado”, falta nomear o “empenhador”, mas isso é capaz de estar coberto pelo segredo de Estado da União. Ver aqui

Imagens que valem mil discursos

Foto de Joel Meyerowitz (1968, New York)
clik sobre a imagem para a aumentar

Afinal, a coisa estava encomendada.

Ora veja

A democracia europeia


Para quem ainda tem alguma ilusão sobre qual é a mecânica desta Comissão Europeia nestas coisas e o seu "alto" sentido democrático, veja aqui e aqui
A quanto obrigas, referendo do Tratado de Lisboa!

O que nos espera


Este quadro, retirado deste site de previsões, fornece-nos dados sobre a participação do eleitorado europeu, desde 1979, nas eleições para o Parlamento de Estrasburgo.

Uma constatação: as estimativas do Eurobarómetro foram sempre bastante mais optimistas do que a realidade que se veio a apurar. E para este ano prevê uma participação de 39%.

TERÁ SIDO MEL BROOKS O ADVISOR?

Vital não é simplesmente um erro de casting. É uma autêntica caricatura de um erro de casting. Melhor seria impossível. Não sei se faz de propósito, em nome de uma estranha estratégia socrática, ou se apenas está de cabeça perdida.
O tema do imposto europeu é delicioso. Vital começa por inventar um imposto europeu a meio da campanha, o que evidentemente é suicidário. Mas a coisa não ficou por aqui. D
esenvolvendo um tema que nunca deveria ter visto a luz do dia, Vital vem explicar aos ingénuos que tal imposto não implica um aumento da carga fiscal. Não sei como é que Vital quer aumentar os recursos sem aumentar os impostos, mesmo que o dinheiro seja obtido à custa de uma fatia dos impostos nacionais.
Vital também não sabe. Atrapalhado consigo próprio, não explica como quer fazer e foge em frente dizendo que só vai concretizar o projecto depois de ser eleito. Notável, convenhamos.
Creio que Vital, passada a fase da arrogância, está confuso. No entanto, não desesperemos. Falta pouco mais de uma semana para que Vital se liberte desta trapalhada onde se meteu e possa gozar, discretamente, as doces delícias de Bruxelas.

A questão teve resposta. Pasme-se.

Aqui mais abaixo, coloquei uma questão a que entendi que o Presidente da República deveria responder. Pelos vistos, ele também.

Na sua apreciação, "quem de direito não lhe forneceu nenhuma informação que lhe permita distinguir entre qualquer dos seus 19 conselheiros de estado".

A resposta foi pública. Fiquei esclarecido.

Mas não satisfeito.

quarta-feira, maio 27, 2009

Estádio Municipal Cidade do Porto


Desculpem voltar à carga sobre o Estádio Municipal Cidade do Porto, mas o debate hoje no Porto Canal e as opiniões de 3 candidatos autárquicos obrigam-me a isso. Não que o debate tenha trazido novidades. E nem as opiniões de Elisa Ferreira, Rui Sá e João Teixeira Lopes. Prefiro mesmo contrapor alguns dos comentários do primeiro post:
Pedro
O facto de RRio ter feito guerra ao FCP quando chegou, e que se impunha em certa media, não quer dizer que não possa agora intervir de forma diferente.
Quanto a ser grande demais para os clubes, não é de todo importante para esta solução.

Libertas
Eu arranjar privados também era uma boa ideia. Estou a pensar em si para me secundar nessa contribuição. E repare que não é socialista a ideia de uma câmara apoiar o desporto das suas populações, ou criar condições para que privados o façam.

Gabriel
Sem dúvida que pode à primeira vista uma má gestão de dinheiros públicos. Mas façamos uma análise rápida: boavista, salgueiros, ramaldense e foz. 4 clubes, 4 campos relvados, 4 gastos de água, 4 gastos de manutenção de estruturas, 4 vezes tudo.

Quanto às divídas ascenderem a 80 milhões, esse valor é o somatório do clube e da SAD. A venda do estádio resolvia o problema do clube. A SAD eventualmnente teria que declarar falência. Mais vale cortar um braço do que morrer. Começariamos uma nova vida, salvando o clube e os seus atletas.


Claro que esta proposta teria que ser aprofundada. Mas este pode ser o caminho. A bem da cidade e dos seus habitantes. Pode parecer clubismo a mais. Mas não é.

Farmácias V Farmacêuticos

O meu amigo Douro traz aqui uma polémica muito em voga em Portugal. As farmácias só podem ser de farmacêuticos? E as fábricas só podem ser de engenheiros? e os talhos de talhantes? Os hospitais só podem ser de médicos? Assim sendo, as farmácias, entidades societárias, podem pertencer a quem as quiser ter, mas devem ter como é lógico uma estrutura profissional com farmacêuticos. E o algodão é importante.

O seu a seu dono



Julgo que poucas são as vezes em que uma Comissão da Assembleia da República desempenhou um papel tão activo e positivo como esta que acompanha o caso BPN. E sem dúvida que um dos grandes responsáveis foi Nuno Melo. A demissão de Dias Loureiro hoje do Conselho de Estado tardou mas aconteceu, sendo certo que ainda muito está por provar. Mas foi um passo.

Entendam-se!


A pluri-candidata Elisa Ferreira, a do Porto (não confundir com a pluri-candidata Ana Gomes, também conhecida como a « Elisa Ferreira » de Sintra), diz algo de fantástico :

« Não há condições para o imposto europeu, mas há condições para discutir »

Eu acho bem que a senhora discuta isso com o Vital, mas, pelo que eu vi hoje, não sei se ele está para conversas. Vá de mansinho, D. Elisa.

Aposto

que se estivéssemos na época do Carnaval já havia à venda máscaras do Dias Loureiro..

O senhor que se segue


A frase do dia do sr. “Faro Fino”:
“O papel da supervisão não é ir para uma instituição ver se há lá fraudes”

E pur si muove

Finalmente…algo.
Aqui

Uma aspirina fresca e 300g de algodão, sff


A Comissão Europeia queria que o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias declarasse que não era legítimo exigir que as pessoas que exploram farmácias sejam diplomadas em farmácia.

O Tribunal rejeitou tal ideia da Comissão.
Ainda bem que há um tribunal que percebe o óbvio: uma farmácia não é uma mercearia.
Veja aqui o acórdão de 19 de Maio no processo 531/06

A ler


Vem aí um livro que é capaz de fazer mossa.

Campanha - dia 3

Vamos no terceiro dia de campanha. Trata-se das eleições para o Parlamento Europeu, lembram-se ?

Este blogue indica ali na coluna da direita o Diogo Feyo, n° 2 da lista do CDS-PP.
Eu sei que o cabeça de lista anda ocupado a visitar as cadeias e às voltas com o inquérito parlamentar ao caso BPN (deve haver uma relação de uma coisa com a outra).
A n° 3 da lista deve estar de baixa pois não a vejo em lado nenhum nem a ouço.

Ora, eu, que sou um pouco lento de cabeça, tinha aqui umas perguntinhas para ver se me esclareço sobre o programa do CDS para a Europa, mas nunca sei qual é a próxima feira onde encontre este pessoal.

Hoje é que reparei (sou lento, já disse) que o Diogo Feyo podia dar-nos uma ajuda.
Aqui vai :

a) O CDS é a favor de um imposto europeu ?
b) O CDS acha que as propostas que a Comissão apresentou hoje para organizar o sistema bancário e financeiro europeu merecem o seu apoio ?
c) Que pensa o CDS propor caso os irlandeses votem outra vez « não » ao tratado reformador ?
d) O CDS é a favor da emissão de bonds europeus ?
e) O CDS acha que a União deve financiar urgentemente uma ligação de gás com o norte de África ? Está disposto a opôr-se ao co-financiamento europeu do pipe-line russo south-stream ?
f) O CDS acha que a criminalização berlusconiana da imigração clandestina é uma medida justa ?

Muito obrigado

Novo alarme

As propostas da Comissão Europeia meteram água.
Aqui

Ser ou não ser, eis a questão

Sério, no caso do nosso Presidente.

Cavaco Silva sempre teve como um dos seus principais activos políticos, uma imagem de seriedade.

Quem tenha acompanhado com um mínimo de atenção os últimos anos do seu consulado como primeiro-ministro, não pode ter deixado de se interrogar sobre essa imagem, atendendo ao que se passava à sua volta. Acredito que muitos terão querido aceitar que Cavaco era a principal vítima do que se passaria.

O caso BPN de há muito que contribuíu para aumentar essas dúvidas, incluindo para os que quiseram manter essa fé.

A situação de Dias Loureiro é um teste definitivo à seriedade de Cavaco Silva.

O Sr. Presidente já retirou a confiança política, publicamente, ao seu Conselheiro de Estado, tendo colocado a questão ao nível da honorabilidade deste último ("não tenho razões para duvidar da sua palavra", disse Cavaco).

Pois agora essa honorabilidade foi definitivamente posta em causa. Já o sabíamos, pelas contradições em que Dias Loureiro se envolveu. Mas agora temos quem o afirme: o ex-companheiro Oliveira e Costa.

Se Cavaco é sério, não lhe resta senão afirmar publicamente que Dias Loureiro não tem condições para se manter como conselheiro de Estado. Se preferir não o fazer...

Eis a questão.

terça-feira, maio 26, 2009

Ainda o BPN

Esta audição de Oliveira e Costa na Comissão parlamentar tem sido um espanto em todos os sentidos, mas aprende-se imenso sobre como tem funcionado o nosso regime. Não é mais possìvel olharmos para o lado, ou pelo menos não mais podemos dizer que não sabiamos.
Não acredito que amanhã não se passe nada.

A seguir...

Patrocínio forense?

Mário Crespo, no JN, sobre a badalada entrevista de Marinho Pinto:

Marinho Pinto não tem atenuantes. Não trabalhou no Ministério do Ambiente de Sócrates e, que se saiba, não faz parte do seu núcleo duro. É pois de supor que não esteja vinculado ao voto de obediência cega que tem levado os mais próximos de Sócrates à defesa do indefensável, à justificação do injustificável e a encontrar razão no irracional. Não tendo atenuantes, Marinho Pinto tem agravantes. O Estado de direito delegou na Ordem dos Advogados importantes competências reguladoras de um exercício fundamental para a sociedade. O Bastonário tem que as exercer garantindo uma série de valores que lhe foram confiados pelos seus pares. O comportamento público do Bastonário sugere que ele está a cumprir uma bizarra agenda pessoal com um registo de regularidade na defesa apaixonada de José Sócrates e do PS.

Elucidativo e lapidar. Num país que se desse ao respeito, o Primeiro-Ministro, há muito que teria junto uma procuração a favor de ........ Marinho Pinto: o defensor oficioso de Sócrates!!!

Portas abertas


Esta foto "roubei-a" (com a sua autorização) ao blogue Cidade Surpreendente do Carlos Romão.

É um dos benefícios da abertura das portas, durante muito tempo encerradas, da Reitoria da Universidade do Porto.
Não dá gosto?

Imperdível

Do blogue "Portugal dos Pequeninos" (João Gonçalves):

"Oliveira e Costa, o velho chefe do BPN, regressa à comissão parlamentar presidida pela improvável Maria de Belém. Parece que pretende falar sem comprometer o segredo de justiça. Faz bem. Senão qualquer dia acontece-lhe como àquele comerciante que, no "antigamente", estava numa "casa de meninas" quando houve uma rusga. Pedida a identificação dos presentes, o pobre homem constata, estupefacto, que as "meninas" se declaram cabeleireiras, recepcionistas, manicures, vendedoras, etc., etc. Quando chegou a sua vez, virou-se para os polícias e disse: "Olha-me esta, querem ver que agora a puta sou eu?"

O olhar dos outros sobre o nosso Alentejo


A literatura neerlandesa é uma literatura pujante e sem complexos, apesar de ter um universo limitado de leitores (pouco mais de 20 milhões). Os escritores holandeses e belgas flamengos tiveram a ideia genial de escreverem contos inéditos que não se destinam a publicação mas a serem lidos por eles próprios neste site.

O êxito da iniciativa fez que decidissem entretanto traduzi-los para poderem ser ditos noutras línguas por pessoas especialmente contratadas para o efeito. Infelizmente não há (ainda?) nenhuma versão em português, mas estão quase todos já disponíveis em espanhol.

Foi com enorme surpresa e um orgulho muito especial que ouvi o conto de Sus van Elzen intitulado (na versão espanhola) "Manchas blancas perdidas en la llanura". Trata-se nem mais nem menos da história de uma estadia de uma fotógrafa numa aldeia do nosso Alentejo. Achei-o fabuloso e não lhe falta picante. São 30 minutos deliciosos e tão "portugueses". Ouça aqui

Para quando uma iniciativa idêntica com os nossos escritores?

Mitos da democracia à portuguesa

Sempre que ouço, como hoje no Prós e Contras, estas pessoas bem formadas e, quero crer, bem intencionadas a falar da necessidade de consensos suprapartidários para salvar o País, não consigo deixar de estranhar.

33 anos depois de Portugal ter entrado numa democracia constitucionalmente garantida, estas pessoas ainda parecem necessitar de uma visão unificada do País. Para mim, tal resulta de uma má compreensão da Democracia.

Precisamente por sabermos que esse tipo de consenso é pouco provável em sociedades plurais, é que a democracia, como sistema, é superior às alternativas. Aceitar isto, implica aceitar também que a vontade da maioria resulta de uma escolha entre opções. Isto implica debate e contraposição de ideias. Não resulta de qualquer consenso artificial. Pode até resultar num consenso, pontualmente, mas este há-de ser um resultado e não um objectivo, nem muito menos uma condição.

Outro mito, igualmente pernicioso - e para mim particularmente irritante - é a ideia de que os políticos ganham mal, e por isso é que não há melhores.

Esta premissa assenta num pressuposto abusivoo que se generalizou e que muito me incomoda: a ideia que 450 euros são suficientes para a maioria, que 700 euros de salário médio é razoável, PORQUE apenas uns quantos, poucos, merecem muito mais. Entre esses, coitaditos, os políticos estariam mal tratados porque apenas ganhariam 2 ou 3 mil euritos. Probrezinhos.

Se se optasse por uma ideia mais séria de responsabilidade, individual e colectiva, diria que é fácil concluir que os políticos portugueses são bem pagos; até demais. Talvez não ganhem tanto como os banqueiros ou os gerentes das maiores empresas. Mas ganham muito mais do que a maioria. E compensam-se e dotam-se dos mecanismos adequados para se recompensarem. Digam lá quais são os políticos nacionais que passam dificuldades, se forem capazes de os encontrar...

Para já não falar das mordomias que se auto-atribuem, seja em ajudas de custas, seja em reformas e subsídios acumuláveis... Haja alguma moralidade e tenha-se vergonha de continuar a falar das dificuldades salariais dos políticos. Se querem falar de alguma coisa, falem da predominância das direcções partidárias na escolha dos políticos. Aí sim, aí é que se torna difícil entrar na política. Nem todos evitam a política por causa dos salários; creio até que serão muito poucos. Agora digam lá quantos são os que se afastaram ou foram afastados por não concordarem com as respectivas direcções partidárias?

Mitos. Com eles se enganam os povos. E com a conivência de muito jornalista; possivelmente até bem intencionados...

É possível um Portugal melhor. Basta querer.

segunda-feira, maio 25, 2009

Mataram o meu Boavista!

É apenas um grito de revolta. Não porque o mataram, mas antes porque ainda não há suspeitos...

Quer dizer, eu tenho-os, mas não os vejo acusados por mais ninguém...

Geração Maizena

Ao ler este post no 31 da Armada resolvi reflectir sobre o porquê de eu por aqui andar. Ok, gosto de escrever, acho que penso coisas e que ainda por cima há quem as leia, tenho a mania que assim mudo o mundo, posso dizer mal de uma série de pessoas e não ter que fugir a correr. E muitas mais razões poderia apresentar. Mas uma outra e a sua consequência são a principal razão: como trabalho e tenho uma familia para sustentar não tenho tempo para subir dentro dos partidos do poder (vulgo ps e psd) e como tal só me resta a blogosfera para participar na vida pública/partidária. E como eu muitos e muitos que têm por aqui andado. Pode ser que todos juntos consigamos mudar alguma coisa. Acreditemos pelo menos que sim.

O desgoverno do governo

Dia após dia sentimos que o governo espera que a tempestade passe. Dia após dia sentimos que o governo dá graças a Deus por o país ficar uns dias entretidos com as eleições europeias, Dia após dia percebemos porque o Ps escolheu Vital Moreira, pois basta olhar para os ataques que tem vindo a fazer (ora para dentro do Ps ora para fora) e como atrai as atenções dos media e assim dar descanso aos inefáveis Ministro da Economia e da Presidência. Só que isso acaba no dia 7 e depois começa a campanha das legislativas. Até lá o governo continuará em desgoverno.

5000

Sem mais. 5000 posts publicados no Nortadas. É um número como outro qualquer, mas mais redondo. E assim se dobra mais um marco. Bem haja a todos os que nos leêm e assim estimulam a nossa escrita.

A minha homenagem


Turkan Saylan morreu no dia 18 de Maio.
Tinha 73 anos. Foi um exemplo e uma bandeira na luta pela igualdade dos direitos das mulheres e pela educação das raparigas. Uma heroína, uma Senhora, uma turca.

Campanha - dia 1


O eleitor português não parece muito entusiasmado com a campanha eleitoral.

A tese de que estas eleições europeias são uma primeira volta das legislativas tem os seus riscos. E os seus custos: desde logo, a pretexto do voto útil, o de mandarmos para o Parlamento Europeu um lote de pessoas com as quais não concordamos em questões essenciais de política europeia, mas que ali vão ficar 5 anos a aplicarem essas políticas. Ora isso pode de ser um sapo bem viscoso e causar uma forte azia daqui a uns tempos.

Um dos riscos daquela tese será talvez o de provocar o efeito contrário, ou seja, o de levar o eleitor a esperar para ver, convencido de que terá afinal a palavra decisiva em Outubro na tal “segunda volta”.

Entretanto, se calhar por causa disso, quase ninguém discute nada de verdadeiramente interessante sobre a construção europeia, com excepção de umas abstractas referências à “eficácia” (não demonstrada) que o novo tratado é suposto trazer ao processo de afirmação da União e de uma declaração de fé na excelência (que tampouco demonstram) do presidente da Comissão. No essencial, generalidades e nevoeiro.

Depois não se queixem se o eleitor lhes virar as costas e os deixar a falar sózinhos.
(òleo de Wayne Thiebaud , 1964)

Vai uma ajudinha?


Para aqueles que, como eu, se sentem um tanto desorientados quanto às eleições europeias, sugiro uma volta neste site.
Parece estar bem concebido, pois a mim, depois de analisar as minhas respostas, indicou-me o MPT. Ando a ver se descubro o que é e o que propõe.

A bronca anunciada.


Parafraseando Paulo Bento, eu diria que amanhã vai haver bronca...ou não.

Boavista


O meu filho Bernardo é um adepto fervoroso do Boavista e foi uma das crianças que acompanhou hoje os jogadores na sua entrada em campo. Saiu feliz de casa, e voltou triste com a derrota do seu clube, e pelo que a derrota de hoje significou. Esperemos que voltem depressa os dias de sol ao Boavista. Já tardam :-(((

Casa Pronta...

Confrontada com a necessidade de fazer a escritura de compra e venda de um imóvel dirigi-me à Casa Pronta para proceder ao acto público, já que me tinham dito que aí também procediam ao registo e à mudança de domicilio fiscal, e que até era mais barato do que recorrer aos serviços de um Cartório Notarial privado. Fui muito bem tratada, a data ficou marcada para uma terça feira, e fui avisada que teria que me deslocar um dia antes às Finanças para proceder ao pagamento do IMT e do imposto do selo. Segunda feira, basta, disse a funcionária, simpática. Não precisa de ir com muito tempo, porque é só chegar e pagar. Desconfiada de que não ia ser tão fácil, porque sobre a casa incidia um usufruto, resolvi ir às Finanças na quinta-feira da semana anterior. Mal fui atendida, confirmei os meus piores receios. Depois da análise silenciosa dos documentos o diálogo com os serviços começou assim: a casa tem constítuida sobre ela um usufruto? Mmmmm… E o preço abrange o usufruto e a propriedade? Sim, respondi eu, disposta a colaborar. Metade do preço corresponde ao valor do usufruto, e a outra metade à propriedade do imóvel. Há algum problema nisso? Há, disse a senhora do outro lado do balcão. É que a senhora tem uma isenção na parte correspondente à propriedade, e não tem isenção na parte que corresponde ao usufruto. Tem direito a uma isenção mas não é completa, percebe? Eu lá disse pacientemente que percebia, e repeti: tenho direito à isenção na parte da propriedade e não tenho isenção da parte do usufruto. Parece-me razoável. Pago a parte correspondente ao usufruto e fico isenta da parte correspondente á propriedade, não é? Não, continuou ela imperturbável, o sistema informático não deixa assim. O sistema informático dá erro. A senhora lá martelou nas teclas do computador e o sistema obedientemente deu erro. Está a perceber? A senhora tem direito à isenção mas o sistema não deixa entrar a isenção. Tem que pagar tudo como se não tivesse a isenção. Estupefacta, até porque os valores não eram tão pequenos assim, fiquei a olhar para ela e perguntei: não pode passar as guias à mão, ou fazer de outra forma qualquer? Não, respondeu ela. Nem pensar. Agora não há guias à mão. A senhora paga tudo e depois reclama do que pagou a mais. E depois, pensativa: onde marcou a escritura? Não foi na Casa Pronta, pois não? Foi, arrisquei eu modestamente, até foi. Fez mal, sentenciou desaprovadoramente. Fez mal. Se fizer na Casa Pronta não pode reclamar. Para poder reclamar não pode ser Casa Pronta. Vai ter que mudar. Se não fosse reclamar das Finanças até podia, mas assim….vai ter que mudar tudo. Muda tudo, paga, e a seguir, não se esqueça de reclamar…

domingo, maio 24, 2009

Estádio Municipal da cidade do Porto

A cidade do Porto não tem nenhum estádio Municipal.

A cidade do Porto tem uma série de clubes de futebol com falta de campos relvados.

A cidade do Porto deve apostar no desporto e na formação.

O Boavista não precisa de um estádio.

O Boavista não tem dinheiro para ter este estádio.


Com estas permissas todas, eu propunha que a cidade comprasse o estádio do Bessa.

O Boavista FC conseguia saldar as suas dívidas.
O Boavista FC conseguia manter as escolas e as actividades amadoras.
O Boavista FC podia continuar a jogar no seu estádio do Bessa (veja-se o caso de Milão em que o estádio muda de nome dependendo de jogar ou o Milan ou o Inter9


E a cidade "oferecia" um estádio a uma série de colectividades desta zona da cidade:
- Salgueiros
- Ramaldense
- Foz
- Pasteleira


Fácil não? basta coragem, mas este ano é de eleições e estas ligações são sempre perigosas.

Sinal dos tempos

O título é roubado a um post do Jorge Ferreira no Tomar Partido. Percebo o post e não me zango com o autor por fazer a associação entre o Boavista e o Gondomar e a familia Loureiro. É natural que assim seja. E o alerta é esse mesmo: o Boavista tem que se libertar de uma vez por todas do estigma Loureiro. Tem que cortar todas as amarras que o ligam ao passado. Tem que uma vez por todas criar uma imagem própria que vai para além dessa ligação, perigosa e funesta.

Mas para que isso aconteça tem que haver muita coragem. E muita vontade de fazer sangue. Mas só assim conseguiremos renascer das cinzas.

Obrigado

Nesta hora de enorme tristeza queria agradecer a todos os que lutaram pelo Boavista. Ao Rui Bento e à equipa técnica que procuraram motivar os seus jogadores, aos jogadores que lutaram contra adversidades várias e claro à direcção que procurou sempre lutar contra uma maré bem adversa. O Boavista não terá acabado hoje. Mas desceu mais fundo num percurso que pode não ter retorno.

A desordem na Ordem (2)

O mundo dos advogados portugueses anda agitado.
O Bastonário da Ordem não perde uma oportunidade para agarrar um microfone e despejar lixo e insultos. Quando se lhe pede que passe ao concreto, defende-se alegando que não é um bufo e que apenas denuncia situações.

Confesso que, ao princípio, até lhe achava graça e pensava cá para mim “ora aqui está um sujeito que não se engasga”. Admitia mesmo que este bastonário fosse uma espadeirada na opacidade de interesses e de conivências que grassa entre certos escritórios lisboetas e o poder. Aliás, ainda me recordo de uma zanga de comadres entre o estaminé do Júdice e a fabriqueta jurídica do Sérvulo Correia, a propósito de uns concursos públicos, bem reveladora daquele sub-mundo de co-sócios da mesa do orçamento do Estado.

Mas com o tempo e na proporção geométrica de cada declaração do Dr. M. Pinto, fui-me convencendo de que há aqui um sério problema de casting e que a personagem, em vez de tomar medidas reais para pôr ordem na Ordem, tem afinal uma outra agenda que não passa pela representação da classe nem pela melhoria do nosso sistema judicial. A preocupação central do (ainda) bastonário é outra: fazer uns fretes ao “engenheiro”.

Senão vejamos:
1. O processo Casa Pia é, no seu entender, uma cabala contra o PS;
2. O caso Freeport é, no seu entender, uma conspiração contra o governo;
3. A TVI e a Manuela Moura Guedes são, no seu entender, o exemplo acabado do jornalismo de “sargeta”;
4. O Lopes da Mota não tem de se demitir, embora, se fosse ele, o Dr. Pinto renunciaria.

O Dr. M. Pinto tem todo o direito a ter opiniões, por muito erradas que sejam. Mais, o Dr. M. Pinto tem mesmo o direito de ter sempre as opiniões que interessam ao poder instalado. Mas o Bastonário da Ordem não pode instrumentalizar o Boletim da Ordem nem as intervenções institucionais de que é protagonista para nelas misturar as suas opiniões politicas, pois é de política que se trata. E é esta não separação de águas que lhe retira toda a legitimidade para continuar aquelas funções.

Quanto ao resto, ou seja, o seu estilo trauliteiro, o seu gozo em fazer escândalo, a sua ambição de amordaçar as estruturas regionais da Ordem, o seu prazer em agredir o Presidente do Conselho Geral, o seu escárnio face aos seus opositores, a sua paranóia de “sózinho contra todos”, enfim, o seu circo, fazem parte da imagem quixotesca que pretende criar: a de ser um david destemido (e vitimizado) a gladiar-se contra os golias da corporação. Em duas palavras, populismo e demagogia.

Dois esclarecimentos finais: não aprecio particularmente o estilo agressivo e por vezes provocatório da Manuela Moura Guedes, mas considero inaceitável e vergonhoso o enxovalho que o (ainda) bastonário lhe arremeçou. Não estou inscrito na Ordem e, em última anàlise, a sua cozinha interna não me diz respeito, mas tenho filhos que ainda acreditam que ser jurista em Portugal pode ser uma profissão honrada e custa-me ver-lhes esmorecer essa esperança .

Torneio

O 2.º Torneio de Futebol "Porto Burmester, Sociedades de Advogados Cidade do Porto" tem sido um sucesso. Parabéns à organização!

A ideia dos Irmãos Montenegro foi óptima e o torneio este ano está ainda melhor.
Vale a pena acompanhar em www.elitefutsal.com

Sou suspeito. A equipa da JPAB-URIA(onde me incluo) teve ontem, na segunda jornada,seu primeiro jogo, uma importante vitória sobre a Vda.

Aposto que homem do jogo foi o João Anacoreta. Está em forma e não é só nos treinos.

sábado, maio 23, 2009

"grande lider europeu Zapatero"


Deve ter sido assim que Zapatero reagiu ao ouvir hoje, em Valência (Espanha), o discurso pegajoso com que o nosso “engenheiro” o foi là brindar.

Ordem na desordem da Ordem

Sem dúvida que é preciso ordem na desordem que vai na ordem dos advogados. Não conheço em pormenor os problemas que por ali passam, nem o que pode estar por detrás de tantas acusações dos últimos dias. Confesso gostar do estilo directo e sem papas na língua de Marinho Pinto. Por isso mesmo gostei de o ver ontem no "ringue" da TVI e a contra-atacar Manuela Moura Guedes e a sua postura prepotente ao fazer "acusações" e julgamentos. Como gostei de ler a entrevista que dá ao Expresso e a classificação que faz de José Miguel Júdice.
O mundo está podre. Muito podre e sem dúvida que existe uma panelinha entre um grupo de gente que pensa que está acima de tudo e de todos. Marinho Pinto não gosta deles. Eu também não. O bloco central dos interesses está uma vez mais a estrebuchar.

A desordem na Ordem

Quero crer que a esmagadora maioria dos advogados portugueses não se revê neste indivíduo, a precisar urgentemente de tomar um “atarax” com um copo de água. Um qualquer modesto carroceiro tem melhor postura. Veja aqui

sexta-feira, maio 22, 2009

Macau


Desde que entregámos Macau aos chineses, pouco ou nada mais se tem sabido do que por lá se passa.

O “Economist” de há umas semanas atrás dava notícia de uma certa crispação entre as autoridades de Macau e residentes e eleitos de Hong-Kong que ali se deslocam, não para jogarem nos casinos ou para outras maroteiras, mas para promoverem os princípios da democracia e o gosto pelas liberdades. São imediatamente recambiados no ferry-boat seguinte.

Entretanto, a assembleia legislativa macaense aprovou, sem reacção visível da população, uma legislação bem restritiva e repressiva contra quaisquer veleidades de manifestação ou revolta. Um projecto idêntico, apadrinhado por Pequim, fora anteriormente rechaçado em Hong-Kong graças a uma forte oposição da opinião pública local.

Para o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros isto não tem qualquer interesse. Quanto à Fundação Oriente, não quer saber de nada e é mesmo melhor que nada se saiba.

Stacey Kent no Porto

Amanhã, 23, no Auditório da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, às 22h.
Uma amostra aqui

João Bénard da Costa

Não foi por ter sido um católico progressista, amante da liberdade – o Tempo e o Modo; não foi por ter sido um cinéfilo de excepção; não foi por ser um ensaísta raro; não foi por ser o Director, insubstituível, da Cinemateca; ou tampouco por ser um plumativo ímpar. Ainda que só fosse por isto, já não perguntaríamos por quem os sinos dobram. João Bénard da Costa foi, acima de tudo, um homem de Cultura totalmente inspirado pelo que é sublime e belo. Levou-nos, pela mão da sua escrita, a percorrer os mistérios da Arrábida, a ver em letras as imagens irrepetíveis de Casablanca, a sentir o adeus impossível de Bergman e Bogart, a descobrir um Rafael ou um Miguel Ângelo, único, numa cidade recôndita da Toscânia, a calcorrear as ruas de Nápoles, a descobrir as pautas do festival de Salzburg, a subir aos himalaias românticos e wagnerianos de Schwanstein, ou a conhecer a voz já rouca, pelo tempo, de outras Maria Callas. Bénard da Costa, deixou-nos um legado construído com a sua vida: uma casa encantada, onde cabe toda a Arte, onde cabe tudo o que é superlativo. Lá, todos ousaríamos, um dia, gostar de morar.

Natureza morta


quinta-feira, maio 21, 2009

Fogo posto

Pois é o que parece resultar das primeiras investigações sobre o recente susto que afligiu os eurocratas instalados no Berlaymont, o edifício central da Comissão Europeia em Bruxelas.

E esta, hã?

O Estado está melhor que nunca

O Tribunal de Contas afirma que, em 2008, o Estado português gastou 1.288.000.000 euros em despesas irregulares.

Então isto não é sinal de saúde?

Braga cai aos pedaços


Mais um desabamento de casa no centro de Braga.

Parece que haverá cerca de 400 à espera de caírem. Algumas delas pertencem às autarquias.

Nenhuma das 400 pertence ao património pessoal de Mesquita Machado. Ele é o presidente da Câmara mas sabe cuidar das suas videiras. Os outros que cuidem das suas, ora essa, e que não o chateiem que ele tem mais que fazer.

Arreda!

O ministro Manuel Pinho, o da Economia, diz estar a acompanhar bem de perto a situação na Autoeuropa. Acho que isto é uma agoirenta notícia.

Quando este homem "acompanha bem de perto" uma qualquer empresa, o doente piora em vez de curar. Ele foi a Quimonda, ele foi as minas de Aljustrel, ele foi as casas prè-fabricadas para o Chávez, ele foi os painéis que afinal não eram o que ele dizia e que perderam a certificação, etc. etc.

O meu conselho aos trabalhadores da Autoeuropa é que façam já essa coisa janota a que chamam 'testamento vital' e que ponham preto no branco que, se a coisa se puser mesmo feia, não querem o Pinho à cabeceira da cama.

quarta-feira, maio 20, 2009

O CDS e a Turquia

O cabeça de lista do CDS às eleições europeias têm uma posição sobre a candidatura da Turquia à Europa. Está numa entrevista dada ao Público de ontem. Tem reservas.
A imagem é da Wikipedia, em inglês, na entrada sobre a Europa.


Segundo ali afirma, por razões territoriais (só uma pequena parte da Turquia é na Europa), demográficas (a Turquia seria transformada no maior país da União Europeia) e identitárias ( a Europa é judaico-cristã e a Turquia profundamente muçulmana). E depois, acrescenta, há uma questão estratégica (acha que não faz sentido a Europa ter uma fronteira com o mundo árabe).

Discordo de todas as razões invocadas.

É verdade que só uma pequena parte da Turquia é no continente Europa, apenas se se quiser aceitar que a península da Anatólia pertence ao continente asiático. Isso não é claro; geograficamente é até discutível, pelo menos na medida em que a Europa seja considerada um continente diferente da Ásia. Se sim, pode-se perfeitamente discutir a qual dos continentes pertence a Anatólia. Se não, então a Anatólia pertence à mesma massa continental que a Ásia e a Europa também. Basta olhar para o mapa acima e perceber a artificialidade de considerar o Cáucaso na Europa e excluir a Anatólia; para já não falar da discricionariedade de separar a Europa e a Ásia nos Urais...

O argumento demográfico não o compreendo, nem comento. Fazê-lo seria admitir coisas que não me digno a considerar.

A razão identitária é para mim a principal razão a favor da adesão da Turquia. A tradição judaico-cristã, de que a Turquia, aliás, também comunga, evoluíu no sentido da separação entre o Estado e a Religião, no sentido do secularismo do Estado; a Turquia, partilhando também da tradição muçulmana, é profundamente secularista. Mais, a tradição judaico-cristã partilha muitos valores e princípios com a tradição muçulmana. Não é o facto de haver correntes radicais no Islamismo actual que alteram essa comunhão. Como o Santo Padre, muito bem, tem sublinhado.

Mas sobretudo, discordo da questão estratégica. A Europa já tem uma enorme fronteira com o "mundo árabe"; é marítima, mas está lá. Mais, as questões estratégicas não se esgotam na delimitação de um fronteira, bem pelo contrário. E, a esse nível, há fortíssimas razões para ser a favor de um, futura, adesão da Turquia. Sobretudo no plano interno turco. Se a Europa pretende fronteiras estáveis com o universo muçulmano, então mais ainda precisa de uma sociedade muçulmana estável, secular e democrática. Para alcançar esse desiderato, a Europa tem fartas e boas razões para promover a necessária transformação da Turquia num País que se assemelhe a um Estado-membro da União. Se e quando isso acontecer, não haverá qualquer razão para a Turquia não aderir.

Finalmente, mas não de somenos, as reservas do candidato do CDS não são a opinião do Partido. Este, nunca se pronunciou sobre esta matéria. E é bom que não o faça, para não ter de vir a desdizer-se um dia que volte (para quem ainda acredita - como eu) a estar no poder.

É possível uma Europa melhor. Basta querer. (E um CDS e um Portugal melhor; basta ouvir e entender, nestas matérias, o que significa o que afirma o Prof. Adriano Moreira; por exemplo, na passada segunda feira no Prós e contras - eu sei que o Prof. também tem reservas, mas eu estou a falar do que significam os argumentos a que recorre, para Portugal e no longo prazo).

terça-feira, maio 19, 2009

What?


P O R R A !

Acabo de ouvir na Sic Notícias, estupefacto, a gravação da persporrência de uma senhora, perdão, de uma mulher a quem alguém deu o direito de ser professora, abusando dos alunos, indefesos e a quem ela, ainda assim, resolve ameaçar, aos gritos e sem cerimónia, em PLENA SALA DE AULA.

A notícia é, capciosamente, dada como se a professora se tivesse limitado a decidir falar de sexo, na aula de história (pasme-se). Não é isso que me incomoda.

O que me incomoda é o TOM EM QUE A PROFESSORA FALA AOS ALUNOS. Pouco me importa de que é que fala.

INADMISSÍVEL é o desplante com que ameaça abusar das suas obrigações, dos seus poderes, para punir os alunos.
Inadmissível é a arrogância com que classifica a aluna e a respectiva mãe, pelas qualificações académicas adquiridas.
Inadmissível é que tenha sido apenas suspensa.

Espero bem, esforçar-me-ei por exigi-lo, que esta mulher seja objecto de um processo disciplinar. E a julgar pelo que lhe ouvi, que é um facto visto que a própria já o terá reconhecido, espero bem que esse processo termine com o despedimento. Exemplar.

É que é necessário deixar bem claro a todos os professores que se não lutarem eles próprios por correr com "gentinha desta", se não lutarem para impedir que sejam confundidos com colegas destas, também não poderão exigir o respeito da comunidade.

P O R R A! Já basta.

PS. Exerço assim, aqui, o meu direito à indignação. Se ofendi alguém, com o título e o grito de encerramento, peço desculpa. Quanto ao mais, só tenho pena de não ter sido mais explícito.

Berlaymont a arder

Em rigor, a notícia não é de hoje.

Apesar dos grandes ideais em que assentaram as Comunidades Europeias, a União de hoje está a ser construída nas costas dos europeus. E, claro, nas nossas também. Que nós, os portugueses, também somos europeus.

Claro que deveria ter havido referendo ao Tratado de Lisboa. Mas não pelo argumento (formal) de que havia essa promessa. A verdadeira razão é que a União necessita dessa legitimação, e foi-nos roubada essa oportunidade por estes oportunistas.

Berlaymont está a arder porque se sente falta de democracia.

Mas também se sente ainda muita falta de transparência, muito peso burocrático. Muita necessidade de equilíbrar interesses. Estas nuvens negras sobre a sede da Comissão só desaparecerão com incremento de políticas de transparência. E vai demorar anos.

A Europa é também um continente envelhecido. E esse é um fogo que nos vai consumindo lentamente, sem que demos conta. Aparentemente não há políticas de urgência no combate a este fogo.

segunda-feira, maio 18, 2009

Rangel no Nicola (22)

Ok , sobre os balcãs e sobre a Sérvia.
Entao agora a Ucrânia jà està ao nivel da Turquia, com quem a Uniao ja negoceia?

Ele conhece o Espaço Economico Europeu? Pois nem uma palavra.

Estou a ouvir bem? O Rangel é como o Berlusconi que quer trazer a Russia?
Ò caraças, estamos a falar de bailado e de pintura. Isto promete. Daqui a pouco fala no Malmonides.

Ah, temos que nao hostilizar a Russia. Convidemo-la para tomar chà.

Agora é que é. Ja tenho a camioneta cheia de areia.
Até amanhã.
Fico inquieto e sobretudo fico muito preocupado. Volto à estaca zero. Que mais listas hà?

Rangel no Nicola (21)

Com a China? Com a India? Ai, ai, ai, isto é poesia. Por causa de Goa? Ele não sabe que o goês tem, justificada ou injustificadamente péssima reputação no resto da India?

Rangel no Nicola (20)

Ainda ninguém falou em "paradigma"? Espantoso!

Rangel no Nicola (19)

Quando é que este se cala?

Rangel no Nicola (18)

Sim, este bloguista faz bem em confessar que desistiu de reclamar o referendo por mera cobardia

Rangel no Nicola (17)

Até que enfim alguém pergunta sobre as relações com a Russia.

Rangel no Nicola (16)

Gostava de lhe perguntar isto: o Paulo Rangel levanta-se da cadeira se tocarem o Hino Alegria do Beethoven (alegado hino da Uniao)? Passa por aì o seu sentimento europeu?

Se fosse verdade que é por nao se reclamar fronteiras que se demonstra que jà aì està a "identidade" europeia, entao estamos conversados. Os que estao fora do espaço Schengen, por exemplo os ingleses, devem ser todos corridos da Uniao por falta indecorosa de sentimento europeu?

Rangel no Nicola (15)

Quem comandaria o tal embriao da força militar europeia?
E como a equaciona com a Nato? Pena não explicitar. Dizer que é sò para manter a paz é pouco e exige explicações que não foram dadas.

E agora vou dormir.

Rangel no Nicola (14)

Se o contrato eleitoral do PSD passa por um apoio incondicional à recondução do Barroso, é pena e vai-lhes custar caro.
Acho que Rangel conhece mal o numero de funcionarios da Uniao. Foi pena nao os ter explicitado.
E isso de querer euro-bonds e de reformular o banco Europeu é uma caixinha de surpresas. Sim, é melhor achar que isso nao é uma boa ideia.

Rangel no Nicola (13)

Gosto de o ouvir dizer que a agenda das liberdades politicas estar sempre presente.

Rangel no Nicola (12)

Esta do referendo gaulliano (?) do Vasco Campilho saiu de que cartola?

Rangel no Nicola (11)

Fiquei sem perceber se, na transformação do Concelho em "Senado" , o Paulo Rangel aceita manter a ponderaçao de votos dos Estados-Membros tal como hoje existe.

Rangel no Nicola (10)

Gosto de ouvir o Rangel dizer que a Uniao Europeia não é uma democracia formal ou processual. Mas não percebi o que propõe para resolver esse déficit.

Rangel no Nicola (9)

Esta da não perda da nossa identidade é um passe de màgica do nosso Rangel: parece que temos uma hiper-identidade.

Rangel no Nicola (9)

Rangel não percebe bem como se gere a nivel europeu o problema das regras técnicas e deve não ter ouvido falar na jurisprudência sobre o reconhecimento mùtuo. A nivel do mercado interno, essa fase de que a harmonização facilitava o comércio intra-comunitàrio està hà muito ultrapassada. E o que acontece é que é muitas vezes a industria que pede harmonização, não porque isso facilite aquele comércio, mas para que assim se defendam das importações extra-comunitarias, para fecharem o mercado europeu a pretexto de standards ambientais, sociais, securitarios ou outros.

Rangel no Nicola (8)

Começo a ter sérias dùvidas se de facto entre Rangel e Vital hà diferenças essenciais em questões europeias.

Rangel no Nicola (7)

Rangel erra se pensa que somos meia dùzia a indignarmo-nos contra a fraude do não referendo. E erra ainda mais quando pensa que um tal referendo não seria mobilizador

Rangel no Nicola (6)

Rangel tem razão: os que acham que os partidos que prometeram o referendo devem ser castigados podem sê-lo agora através do não voto neles

Rangel no Nicola (5)

Contrariamente ao que diz o Rangel, o federalismo não defende os pequenos e médios Estados quando parte da periferia para o centro e não do centro para a periferia

Rangel no Nicola (4)

Contrariamente ao que diz o Rangel, não foi o tratado de Nice que decidiu a adesao dos novos 10, foram os respectivos tratados de adesao

Rangel no Nicola (3)

Contrariamente ao que diz o Rangel, Portugal foi condenado em processos no Tribunal de Justiça por causa do Imposto Automòvel

Rangel no Nicola (2)

Contrariamente ao que diz o Rangel, não hà harmonização das fichas electricas: basta ir a londres e tentar ligar o seu secador de cabelo e verà o que se passa.

Rangel no Nicola (1)

Contrariamente ao que afirma Rangel, jà antes de Barroso chegar a Bruxelas se falava em Better regulation, less regulation

Estão uns para os outros


A pluri-candidata Ana Gomes, a de Sintra (não confundir com a pluri-candidata Elisa Ferreira, também conhecida como a “Ana Gomes” do Porto), toma posição sobre a lisura do tal Lopes da Mota, aquele moço esperto que lhe causava tão boa (im)pressão quando ambos ainda marravam as sebentas de direito do Soares Martinez. Ver aqui.

Não devemos levar muito a mal estas idiossincrasias da “campeã” da transparência e de outros cavalos brancos. Mas fica registado.

Jà agora, seria interessante que a pluri-candidata Elisa Ferreira, a do Porto (não confundir com a pluri-candidata Ana Gomes, também conhecida como a “Elisa Ferreira” de Sintra) viesse confirmar que o tal moço é muito bem visto là no Parlamento e é uma simpatia de pessoa. Para que constasse.

Se houvesse banqueiros, em Portugal... iam agora para Espanha!


Há muito que os bancos portugueses se queixam de não conseguir crescer em Espanha. A julgar por esta notícia do Público (ler aqui), parece que vão surgir aí oportunidades.

Para quem quiser, puder e souber... aceitam-se apostas. Eu digo que estão todos descapitalizados de tal forma que nem vão perder tempo a pensar nisso. É pena. E significativo da pobreza, global, do nosso sistema bancário. Ai, santa concorrência, quem se lembrará de ti...

Ocupações...


Com a devida vénia para um velho amigo da Namíbia, aqui vai uma para aliviar as preocupações hodiernas...

"Muitas vezes me perguntam 'o que fazem os velhinhos, depois de se reformarem?'

"Bem... eu tenho a sorte de ser engenheiro químico, pelo que uma das coisas que mais me diverte, é transformar vinho, cerveja, whisky e margaritas em ... urina!!!"

É possível uma velhice melhor. Basta querer!

A tristeza do Alegre

Esta de "eu fico mas não vou" é, a meu ver, a alfinetada final que fez 'pum' ao balão do movimento Alegre. E a do "mando 3 ou 4 lá para as listas" é o o ponto final da ilusão de que havia um balão a subir.

domingo, maio 17, 2009

Irrelevante mas então porque o escreveu

Não quis acreditar no que lia. TAF dizia que não era para ele relevante mas atrevia-se a dizer que Rio no caso de não ganhar as eleições era um desempregado e que isso condiciona o seu pensamento. Com efeito caro TAF, acho que post não é relevante para conhecer o teu pensamento, mas no minimo é estranho.

O Anónimo vai a banhos

O meu amigo Coutinho Ribeiro resolveu que o Anónimo ia de férias. Aponta falta de tempo para o manter com o elevado ritmo a que nos tinha habituado. É pena. Teremos no entanto a oportunidade de o ler no Delito de Opinião e no Marco 2009.Ao menos isso.

NOÉ

Pronto, pronto, eu faço. Dá um trabalhão
mas faço. Corto madeira, arranjo pregos,
gasto o martelo. E o pior também :
correr o mundo a recolher os bichos,
coisas de nada como formigas magras,
e os outros, os grandes, os que mordem
e rugem. E sei lá quantos são !
Em que assados me pões. Tu
gastaste seis dias, e eu nunca mais acabo.
Andar por esse mundo, a pé enxuto ainda,
a escolher os melhores, os de melhor saúde,
que o mundo que tu queres não há-de nascer torto.
Um por um, e por uma, é claro, é aos pares
– o espaço que isso ocupa.

Mas não é ser carpinteiro,
não é ser caminheiro,
não é ser marinheiro o que mais me inquieta.
Nem é poder esquecer
a pulga, o ornitorrinco.
O que mais me inquieta, Senhor,
é não ter a certeza,
ou mais ter a certeza de não valer a pena,
é partir já vencido para outro mundo igual.


Pedro Tamen, in "Analogia e Dedos", 2006

sábado, maio 16, 2009

Cortar a direito


« …- Peço-vos, disse lord Freeman ao cônsul, nos explique o que é verdadeiramente um empenho, porque não temos em Inglaterra a palavra correspondente e gostaria de saber a sua verdadeira significação. O cônsul respondeu que nos ia dar primeiro uma definição da palavra e, em seguida, uma ideia completa dos seus efeitos por meio de um exemplo.


- Um empenho, continuou ele, é um acto pelo qual uma pessoa, ligada por amizade ou por íntimo conhecimento com uma outra, revestida de poder ou de autoridade, solicita-a vivamente a favor de uma terceira (que é geralmente uma pessoa indigna, uma nulidade), para que lhe obtenha (a despeito da razão e da justiça) qualquer favor que ela não merece ou que desvie dela a imposição de penas, sejam quais forem, a que ela possa ter incorrido por determinação do tribunal ou a que tenha sido condenada por lei
...”

Porto, 1779, XXII Carta de Arthur William Costigan ao seu irmão
In “Sketches of Society and Manners in Portugal in a series of letters”

quinta-feira, maio 14, 2009

Retrato de uma visita

Amanhã o sr. Sousa Pinto aterra no reino do sr. Jardim que o promete receber e braços dados. Antes disso terá certamente a oportunidade inaugurar mais uma obra já inaugurada e outra que ainda não foi pensada sequer. Aterrado enfim e com povo a saudá-lo, o Sr. Sousa Pinto lembrará a todos que o dinheiro do Sr. Jardim afinal é do governo e que o governo é o PS. E regressará ao Continente.

Escribas


Wolfgang Munchau escreve artigos em jornais, entre os quais o Financial Times, e anima o site eurointelligence.
Hoje assina no Diário Económico a sua análise sobre o que foi a presidência Barroso à frente da Comissão Europeia. Começa aqui, mas infelizmente o link não dá para ler todo o artigo.

Eu li-o (pág. 48) e achei-o justo.

A resposta do Barroso não se fez esperar: vem na pág. 49 do mesmo jornal, pela pena de um tal João Marques de Almeida, que desta vez assina na qualidade de membro do gabinete Barroso (outras vezes assina como professor universitário não sei donde nem de quê).

A missão do Marques de Almeida não deixa de ser ingrata, mas parece que ele a desempenha com boa vontade e abanando o rabo de contente. Foi sem dúvida um útil recrutamento do presidente, que precisa de uns escribas ali à mão, prontos a bajularem ou a insultarem. Mas não tem "maizena" para o Munchau. Comparem os escritos.

10 humidades

Será que, afinal, a tinta que o PS "pagou" não resolveu nada?

quarta-feira, maio 13, 2009

A dimensão da coisa...

Para que todos possamos começar a perceber até onde isto vai chegar, e, assim, as soluções que se irão desenhar depois das próximas eleições legislativas, sejam quais forem os resultados, aqui deixo mais um dado, avançado pelo economista Eduardo Catroga:

"Por outro lado, convém não esquecer que as principais empresas do sector público dos transportes ferroviários e urbanos estão tecnicamente falidas.

Apresentam uma dívida financeira (na realidade dívida pública) já da ordem dos 10% do PIB e um défice de financiamento (exploração e investimento) anual avultado. A situação financeira do sector constitui uma verdadeira “bomba financeira” ao retardador sobre as contas públicas, com tendência para o agravamento. Qual será a dívida financeira da CP, da REFER, da RAVE, da Estradas de Portugal, do Metro de Lisboa e do Porto, etc., a 10 anos? Corremos o sério risco de transformar a “bomba” num “vulcão” enorme."

A afirmação foi produzida num ensaio daquele economista, publicado no "i". Ver aqui.

O autor chama-lhe um "grito de alerta". E conclui que o faz a pensar no futuro dos netos e netas.

Eu sou mais egoísta. Penso na minha velhice e no que espera os dos meus filhos.

Farinhas

Outro blogue de combate: aqui

Avestruzes? Não, coniventes!

Confesso que às vezes até acho enfadonho recapitular tudo o que se vai passando em torno do caso Freeport. Mas a abertura de um processo disciplinar ao presidente da Eurojust é um dado novo e de profundo significado.
Estou para ver o que é o "prazo razoável" que se estabeleceu para o dito processo e a experiência diz-me que o melhor é não nutrir muitas esperanças sobre a forma como tudo isso vai terminar, pois, como escrevia o José Gil, nós temos um nevoeiro que dilui tudo e que nos corrói a coragem e a energia.
Mas aconteça o que acontecer, a partir de agora não há mais retorno. É o nosso sistema judiciário que está na berlinda e é a classe política que vai também ter de responder por este estado de coisas.
O Vitalino Canas não representa o PS e o que diz não se escreve. Há seguramente gente decente no Partido Socialista que, se quer manter a sua decência e merecer o nosso respeito, vai ter de se demarcar claramente dessa dinâmica aparelhística e de relentos mafiosos em que vale tudo para proteger o chefe. Há silêncios que comprometem. Há silêncios fatais.

NÃO PERCEBO NADA

A doutrina politicamente correcta acerca da orientação sexual de cada um, como agora se diz, tem minudências que me escapam. Se eu quiser ser homossexual, posso ser, em nome da liberdade, da felicidade, da vocação ou pura e simplesmente porque me apetece. Se eu quiser ser heterossexual, também posso, pelo menos por enquanto. Se eu não me sentir confortável com o meu corpo, posso mudar de sexo, física e oficialmente. No entanto, se eu for homossexual e quiser ser heterossexual já não posso, caiem-me os Panteras Rosa e os Médicos pela Escolha em cima porque isto da liberdade de escolha e do direito individual à orientação sexual que se quiser é só para alguns. Alguém me pode explicar?

terça-feira, maio 12, 2009

ANO DARWIN

CONFERÊNCIA
pelo Prof. Doutor António Bracinha Vieira(Universidade Nova de Lisboa)16 de Maio de 2009, 14,30 h.
entrada livre
Centro Unesco do PortoR. José Falcão, 100

O QUE É O HOMEM? ANOTAÇÕES SOBRE A FRONTEIRA E OS LIMITES DA HUMANIDADE

Seguir-se-á, às 16,30, a apresentação do livro deste autor "A Evolução do Darwinismo", Lisboa, Fim de Século, 2009. A apresentação estará a cargo do Prof. Paulo Gama Mota, da Universidade de Coimbra, e director do respectivo Museu de Antropologia.Após esta apresentação haverá um Porto de Honra.

Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia

Um inquérito dentro do inquérito


Estou com curiosidade de ver no que vai dar o relatório a propósito das pressões daquele senhor do lado sobre os investigadores do caso Freeport.
As conclusões são lapidares: pressionou.
As consequências seriam, supostamente, claras: suspensão, processo disciplinar e imediata demissão do Eurojust.
Mas em Portugal, e com esta malta, nunca se sabe. E, claro, o ministro da Justiça vai assobiar para o ar.
Vai uma aposta?

Sobre os eurodeputados


Investigadores da London School of Economics e da Universidade Livre de Bruxelas compilaram dados interessantíssimos sobre o trabalho dos eurodeputados.
Parece um trabalho sério (o dos investigadores). Está tudo aqui.

Aqu'd'el Rei!!! Querem matar o bloco central!

Não sei se fui só eu a reparar, mas o lapso da Dr. F. Leite numa, quanto ao mais, pacífica entrevista, deu aso ao maior ataque concertado aos interesses do centrão a que jamais havia assistido, neste meu pacato país.

Houve até quem quisesse acusar o PR de ter mandado bitaites a sugerir que o centrão precisaria de se entender sobre o Governo do pós-eleições do Outono...

Isto surpreende-me, porque houve muito jornalista que achou a solução natural e, curiosamente, muito comentador que a considerou desnecessária e inútil.

A minha tese, humildemente, é que se não houver maioria do PS, o Bloco Central se tornará inevitável, por duas ordens de razões: primeiro, há muita gente no PS que se quer libertar de Sócrates para poder fazer o que quer e muita gente no PSD que quer poder beneficiar disso para voltar ao poder e aproveitar os últimos quatro anos do QREN actual; segundo, a situação orçamental do País será tal que as outras soluções não serão credíveis, que mais não seja por imposição do FMI (sim, senhora, vai voltar antes do final do ano)...

Aceitam-se apostas...


Os taxi de volta


O Público promete trazer de volta os Taxi. No dia 5 de Junho lá estarei no Coliseu do Porto. Até lá recordarei por aqui algumas das maravilhas com que nos foram brindando.

PS: Isto apesar de ter perdido recentemente uma partida de ténis com o Henrique Oliveira. Mas a desforra surgirá.

segunda-feira, maio 11, 2009

Isto é economia, estúpido


Numa pequena vila e estancia na costa sul da França, chove, e nada de especial acontece.

A crise sente-se.

Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dividas.
Subitamente, um rico turista russo, chega ao foyer do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100€ sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.

O dono do hotel pega na nota de 100€ e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100€, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100€ que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os 100€ a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito. Esta recebe os 100€ e corre ao hotel a quem devia 100€ pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.

Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100€.Recebe o dinheiro e sai.

Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.

Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e este elementos da pequena vila costeira encaram agora com optimismo o futuro.
Dá que pensar....

Desperdícios de milhões... nos comboios, pois claro!

O problema desta notícia, no Expresso, é que os investimentos que actualmente estão a ser feitos, na chamada "rede convencional" ferroviária, são investimentos virados para o passado; toda a Europa se está a unir por rede "europeia", ou seja, em bitola europeia. É isso que se passa com as redes de alta velocidade. É isso que importa para permitir a circulação de mercadorias na Europa, por comboio.

Em Portugal, continuamos a investir numa rede que, em meia dúzia de anos, já não permitirá atravessar a fronteira... com Espanha, quanto mais com a Europa.

Segundo o Ministro, são só 550 milhões de euros. Pouca coisa, para quem continua a viver no passado...

Sequelas da gripe

À conta da gripe A (H1N1), houve países que suspenderam as ligações aéreas com o México (entre os quais a Argentina, Cuba, o Equador, o Perú e a China), alegando que os 1.626 casos ali confirmados sugerem precauções.

Nos Estados-Unidos estão confirmados 2.254 casos, repartidos em 44 Estados incluindo a capital Washington.

Julgam que algum daqueles países suspendeu as ligações aéreas com os USA?
Tá queto Nelo.

A candidatura coxa


"Sinceramente, eu quero vir para o Porto…O meu objectivo é sair de onde estou e trabalhar para a cidade".
Quem o diz é a pluri-candidata Elisa Ferreira.

O Carlos já apontou num post abaixo que esta senhora tem sido muito infeliz nas suas declarações. E eu acredito que os portugueses em geral e os tripeiros em particular a irão penalizar fortemente por essa sua atitude de se apresentar a duas eleições contraditórias, insultando com isso a inteligência do cidadão eleitor. Mas é a "ética" deles, e como não é ilegal e não dá prisão, não lhes tira o sono nem lhes belisca a vergonha.

Mas, como diz o povo, apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo.
Se a Sra. Elisa Ferreira quer sinceramente vir para o Porto tem duas possibilidades irrecusáveis: ou se retira imediatamente da lista do PS às eleições europeias e concentra-se na resolução dos problemas da nossa cidade, ou compromete-se desde já a aceitar o posto de vereadora no caso de não ganhar a presidência da Câmara.

Ora parece que a pluri-candidata já afirmou aos seus próximos colaboradores que só virá para o Porto se chegar a presidenta.

Mais palavras para quê? É uma artista do PS!